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porCCDIBC

É assim que a China quer dominar o mundo

O presidente chinês, Xi Jinping, deseja que Pequim ocupe o vácuo geopolítico deixado pelos EUA. Seus investimentos em diplomacia, armamentos e inteligência artificial são prova disso

“Esconder a força e aguardar o momento.” Deng Xiaoping, o grande protagonista da abertura econômica chinesa, recomendava manter a China em segundo plano no cenário global, enquanto o país lutava para sair da pobreza e deixar para trás o marasmo de 10 anos de Revolução Cultural. Mas essa etapa ficou no passado. Na “nova era” proclamada pelo presidente Xi Jinping, o gigante asiático está decidido a ocupar o papel de protagonista da arena global, que, aos seus olhos, a história lhe deve. Através de Xi, o líder mais poderoso do país em décadas e que continuará no poder além dos 10 anos inicialmente previstos, a nação quer moldar a ordem mundial para se consolidar como referente e criar oportunidades estratégicas para si e suas empresas, além de legitimar seu sistema de governo. E já não hesita em divulgar esses planos.

“Nunca o mundo teve tanto interesse na China, nem precisou tanto dela”, declarava solenemente no mês passado o Jornal do Povo, o mais oficial das publicações oficiais de Pequim. E o atual momento – em que os Estados Unidospresididos por Donald Trump abrem mão de seu papel de líder global, a Europa está presa em suas próprias divisões e o mundo ainda arrasta as consequências da crise financeira de 2008 – apresenta uma “oportunidade histórica” que, segundo o comentário, “abre-nos um enorme espaço estratégico para manter a paz e o desenvolvimento e ganhar vantagem”. A assinatura como “Manifesto” indicava que o texto representava a opinião dos mais altos dirigentes do Partido.

Essa ambição não é nova: a catástrofe que significou o Grande Salto Adiante(1958-1962) foi provocada, no fim das contas, pela vontade de Mão Tsé-Tung de transformar a China numa potência industrial em tempo recorde. A novidade, de fato, é que isso seja agora proclamado – e cada vez mais alto. Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista, em outubro, quando renovou seu mandato por outros cinco anos, Xi anunciou a meta de transformar o país “num líder global em termos de fortaleza nacional e a influência internacional” até 2050. A data não é casual: até lá, a China já terá esgotado seu dividendo demográfico (hoje a estrutura etária de sua mão de obra, ainda relativamente jovem, é benéfica para o crescimento econômico do país).

Aos olhos de Pequim, a China nunca teve esse objetivo tão ao seu alcance. A diferença não é pautada apenas pelas circunstâncias geopolíticas ou por seu auge econômico, mas também por sua situação interna. Nunca, desde os tempos de Mao, um líder chinês havia contado com tanto poder, nem tinha se sentido tão seguro no cargo.

Xi não deixa de acumular postos e títulos, oficiais e extraoficiais. Secretário-geral do Partido, presidente da Comissão Militar Central, chefe de Estado, “núcleo” do Partido e agora lingxiu, o líder, um tratamento que só havia sido concedido a Mão e ao seu sucessor imediato, Hua Guofeng. Universidades do país inteiro abrem centros de estudo dedicados ao seu pensamento; as ruas de qualquer cidade estão cheias de cartazes pedindo que a população aplique suas ideias. De uma forma marcante, não vista em décadas, a lealdade ao Partido, e em consequência a Xi, é a condição essencial para se ter sucesso em qualquer atividade que tenha a ver com o onipotente Estado.

Xi se apresentou como o grande defensor da luta contra as mudanças climáticas, a globalização e os tratados de livre comércio

A consolidação do poder de Xi vai ser coroada na sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês, que será inaugurada na próxima semana no Grande Palácio do Povo de Pequim. Os deputados aprovarão, entre outras coisas, a eliminação do limite temporário de dois mandatos que a Constituição impõe ao presidente, abrindo caminho para que o mandatário continue à frente do país por tempo indefinido.

A China multiplicou sua expansão internacional já durante o primeiro mandato de Xi. Seu Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura completará três anos concedendo empréstimos equivalentes a mais de 13,4 bilhões de reais. Sua nova Rota da Seda – um plano para construir uma rede de infraestrutura ao redor do mundo – acaba de incorporar oficialmente a América Latina, mira o Ártico e se dispõe e realizar sua segunda reunião internacional em 2019. Seus investimentos em diplomacia têm sido vastos. Em 2017, o país destinou a essa área o equivalente a 25,5 bilhões de reais, um aumento de 60% em relação a 2013. Já os EUA propuseram cortar 30% das despesas com o serviço exterior.

Enquanto Washington abandona seus compromissos internacionais, a China está disposta a preencher esse vazio. Xi Jinping se apresentou como o grande defensor da globalização, da luta contra a mudança climática, dos tratados de comércio internacionais. Pequim já mantém acordos de livre comércio com 21 países – um a mais que Washington – e, segundo suas autoridades, negocia ou planeja incluir outros 10.

Os investimentos do Governo e das empresas da China e no exterior são um dos principais pilares dessa estratégia. Na América Latina, o país já concedeu mais créditos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ano passado, investiu o equivalente a 390 bilhões de reais em 6.236 empresas de 174 países, segundo seu Ministério do Comércio. Como parte do plano de se tornar um país líder em tecnologia e fazer com que esse setor seja uma das principais fontes de seu PIB, a China comprou empresas fundamentais em áreas estratégicas, como a líder alemã em robótica Kuka e a fabricante de chips britânica Imagination. Já é um referente em inteligência artificial.

Mas sua presença no exterior não se limita ao terreno diplomático e comercial. Ser uma potência global requer não apenas ter acesso aos recursos e conexões com o resto do mundo, mas também defendê-los e se defender. E a China, com o equivalente a 490 bilhões de reais, é o segundo país com maior gasto militar, atrás dos EUA, e moderniza rapidamente seu Exército. Já conta com sua primeira base militar no exterior, em Djibuti, e, segundo o Afeganistão, estuda construir uma segunda base num canto remoto desse país.

Mas se a China hoje inspira mais simpatia que os EUA em diversos países – incluindo aliados tradicionais de Washington, como México e Holanda, segundo informou o Pew Research Center em 2017 –, seu auge também gera desconfiança. O Eurasia Group descreveu a influência chinesa em meio a um vazio de liderança global como o primeiro risco geopolítico para este ano. “[A China] está fixando padrões internacionais com a menor resistência já vista”, afirma a consultoria. “O único valor político que a China exporta é o princípio de não ingerência nos assuntos internos de outros países. Isso é atrativo para os Governos, acostumados às exigências ocidentais de reformas políticas e econômicas em troca de ajuda financeira.” Menção especial, entre outras coisas, merece o investimento chinês em inteligência artificial. “[Esse investimento] procede do Estado, que se alinha com as instituições e companhias mais poderosas do país e trabalha para garantir que a população se comporte como o Estado deseja. É uma força estabilizadora para o Governo autoritário e capitalista do Estado chinês. Outros Governos acharão esse modelo sedutor.”

Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista.
Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista. NICOLAS ASFOURI (AFP / GETTY )

Outras vozes também demonstram alarme. O primeiro-ministro australiano, Malcom Turnbull, denunciou em dezembro a influência da China nos assuntos políticos de seu país, mediante lobbies e doações, e apresentou um projeto de lei que busca frear isso. O diretor do FBI, a polícia federal dos EUA, Christopher Wray, também advertiu que Pequim pode ter infiltrado agentes até mesmo nas universidades. Um relatório do think tank alemão MERICS e do Global Public Policy Institute alerta para a crescente penetração da influência política da China na Europa, especialmente nos países do Leste. E um grupo de acadêmicos conseguiu, graças aos protestos do ano passado, que a editora Cambridge University Press restabelecesse artigos censurados por não coincidirem com a visão do governo chinês em assuntos como Tiananmen e Tibete.

A crescente assertividade de Pequim pode beirar a arrogância ou o desdém pelas normas internacionais. No mar do Sul da China, onde suas reivindicações de soberania enfrentam as de outras cinco nações, o país tem construído ilhas artificiais em áreas em disputa, apesar dos protestos dos Estados vizinhos e dos EUA. Recentemente, a imprensa recriminou a Suécia por suas pressões pela libertação de Gui Minhai, o livreiro sueco detido no mês passado quando viajava a Pequim escoltado por dois diplomatas.

Além dos alarmes, começam a soar também – de modo ainda muito incipiente – propostas para contra-atacar essa pujança ou os aspectos menos benevolentes dela. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a unidade dos 27 parceiros da União Europeia para não perderem terreno para a China. A Casa Branca começou a impor tarifas a alguns produtos para frear o que considera concorrência desleal da China no intercâmbio comercial. Japão, Índia, Austrália e EUA estudam apresentar um plano internacional alternativo ao da Rota da Seda.

Claro que nem sequer o todo-poderoso Xi pode considerar tudo como garantido, e a China da nova era padece de fraquezas importantes. No momento, o apoio popular ao presidente e sua gestão parece sólido. Mas mantê-lo, em uma sociedade de fortes desigualdades sociais, pode ser uma tarefa complicada. As jovens classes médias, nascidas e criadas depois da Revolução Cultural e de Mao, não conheceram o sofrimento de seus progenitores e demandam um bem-estar econômico que dão como certo, assim como padrões de vida semelhantes aos do Ocidente.

Isto inclui a poluição, um dos grandes males da China. Depois de medidas como um plano de urgência para o inverno, padrões de emissões para veículos e fechamento de fábricas com elevados níveis de poluição, este ano a qualidade do ar em Pequim melhorou notavelmente. Mas organizações como o Greenpeaceenfatizam que essa melhora se deu, em parte, ao custo de transferir a poluição para regiões mais pobres e menos visíveis.

Garantir padrões de vida cada vez melhores – a China se comprometeu a acabar até 2020 com a pobreza rural, que em 2015 afetava 55 milhões de pessoas – obriga também a uma reforma econômica. Ao chegar ao poder, há cinco anos, Xi prometeu deixar que o mercado seguisse seu ritmo. É uma aspiração que se mostrou complicada. Em 2015, a revista Caixin indicava que, entre as 113 áreas suscetíveis de reforma, somente 23 avançavam a bom ritmo, os progressos eram lentos em 84 e nada se conseguira em 16.

O que está por fazer é o mais difícil: as empresas de propriedade estatal, gigantescas e ineficientes, mas básicas no sistema socioeconômico chinês atual; o excesso de crédito e de capacidade de produção; a completa liberalização do yuan. Reformas necessárias, mas que vão requerer enorme habilidade para que não prejudiquem o índice de desemprego ou a estabilidade social, a grande prioridade do Governo.

Em prol dessa estabilidade social, a China de Xi Jinping pôs em prática ambiciosos programas de controle e vigilância dos cidadãos, ajudada pela inteligência artificial. O fluxo das informações e as redes sociais são ferreamente supervisionados. Todas as empresas, incluindo as multinacionais estrangeiras, precisam contar com uma unidade do Partido Comunista em sua estrutura. Os meios de comunicação estatais – os principais  – receberam instruções da boca do próprio presidente: “Vocês devem se nomear Partido”.

A tendência é a de redução da tolerância a qualquer manifestação cultural que não reforce o papel dominante do Partido Comunista nem se ponha a serviço de seus objetivos. E isso inclui o tratamento às minorias e a prática da religião, sobre a qual recentemente foram impostos novos regulamentos. As pessoas incômodas – sejam dissidentes políticos, advogados de direitos humanos ou ativistas de causas sociais– são presas e, às vezes, condenadas a longas penas de prisão. No ano passado, o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu de câncer de fígado enquanto cumpria uma pena de 11 anos.

Mas o tempo corre, para Xi, para Pequim e para implementar as reformas. Um dos grandes obstáculos que o país enfrenta é precisamente seu rápido envelhecimento. A desastrosa política do filho único faz com que o dividendo demográfico esteja se esgotando. Apesar do fim da proibição em 2015, a natalidade não dá mostras de aumentar. Em 2020, 42 milhões de idosos não poderão cuidar de si mesmos e 29 milhões superarão os 80 anos. Um grande desafio para sistemas de previdência social e de saúde ainda muito frágeis.

Para 2050, quando o país espera ter se tornado uma grande potência, contará com 400 milhões de aposentados. Por essa época, terá completado seus ambiciosos planos de reforma militar e econômica; a prioridade será atender a esse grande segmento de população envelhecida. O prazo de “oportunidade estratégica” terá expirado.

A nova era de Xi tem, portanto, pressa. Hoje pode mobilizar a população em busca do sonho chinês; amanhã poderá ser tarde. Dentro de alguns anos, esta nova era pode ter ficado velha demais.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/02/internacional/1519993755_786257.html

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China se torna primeira potência comercial mundial

O ministro chinês do Comércio, Zhongshan, destacou hoje (5) no Grande Palácio do Povo a determinação do país de ser uma potência no comércio exterior com melhor qualidade e sua marca própria. Anunciou que tem o prazer de informar que, no ano passado, a China se tornou o maior país comercial do mundo. Isso mostra que a posição do país como uma potência comercial foi consolidada.

fonte: http://portuguese.cri.cn

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Chineses compram terminal em Paranaguá e deixam trabalhadores apreensivos

O grupo China Merchants Ports Holdings concluiu nesta quinta (22), em Brasília, a compra do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá (TCP), no Litoral do Paraná, por R$ 2,9 bilhões.

Os trabalhadores no Porto estão bastante apreensivos com a aquisição do TCP pela China Merchants. Eles acompanharam esta semana o desfecho da transação no Distrito Federal.

O negócio foi fechado em setembro de 2017 durante comitiva de Michel Temer na cúpula dos BRICS em Xiamen, província de Fujian, na China.

A partir de agora, o mandarim — língua oficial dos chineses — passará a ser obrigatório em Paranaguá.

A concessão da área ao TCP, licitada ainda pelo governo Jaime Lerner, em 1998, renovada no ano passado por mais 25 anos, terminará em 2043.

O Porto de Paranaguá tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs por ano (contêiner padrão de 20 pés), que deve aumentar para 2,4 milhões quando a expansão planejada for concluída no segundo semestre de 2019.

Acerca do TCP

A TCP, uma das mais modernas integradoras logísticas para comércio exterior no Brasil, administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá e a empresa de integração logística TCP Log. Foi criada em 1998, quando venceu licitação realizada pelo Governo do Paraná para a concessão do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá.

Situado em uma baía protegida, capaz de receber os maiores navios que fazem o comércio internacional na América Latina, o terminal oferece às empresas exportadoras e importadoras localizadas em sua hinterlândia uma infraestrutura moderna e bem dimensionada para movimentar cargas com agilidade, segurança e os melhores custos operacionais. Sua área de influência se estende pelos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina, e está estrategicamente situado em uma região servida por diversas rodovias, além de ser o único terminal da sua hinterlândia que conta com conexão ferroviária direta no próprio pátio.

Após receber investimentos de R$ 365 milhões, um dos maiores aportes privados do setor portuário brasileiro nos últimos anos, a TCP atualmente tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs/ano, conta com 320 mil m² de área de armazenagem e oferece três berços de atracação, com extensão total de 879 metros, além de dolfins exclusivos para operação de navios de veículos.

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Tibetanos celebram duplo Ano Novo

Os chineses celebram o tradicional Ano Novo Lunar, o festival mais importante de todo o ano. Os tibetanos são ainda mais felizes porque o Ano Novo Tibetano neste ano coincidiu com o Ano Novo Chinês, ambos caindo na sexta-feira (16).

Na véspera do Ano Novo duplo, os habitantes locais estavam ocupados comprando itens nas ruas de Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibet. As celebrações tradicionais do Ano Novo se estendem das cidades para as vilas e áreas de pastoreio nesta região sudoeste da China.

Para celebrar os festivais, os funcionários do governo no Tibet desfrutam de um feriado de 10 dias a partir da sexta-feira.

No ano passado, a produção de cereais do Tibet superou um milhão de toneladas, registrando um aumento em oito anos consecutivos.

Este ano é o Ano do Cachorro no zodíaco chinês, que conta com 12 animais. Na cultura tibetana, o cachorro também é reverenciado como uma imagem positiva que representa lealdade e integridade.

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Império Serrano volta ao Grupo Especial homenageando China e Arlindo Cruz

Sambista que se recupera de um AVC foi lembrado pela escola, que abriu o carnaval do Rio na Sapucaí neste domingo (11) após sete anos longe da elite.

Império Serrano retornou ao Grupo Especial após sete anos longe da elite. A escola de Madureira e de Oswaldo Cruz abriu o carnaval do Rio neste domingo (11).

Mesmo com enredo que homenageia a China, a escola verde e branca também lembrou Arlindo Cruz, sambista que se recupera de um AVC e é muito identificado à Império.

  • Uma ala com 180 membros, incluindo Maria Rita e Regina Casé, usou camisas com as frases “Força, Arlindo” e “O show tem que continuar”, além de uma ilustração com o rosto do cantor. A mulher dele, Babi Cruz, e o filho Arlindinho participaram da homenagem
  • A comissão de frente mostrou guerreiros com bambus e rostos pintados de branco, representando guardiões dos templos dourados
  • O tripé “Leques imperiais e o rouxinol imperador” teve problemas de deslocamento, provocou buracos no desfile e a escola pode perder pontos por isso

Império Serrano 2018 – Desfile completo

 

Os 3500 integrantes vieram em 28 alas com uma viagem pela cultura chinesa. A escola nove vezes campeã da elite apresentou imagens identificadas à China como os dragões imperiais, em tripés próximos do carro abre-alas.

Símbolos chineses clássicos como a Muralha da China (no quarto carro) conviveram com outros mais lúdicos, como o personagem Kung Fu Panda, na ala das crianças.

As doutrinas chinesas também foram lembradas: alas mostraram o confucionismo, o taoísmo e o budismo. O segundo carro deu destaque a uma flor de lótus, símbolo de pureza.

A culinária deu o tom em fantasias que fizeram lembrar o macarrão e o chá. Mas foi a celebração do ano novo chinês, com início daqui a cinco dias, que foi tema do último carro.

Como os intépretes cantaram, o objetivo era “matar a saudade do Império Serrano”. E a união dos Impérios (Serrano e Chinês) tenta manter a escola na elite do carnaval do Rio.

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China repreende EUA por criticarem sua estratégia na América Latina

Secretário de Estado norte-americano afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais”

A China não gostou nada das advertências feitas por Washington a vários países latino-americanos sobre a influência cada vez maior de Pequim na região. O gigante asiático considera que as palavras do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, sobre os riscos de uma dependência excessiva da segunda economia mundial, são uma falta de respeito à política exterior dessas nações.

Tillerson – antes de iniciar uma viagem com paradas no México, Argentina, Peru e Colômbia – afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais” e advertiu sobre a estratégia de se apoiar excessivamente na China, “que significa ganhos no curto prazo em troca de uma dependência no longo prazo”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês considerou que essa premissa é falsa e que o intercâmbio com a América Latina se baseia “em interesses comuns e necessidades mútuas”.

O aumento da influência chinesa na América Latina, pelo menos em termos quantificáveis, como o comércio e o investimento, é inquestionável. O intercâmbio de mercadorias se multiplicou na última década, superando os 200 bilhões de dólares (640 bilhões de reais) por ano, sobretudo graças à compra e venda de matérias primas. A China já é o principal parceiro comercial de países como Argentina, Brasil, Chile e Peru.

Pequim também se tornou uma fonte de empréstimos vital para nações da região, especialmente Brasil, Venezuela e Equador. As autoridades chinesas – como costumam repetir sempre que há suspeitas de que haja mais interesse próprio do que altruísmo por trás desses créditos – dizem que a cooperação se baseia em “igualdade, reciprocidade, abertura e inclusão”.

“Esperamos que este país (em referência aos EUA) abandone o conceito antiquado dos jogos de soma zero e veja o desenvolvimento das relações entre a China e a América Latina de forma aberta e inclusiva”, afirma o comunicado.

A China reforçou recentemente seus laços com a região durante o segundo fórum ministerial entre o gigante asiático e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizado há apenas duas semanas em Santiago, no Chile. O bloco decidiu apoiar, numa declaração oficial, a iniciativa chinesa da nova Rota da Seda – o megaprojeto de interconexão mundial idealizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que colocou sobre a mesa bilhões de dólares para investi-los em obras de infraestrutura que melhorem a conectividade. Os críticos veem nessa iniciativa o desejo de Pequim de aumentar sua influência sobre outros países em desenvolvimento. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse no encontro que seu país quer se transformar no “parceiro mais confiável” da região.

Em seu discurso antes de iniciar a viagem latino-americana, Tillerson declarou que as ofertas da China na forma de investimento “quase sempre exigem a importação de força de trabalho chinesa, grandes empréstimos e uma dívida insustentável, ignorando os direitos humanos e de propriedade intelectual”, algo que comparou com o antigo colonialismo europeu.

Segundo a Xinhua, a agência oficial chinesa, a investida recente da administração Trump contra a diplomacia e a política exterior de Pequim é uma consequência da “perda de carisma” da primeira potência mundial na região: “Em vez de perder tempo criticando a China, talvez fosse uma boa ideia para Washington baixar o tom hostil de sua retórica, que provocou a ira na América Latina com propostas como endurecer a imigração, construir um muro e tentar influenciar os tratados comerciais em seu favor.”

porCCDIBC

Hong Kong é classificada como economia mais livre do mundo por 24 anos consecutivos

A Fundação Heritage dos Estados Unidos, um think tank conservador com sede em Washington, publicou nesta sexta-feira (2) um relatório, classificando Hong Kong como a economia mais livre do mundo. Este é o 24º ano consecutivo que a cidade recebe este título.

A pontuação total de Hong Kong aumentou 0,4 em relação ao ano anterior, atingindo 90,2 pontos. Trata-se da única economia com nota acima de 90 pontos, muito maior do que a média de 61,1. Quanto à saúde das finanças e liberdade comercial e financeira, a região também obteve a maior pontuação. Além disso, Hong Kong também tem melhor desempenho no sistema judicial, atmosfera social, transparência do governo, mecanismo regulatório e abertura ao comércio.

O secretário para as Finanças de Hong Kong, Paul Chan, declarou que o cumprimento do princípio de livre mercado tem sido a base para a prosperidade econômica da região. Diante da intensa competição global, o governo de Hong Kong continua se esforçando para incentivar a inovação tecnológica e cooperar com outras economias, de forma a consolidar a sua posição de liderança como centro financeiro internacional.

Tradução: Zhao Yan

Edição: Layanna Azevedo

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China investe R$ 35 bi no país e consultores preveem mais aportes

Os investimentos chineses no Brasil, de janeiro a outubro deste ano, movimentaram ao menos US$ 10,84 bilhões (R$ 35,3 bilhões. na cotação atual), aponta a consultoria Dealogic. As aquisições feitas por empresas chinesas saltaram de 6, no ano passado, para 17 —e vão crescer ainda mais, estimam analistas que assessoram a entrada das empresas.

A percepção entre eles é que o país viverá uma segunda onda de aportes chineses a partir de 2018, com a chegada de novas companhias de grande porte e uma maior diversificação.

Ao menos dez grandes empresas já estão em estágios avançados para entrar no país, em áreas como energias renováveis, ferrovias, portos, mineração e papel e celulose, segundo Daniel Lau, sócio-diretor da KPMG.

“Muitas empresas começaram a analisar o mercado há cinco anos e foram amadurecendo sua visão. Hoje, as perguntas que nos fazem não são mais básicas, já conhecem os entraves regulatórios, as diferenças fiscais dos Estados, os atrativos de cada região.”

No caso de ferrovias e portos, a entrada dessas companhias já deverá ocorrer no primeiro semestre, com a realização de leilões do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) —no caso do Ferrogrão, um consórcio formado por empresas chinesas já teria se organizado.

Operações de menor porte, em setores como saúde, logística, agronegócio e telecomunicações também vão se acelerar, diz Eduardo Centola, sócio do banco Modal.

“Essa segunda leva vai se intensificar a partir de 2018. A primeira, que teve muito apoio do governo chinês, mostrou que o mercado brasileiro é seguro e abriu caminho para outras virem.”

A incerteza em torno das eleições de 2018 não afetará o processo, avalia Centola. “Na visão deles, dentro de 20 anos, isso não vai fazer diferença.”

O perfil dos investimentos, porém, tem mudado, e os empresários se tornaram mais criteriosos na hora das compras, segundo Lau.

“Não há mais tanto interesse por ativos baratos. Nove em cada vez interessados buscam empresas de grande porte com geração de caixa positiva, mesmo que tenham que pagar mais por isso.”

Há uma maior diversificação dos aportes, o que reduziu o tíquete médio das aquisições, já não tão focadas apenas em infraestrutura.

Parte das operações, no entanto, não teve o seu valor aberto, o que dificulta a comparação anual.

Aos aportes em aquisições somam-se ainda os investimentos em projetos novos, que têm crescido tanto por parte de companhias entrantes como daquelas já estabelecidas, afirma Centola.

É o caso, por exemplo, da China Three Gorges, que após dois anos de compras, se tornou a segunda maior geradora privada de energia do Brasil no ano passado.

“Outras aquisições não são o foco no momento. A prioridade serão novos projetos e a modernização do que já adquirimos”, diz Li Yinsheng, presidente no Brasil do grupo, que planeja investir ao menos R$ 3 bilhões nos próximos dez anos em melhorias de eficiência nas usinas compradas.

A empresa também avalia projetos de geração solar, mas os investimentos dependerão de oportunidades, diz.

A BYD, do setor automotivo e de energia renovável, também planeja acelerar seus aportes. Neste ano, foram R$ 250 milhões alocados na expansão de uma fábrica e na construção de outra.

“Em 2018, vamos construir mais uma planta, de baterias para veículos elétricos”, diz o diretor Adalberto Maluf.

Em um prazo um pouco maior, devem entrar novos grupos em projetos de usinas solares, eólicas e a biomassa. Até agora, não há expectativa de que participem dos leilões de geração previstos para o início de 2018, diz Lau.

porCCDIBC

Primeiro macaco clonado do mundo nasceu na China

Nasceram na China o primeiro e o segundo macaco clonado a partir das células somáticas, nos dias 27 de novembro e 5 de dezembro de 2017. Batizados como “Zhongzhong” e ”Huahua”, o feito faz da China o primeiro país do mundo a conseguir a clonagem de um primata. O resultado contribuirá no tratamento de doenças cerebrais e na saúde da população. A informação foi revelada nesta quarta-feira (24) pela Academia de Ciências da China.

Desde a clonagem da ovelha Dolly, em 1997, a clonagem de animais mamíferos como cavalo, vaca, camelo, gato e cão tiveram sucesso. Entretanto, os cientistas não conseguiam clonar primatas, semelhantes ao ser humano. Depois de cinco anos de pesquisa, a questão foi solucionada pela equipe do pesquisador Sun Qiang, do Instituto da Neurologia da Academia das Ciências da China.

Tradução: Xia Ren

Revisão: Diego Goularte