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porCCDIBC

CCDIBC lança nova plataforma de associação e acesso à China

Associados terão tratamento diferenciado e ações serão focadas na geração de resultados

A China tornou-se um dos mais importantes players mundiais. E a cada ano essa importância aumenta MAIS. Essa nova demanda também impacta no trabalho da CCDIBC.

A partir de abril, a CCDIBC, que reúne cerca de dois mil associados na China, passará a atender, de forma preferencial, seus associados no Brasil.

Aqui no Brasil, a CCDIBC tem parcerias com autoridades das três esferas de poder, além de amplos contatos com associações e empresas dos mais variados setores.

Promovendo missões, eventos, reuniões, acordos de cooperação e muitos negócios.

Para ter acesso a esta estrutura, a CCDIBC oferece a seus associados um apoio estratégico para realizar seu negócio ou satisfazer seu objetivo de parcerias com a China.

“Em função da grande procura, a Câmara precisa focar em seus associados ou em quem deseja se associar”, explica Hu, que preside a CCDIBC.

 

NOVA POLITICA DE SÓCIOS  

A partir de abril, a CCDIBC aceitará novos associados no Brasil. Para se associar as empresas precisam conhecer os serviços oferecidos e fazer inscrição de filiação. A taxa anual semestral é de R$ 500,00. E a anual de R$ 700,00.

Para quem não for associado e deseja apenas uma primeira reunião, a CCDIBC cobrará R$ 200,00 (até uma hora de encontro).

“A grande demanda da China por novos negócios exige um novo formato de trabalho. Precisamos focar nas empresas que querem, de fato, fazer negócios, que possuem projetos ou que queiram novas parcerias para seus negócios”, conclui Hu.

A secretaria da CCDIBC está à disposição para esclarecer dúvidas.

Para representação ou abertura de escritório os interessados devem entrar em contato com a CCDIBC

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China investirá US$ 330 mi na produção de energia solar em Chapada e deve gerar 300 empregos

Mais um empreendimento chinês demonstrou pretensões de investimentos em Mato Grosso. Na terça-feira (30) a CED Prometheus assinou o protocolo de intenções para a instalação de uma usina de energia de solar avaliada em US$ 330 milhões, na região de Chapada dos Guimarães (64 km de Cuiabá). Com capital 100% privado e participação da empresa da China, a obra deve gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos somente no período de construção, de acordo com as previsões iniciais.

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o documento também leva a chancela do governador Pedro Taques (PSDB), da prefeita do município, Thelma de Oliveira, e de empresários que farão parte do projeto. “Escolheram Chapada, porque a incidência solar lá é muito boa. Com isto mostraremos o nosso compromisso e do Governo do Estado em investir no turismo, mas também preocupado com o desenvolvimento sustentável”, disse a gestora.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento, aquisição, engenharia e construção do centro de produção de energia fotovoltaica de 300MWp na região do Manso, a 129 quilômetros da Capital. A eletricidade produzida ali atenderá as indústrias do Estado reduzindo os custos com o produto. “Temos a certeza que vamos ser beneficiados e as indústrias poderão fazer o aluguel dessas unidades solares”, disse o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Jandir Milan.

O governador Pedro Taques durante assinatura do protocolo de interesse. 

O presidente da empresa FAAD, Fernando Augusto Filho, explica que a principal vantagem é ter uma energia 25 a 30% mais barata, o que tornará o cenário mais competitivo, criando novos empregos e estimulando a circulação de mercadorias no Estado. Ele também lembra do recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS) que será pago por todos os setores envolvidos na obra . “Vem para dentro do governo do estado e do município uma boa quantia”, conclui.

A Sedec informou ainda que o empreendimento seguirá os mesmos moldes do condomínio fotovoltaico que está sendo desenvolvido em Palmira, em Paraná, onde mais de 150.000 m² em painéis solares atenderão exclusivamente as indústrias da região. “O investimento em energia fotovoltaica nos chamou a atenção, justamente, pela questão ambiental e pela deficiência energética que o país pode ter no caso do crescimento”, ressaltou o prefeito de Palmeira, Edir Havrechaki.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, é fundamental ter um Estado que tenha autossuficiência energética e garantir isto as gerações futuras. “Quando temos uma matriz de energia diversificada oferecemos mais garantia aos investidores. A Fiemt vai fazer uma reunião apresentando aos empresários este projeto. Então, tudo isto barateia o custo para Mato Grosso, gera mais empregos e atrai investidores dando condições para que eles se instalem no Estado”.

Série de investimentos

Nos últimos meses, empresários do país oriental apresentaram interesse em investir em diversos segmentos em Mato Grosso. É o caso da Zhuhai Yuren Agricultural Aviation, que, recentemente visitou 10 municípios do Estado em busca do melhor local para instalação de uma fábrica de drones agrícolas avaliada U$ 22 milhões. Os produtos devem custar R$ 19 mil.

Além dela, há ainda a Corona Energy Technology, que  pode instalar uma fábrica de placas solares no Estado e a COFCO International, maior indúsitria do setor alimentício chinês, que também assinou um protocolo de intenções para ampliar seus investimentos por aqui.

Em novembro de 2017 a Câmara de Comércio do Governo Chinês,  China International Eletronic Commerce Center, aprovou a apresentação do Programa de Incentivo a Projetos de Interesse Social (PIPS-MT), para Barra dos Bugres (175 km de Cuiabá). O município pode receber até R$ 90 milhões em recursos que devem resolver os problemas de infraestrutura locais.

A sequência de anúncios destas pretensões decorre, segundo o Governo do Estado, da visita de uma comitiva mato-grossense ao país no último ano. A missão de negócios foi realizada em 2017.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/agro/noticias/exibir.asp?id=25981&noticia=china-investira-us-330-mi-na-producao-de-energia-solar-em-chapada-e-deve-gerar-300-empregos

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Chineses vão investir R$ 5 bilhões em Mato Grosso

Capital será empregado principalmente em empreendimentos para geração de energia fotovoltaica e biocombustível

Empresas chinesas irão investir cerca de R$ 5 bilhões no setor de energia renovável nos próximos cinco anos em Mato Grosso. O dinheiro será aplicado nas áreas de biocombustível e usinas fotovoltaicas, sendo que dois projetos estão em andamento e um deles está em fase de elaboração. A expectativa do governo do Estado é que mais de dois mil empregos diretos e indiretos sejam gerados por estes empreendimentos.

A empresa Sepco1 Construções do Brasil Ltda, consorciada da empresa estatal Powerchina, se reuniu na quinta-feira (08.03) com o governador Pedro Taques e apresentou o projeto de construção de usinas fotovoltaicas no estado. Atualmente, a empresa, que tem unidade administrativa em Vera (460 km ao norte de Cuiabá), é responsável pela construção da linha de transmissão entre Cláudia e Paranatinga e executa outras obras similares no Brasil.

O diretor executivo adjunto da Sepco1, Shi Shixiao, explicou que a China está em processo de abertura para o capitalismo e existe um posicionamento governamental para investimento em empreendimentos fora do país. O objetivo desta ação é exportar capital para evitar acúmulo e assim, controlar a inflação.

Primeiro, vamos atuar com a solar porque tem menos impacto ao meio ambiente, maior facilidade para instalação e ainda tem a captação favorecida pelo relevo de Mato Grosso

Por meio do incentivo governamental Belt and Road (uma espécie de cinturão viário ou rota), a Sepco 1 pretende investir mais de R$ 1 bilhão em Mato Grosso para a construção da usina fotovoltaica. Dentro desta linha estratégica, em andamento em países da África, os chineses querem desenvolver novas rotas comerciais e promoção econômica.

Conforme o coordenador administrativo da Sepco1, Bernardo Nien, técnicos estão fazendo a captação de informações sobre demanda energética  em Mato Grosso para definir o local de instalação e o sistema de comercialização do produto.  Ele acrescenta que o objetivo principal é o desenvolvimento de energia solar e eólica.

“Primeiro, vamos atuar com a solar porque tem menos impacto ao meio ambiente, maior facilidade para instalação e ainda tem a captação favorecida pelo relevo de Mato Grosso. Porém, estudamos a possibilidade de expandir para a segunda forma de captação”.

A Sepco1 foi uma das 11 empresas que procuraram o governo, após a promoção do Mato Grosso Investment Forum, na China, em novembro do ano passado. O evento teve o objetivo de apresentar o Estado para investidores asiáticos.

Além de atuar com produção de energia solar, eólica e nuclear, a empresa aplica nos setores de construção, logística, investimentos, linhas de crédito e infraestrutura.

 

Celeridade no licenciamento e segurança jurídica

Durante a reunião com a Sepco 1, o governador Pedro Taques apresentou as potencialidades de Mato Grosso e disse que o estado está preparado para receber as empresas internacionais, oferecendo transparência nos processos, de forma a impulsionar os negócios com sustentabilidade. “Investimentos como estes são bem-vindos, porque não apenas vão gerar empregos, conhecimento e tecnologia, mas também reforçar o potencial produtivo e competitivo de Mato Grosso em todo o mundo”, destacou Taques.

A assessora de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Rita Chiletto, explica que o número de empresas chinesas que procuram o Estado em busca de parceria e suporte para investir foi grande após o Mato Grosso Investment Forum. “Tivemos a visita de 11 empresas, sendo que uma delas marcou a visita um mês após o evento na China”.

Conforme Chiletto, muitas já tentaram entrar no mercado brasileiro em outras ocasiões, mas acabaram tendo as iniciativas frustradas pelo excesso de burocracia e falta de expertise em atuar de acordo com as legislações vigentes no país tanto para a abertura de empreendimentos, como participação de processos licitatórios.

A técnica relata que uma das estratégias utilizadas atualmente é se consorciar com empresas brasileiras que estão nas áreas de interesse.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, informou que o tempo para a liberação das licenças ambientais foi reduzido em Mato Grosso após um trabalho de modernização de processo, sem comprometer o cumprimento da legislação.

Baby assegura que hoje, o processo demora 180 dias nos casos mais complexos. Porém, existem demandas que são liberadas em até 90 dias. O período é inferior a média nacional, que gira em torno de 270 dias.

Mais setores

Entre as empresas chinesas que anunciaram investimentos no Estado está a Zhuhai Yuren Agricultural, especialista em drones para a agricultura. Ela pretende instalar uma montadora no município de Sorriso.

Também está na lista a COFCO que manifestou interesse na construção de silos e na ampliação dos negócios. A empresa comprou 4 milhões de toneladas de grãos, orçadas em aproximadamente R$ 15 milhões, e até 2022, a quantidade será ampliada para 7 milhões de toneladas.

No setor de comércio está prevista a construção de uma filial comercial da empresa XCMG, especializada em maquinários para a construção civil.

Fonte: http://midianews.com.br/politica/chineses-vao-investir-r-5-bilhoes-em-mato-grosso/320033

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Lançada pedra fundamental do Porto São Luís

O presidente internacional da China Communications Construction Company (CCCC), Chen Zhong, afirmou que o Porto São Luís será um dos principais portos de produtos a granel do Brasil.

SÃO LUÍS – Em uma cerimônia com a presença do governador Flávio Dino, entre outras autoridades políticas, e do segmento empresarial, foi lançada hoje (16) a Pedra Fundamental do Porto São Luís, marcando o início das obras. O presidente internacional da China Communications Construction Company (CCCC), sócia majoritária do empreendimento, Chen Zhong, destacou o novo modelo de parceria entre os dois países e afirmou que o Porto São Luís será um dos principais portos de produtos a granel do Brasil.

Além do governador e do presidente da CCCC, foram convidados para compôr a mesa de abertura do evento o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, o vice-governador do Maranhão Carlos Brandão, a cônsul da China no Recife, Li Feiyue, o presidente da CCCC para as Américas, Chang Yunbo, os representantes das empresas brasileiras sócias do Porto, Walter Torre Júnior, da WPR, e Paulo Remy, da Lyon Capital, o presidente do Conselho do grupo Herun, Yu Songbo, e o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez.

O presidente Chen Zhong citou os pontos relevantes do projeto, entre eles a geração de quatro mil empregos. “Vamos respeitar as leis locais e trabalhar para preservar o meio ambiente com a sociedade. Que os talentos façam parte desse projeto que é ambicioso e pode ser um grande modelo para o país”.

Com capacidade de movimentação inicial de dez milhões de toneladas ao ano, Chen Zhong ressaltou que o escoamento da produção via Porto São Luís beneficiará sete estados brasileiros, por meio da integração com a Ferrovia Carajás.

O sócio da WPR, Walter Torre, falou da escolha da cidade para a construção do projeto, que além da potencialidade local a motivação está no desenvolvimento do Estado.

“Escolhemos São Luís não apenas pelas suas características naturais e geográficas únicas com vocação natural para a atividade portuária, mas também para trazer um novo patamar de desenvolvimento para o Maranhão, pois além de geração de emprego e capacitação da mão de obra local, estão previstas várias obras de infraestrutura na região limítrofe com o projeto, como saneamento, pavimentação, legalização fundiária, construção de escolas, implantação de posto de saúde entre outros”.

O governador Flávio Dino destacou o incremento da produção e a geração de empregos. “Temos hoje três portos no Maranhão, dois privados e um público, movimentando 200 milhões de toneladas ao ano. O Porto São Luís não divide, não compete, ele soma. Haverá abertura de milhares de oportunidades de trabalho e negócios”, disse. “Todas as leis brasileiras estão sendo rigorosamente seguidas para segurança jurídica e eficiência. Temos certeza que será um grande sucesso”, completou.

Para formalizar o empreendimento, houve a assinatura do contrato de condições particulares de engenharia entre a empresa Concremat e o CEO do Porto São Luís, Lin Le. Também foi assinada a carta mandato para financiamento com a indústria comercial da China (ICBC), entre o vice-presidente da ICBC Brasil, Zhou Yun Peng, e os diretores do Porto São Luís, Paulo Remy e Walter Torre.

O embaixador Li Jinzhang disse que este é um “momento histórico entre China e Brasil”, citando a importância de um porto para o desenvolvimento econômico do Estado. “É um condutor para o crescimento regional e atrairá mais empresas para se instalarem aqui”. O presidente da Fiema, Edilson Baldez, seguiu o mesmo raciocínio do desenvolvimento econômico. “É um projeto muito importante para o Maranhão e para o Brasil”, frisou.

Sobre o porto

O Porto São Luís é um terminal de uso privado, cuja primeira fase da obra está orçada em R$ 800 milhões e deve ser concluída dentro de quatro anos – com a geração estimada de quatro mil empregos diretos.

A capacidade de movimentação do novo terminal é de cerca de dez milhões de toneladas por ano – sendo sete milhões de soja e milho, 1,5 milhão de fertilizantes, 1,5 milhão de carga geral e 1, 8 milhão metros cúbicos de derivados de petróleo.

A obra compreende uma área de 200 hectares onde serão construídos seis berços, sendo quatro na primeira fase de construção e dois na segunda, mais ponte de acesso, acesso rodoferroviário e pera ferroviária.

Sobre os investidores

CCCC- A China Communications Construction Company (CCCC) é a maior empresa de insfraestrutura da China e a quinta maior do mundo. Entre as obras com a assinatura da empresa estão a maior ponte do mundo, que liga Macau e Zhuai, com 55 quilômetros de extensão. A CCCC está listada na Bolsa de Hong Kong

WPR- Empresa paulista de infraestrutura do empresário Walter Torre Júnior

LYON CAPITAL – A Lyon Capital, empresa de private equity independente, que prospecta oportunidades de negócios, especialmente na área de infraestrutura em toda a América Latina, tendo Paulo Remy Gillet Neto, Nilton Bertuchi e Roberto Ferrari, como principais acionistas.

 

Fonte : http://imirante.com/sao-luis/noticias/2018/03/16/lancada-pedra-fundamental-do-porto-sao-luis.shtml

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Manifesto aos militantes e eleitores reunidos no campo da esquerda e a quem mais possa interessar

Existe uma militância que se originou do PT e que reconhece em Lula não só o operário inspirador e mentor da criação do Partido dos Trabalhadores, mas também como o homem que acumulou em sua trajetória experiência com conhecimento profundo sobre os problemas e soluções para o Brasil, conquistando a confiança de milhões de brasileiros, milhões de eleitores, petistas ou não, que hoje abraçam a causa de Lula candidato à presidência. As pesquisas confirmam Lula como a maior liderança para aglutinar a esquerda, resolver as crises política e econômica e pacificar o país promovendo novamente crescimento e progresso.

São esses milhões de brasileiros, que saíram do anonimato através das pesquisas de intenção de votos para as eleições 2018 para presidente, que queremos representar, bem como a nós, por meio deste manifesto como militantes da candidatura Lula convocando a todos, que por ventura não tenham ainda prestado atenção nas declarações de Ciro Ferreira Gomes, que prestem atenção. O alerta é no sentido de que nos parece ser uma campanha enganadora, equivocada e desastrada, para aglutinar a esquerda em torno de Ciro.

O político Ciro, que nos primeiros momentos do golpe de 2016 ganhou espaço na mídia por manifestar repúdio ao golpe e aos ataques infundados à então presidenta Dilma, mostra sua capacidade em metamorfosear-se de esquerda progressista. Dono de reconhecida eloquência ao falar, Ciro destaca orgulhoso sua formação na Universidade de Harvard. Nada mais estéril, diante de um operário que levou o Brasil à 6ª maior potência mundial e é reconhecido no mundo todo por sua capacidade de governar e por seus mais de 40 anos dedicados às causas coletivas que sempre visaram dignidade ao trabalhador e justiça social ao povo em geral. Por sorte, hoje o povo sabe distinguir o realizar do discursar. Os dois mandatos de Lula e sua popularidade registrada até os dias atuais colocam em segundo plano a formação em Harvard desse que nos parece pretender ser, ele sim, o salvador do Brasil. Clichê direitista disseminado para atordoar tolos.

Ciro Gomes no seu jeito de ser hostil ao Lula, que sempre o trata com respeito, assumiu o discurso de muitos políticos os quais acreditam que batendo em Lula e no PT vão angariar a simpatia da direita enrustida e indecisa. Com inúmeras trocas de partido, indo da ARENA da época da ditadura ao PDT de hoje, muitos o veem como oportunista, como “papagaio de pirata” de quem está sempre no centro das atenções, como Lula, mas que, ao mesmo tempo, não perde oportunidade para tentar desabonar Lula de forma a atrair sedutoramente os incautos indecisos. Talvez Ciro já esteja querendo garantir sua indicação pela Frente de Esquerdas. Com esse comportamento, Ciro jamais uniria o país. Para nós, enquanto Ciro não adotar atitudes de respeito ao povo que vê em Lula a maior força de esquerda e do Brasil, e enquanto não respeitar Lula e não defender abertamente o direito de Lula candidatar-se, será visto como braço neoliberal, talvez até infiltrado, o que nos faz ficar alertas. Respeitávamos a chegada de Ciro na esquerda e ponderamos sobre uma parceria. A partir de novembro de 2017 acentuaram-se ações e declarações de Ciro que foram mudando a nossa opinião. Na entrevista no dia 20 de fevereiro para a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo foi o ponto final.

O pré-candidato Ciro Gomes em entrevista para a jornalista Mônica Bergamo disse ficar zangado porque por Temer luta e “Dilma deixou o país cair na mão dessa gente sem espernear e lutar”. Por onde andou Ciro durante todo o processo de um falso impeachment enfrentado por Dilma? Vergonhosa afirmação. Elogiar Temer e chamar de lutador? Ora, “lutar” é uma coisa, outra coisa é lidar com falcatruas comprando com dinheiro público os serviçais do Congresso para que atendam suas ordens, perdoar dívidas bilionárias e milionárias, prejudicar o país para obter apoios para atender seus interesses pessoais e de poderosos, os quais querem alcançar objetivos que não são do interesse do país e de seu povo. Isso nunca poderá ser chamando de lutar. É tudo muito fácil quando se tem a proteção de todo o aparelhamento possível para fazer as falcatruas que se quer. Isso é lutar? É isso o que a sociedade espera do presidente da República? Ou espera a integridade de quem confia nas Instituições? Se as Instituições falham, quem errou não foi quem nelas confiou. Ciro não sabe o que é golpe? Ele se contradiz de forma espetacular. A presidenta eleita democraticamente muito nos honrou com a forma como enfrentou e defendeu seu mandato e como reagiu ao golpe consumado na sua primeira fase.

Gostaríamos é de ver Ciro numa situação em que nenhum órgão deste país moveu uma palha contra os absurdos do falso processo de impeachment. Qualquer cidadão entendia o que ocorria naquele processo e que a Constituição não seria respeitada. E Dilma Rousseff, íntegra e republicana, defendeu-se confiando nas Instituições do seu país. Dilma e Lula nunca agiram de modo a sequer parecer que aparelhariam as Instituições ou que agiriam com ações mais enérgicas para beneficiar seus governos ou por benefícios pessoais. Dessa forma desmontaram a imensa mentira dos irresponsáveis que durante anos fizeram parte da sociedade acreditar que o PT era uma ditadura. Apesar de entendermos que a maioria sabe que é mentira mas faz questão de dizer para prejudicar o PT e suas lideranças. Os dois presidentes do PT foram exemplarmente republicanos e proporcionaram um Estado de paz durante os seus mandatos.

Foi de deixar pasmo ouvir Ciro afirmando que é ofender a inteligência mediana do brasileiro dizer que há uma perseguição contra Lula pela mídia e um golpe. Candidato progressista que está no campo da esquerda dizendo que não foi golpe? É assombroso! Foi exibido, na noite do dia 21 de fevereiro no Festival de Berlim, o filme “O Processo” sobre o “impeachment” de Dilma. Segundo Filippo Pitanga, o filme foi “ovacionado durante o crédito final e novamente ovacionado de pé, ao chamarem a cineasta Maria Augusta Ramos à frente para debater. O documentário é uma arma de reconstrução em massa. Considerado uma das edições mais politizadas do festival e a produção brasileira deixou Berlim ‘de joelhos ao Brasil'”. Como queríamos assistir ao documentário com quem diz que não houve golpe. Para ter certeza de que foi golpe sequer precisavam aparecer depois do impeachment sacramentado, as confissões de empresários e politiqueiros admitindo compra dos deputados, quanto custou o golpe e como agiram os conspiradores e traidores, até mesmo o mais próximo de Dilma. Um disparate afirmar que não sofremos o golpe de Estado de 2016. Diante dessa afirmação mentirosa de Ciro, afirmamos que há algo a ser esclarecido sobre esse candidato que quer até contar com o eleitorado de Lula, apesar de na entrevista ter feito pouco caso, tanto de Lula, como de seu eleitorado.

Nos pareceu ver alguém de joelhos ao assistirmos Ciro muito simpático com a mídia brasileira concentrada em grandes veículos de comunicação controlados por poucas famílias. Criticando até mesmo a necessária regulação da comunicação no Brasil. Citou mídias de outros países como exemplo, inclusive a Inglaterra, ignorando que faz alguns anos que o Reino Unido teve sancionada, pela rainha Elizabeth II, a lei de médios apoiada pelos três principais partidos políticos britânicos. No Brasil, além da lei de médios é necessária a regulação econômica e o fim da absurda propriedade cruzada. É tão grave a questão das mídias, que a maioria dos brasileiros sequer sabem como realmente foram os governos progressistas de Lula e Dilma. No Brasil, todos sabem que se não passa na Globo não se fica sabendo ou não aconteceu, isso ocorre com uma boa parcela dos brasileiros da direita. A Globo pauta as demais emissoras de TV, rádios, jornais, portais de internet, e revistas. Um candidato à presidência que não apresentar em seu plano de governo uma solução para democratização das mídias e solucionar esse que é um dos maiores problemas de nossa democracia, não deve ser levado em consideração.

Na contramão dos direitos de Lula, Ciro disse: “O Brasil não pode ficar refém da candidatura do Lula”. Pelo contrário. É Lula, vítima de fraude por ser condenado num processo político sem crime, que não pode ser refém dos interesses de poucos. Lula e os milhões que querem votar nele. Ciro elogia Temer pelas falcatruas que faz, as quais chamou de luta, critica a imperiosa resistência de Dilma, e ao Lula pede para desistir antes do fim da batalha? Muito nos conforta a fibra de Lula, que desde menino não fugiu do enfrentamento nos embates, não se acovardou e não se ajoelhou. Porque valoriza todos como iguais. Com Lula muitos aprenderam que só é puxadinho de imperialistas, é serviçal ou se deixa explorar por poderosos sem reagir, que só fazem parte da república de bananas, quem não tem amor próprio e a honradez de um brasileiro consciente.

Não consideramos as críticas e ironias e até bobagens que dizem sobre ser Lula um Deus, salvador da pátria, santo, único e insubstituível e outras expressões. Só lamentamos que alguém da esquerda tenha a infelicidade de reproduzir esses bordões direitistas. Relevamos essas tentativas de fazer Lula parecer uma liderança populista, através de expressões inventadas e disseminadas pelos piores boquirrotos da direita. Sabemos a enorme diferença de um líder popular como é Lula, para os populistas como os que tentam fabricar na direita e os conhecidos do PSDB, como tentaram com Aécio, as tentativas da Globo e FHC com Huck, como fez Alckmin com Doria e como tenta ser o conspirador traidor ilegítimo que chegou ao governo através de golpe, mas nem para populista serve. E não nos esqueçamos de Fernando Collor. Lula é uma liderança popular. Nunca precisou fazer esforço e ser teatral para chamar a atenção e conquistar simpatia e respeito. Sempre lhe bastou o trabalho que desempenhou como operário, ativista sindical e político.

Entendemos que os envolvidos em diversos escândalos de todo tipo de ilícitos, unidos entre PMDB, PSDB, DEM, e outros partidos, desesperados para aniquilar o Brasil privatizando e depredando a estrutura do Estado, precisam esperar mais uns anos para tentar novamente. Assim como respeitamos o direito de candidatura de todos os candidatos que também podem esperar para disputar e eleger-se, caso Lula seja eleito na próxima eleição. Todo esse medo, esse desespero de Lula candidato e de Lula eleito, precisa ser adiado. Em alguns anos Lula não será mais candidato e poderá não ter disposição para trabalhar transferindo seus votos. Nos ocorre que um entre todos os que hoje estão aí, poderá despontar como liderança e seja como for, Lula estará naturalmente fora e a disputa será mais equilibrada.

Nesse momento precisamos de um candidato forte pra vencer a eleição e com força para governar impedindo que continuem esses que não chegam lá para trabalhar pelo Brasil e pelos brasileiros. Esses politiqueiros que servem aos grupos poderosos do grande capital que pretendem explorar a educação, a saúde e a previdência privada, explorar e entregar, a preços muito abaixo do valor, as riquezas naturais do Brasil e quais forem as demais oportunidades que os faça ganhar em cima do esforço e sacrifício do povo brasileiro e da destruição do Estado social e da soberania nacional. Por isso financiam seus representantes no Congresso e investem impiedosamente sobre a democracia brasileira, criando os mais perversos tempos, como esses anos que estamos vivendo no desânimo que toma conta dos que não têm altos salários garantidos até o fim da vida, mas que são indispensáveis para manter a máquina Brasil em funcionamento mesmo que capengando. São a imensa maioria dos brasileiros, assalariados, profissionais liberais, da economia informal, os pequenos e médios empresários, que mantém o país e o mundo funcionando.

Além disso, os partidos políticos progressistas, são os que mantém constante atenção nos direitos e proteção dos invisíveis e dos mais que invisíveis. A imensa maioria dos brasileiros entenderam a farsa do combate contra a corrupção, que através de condução irresponsável, e provavelmente mais que isso, atingiu um ou outro corrupto, deu-lhes vantagens nos processos e prejudicou assustadoramente empresas que são importante empregadoras e geradoras de PIB. Deve-se combater a corrupção e corruptos, e não destruir empresas, PIB e empregos. Vimos a Lava Jato soberba na pirotecnia parcial e um golpe disfarçado num vergonhoso processo de impeachment afundar o país no desemprego e assolar a economia. E ainda temos que ler e ouvir mentiras da poderosa mídia e de pessoas desinformadas que citam a tal herança maldita, contrariando absolutamente todos os índices oficiais, os registros das realizações no governo Dilma e o que estava público nas sessões do Congresso. Salafrários do Congresso travaram todas as condições da presidenta Dilma governar e resolver os problemas que eram facilmente solucionáveis. O Brasil tinha todas as condições para hoje estar bem, bastava que o Congresso fosse decente permitindo ao governo Dilma trabalhar.

O golpe aprofundou a crise política e desencadeou uma crise econômica sem precedentes. Sem resolver a crise política, a crise econômica não será resolvida. Sem Lula na disputa no pleito de outubro, a crise política jamais terminará. Quem não se sentir contemplado através das urnas não irá legitimar governo algum. Não se trata somente de Lula, trata-se de milhões de brasileiros, dentre os quais os mais de 54 milhões que elegeram Dilma Rousseff, mas tiveram seus votos desrespeitados e descartados por parlamentares do PSDB, PMD, DEM que estearam o desprezível golpe com a conivência de outros partidos políticos, do Judiciário e do STF. O STF é o nosso maior desalento, lançaram o país num clima de desamparo total fragilizando nossas estruturas pessoais. Isso atinge toda a estrutura motora de uma nação. Agora querem eleição sem a participação do candidato que tem a maior intenção de votos do povo? É imperativo que todos os partidos políticos que lançarem candidatos enfrentem Lula nas urnas, tenham ou não tenham hombridade e coragem, tornando a eleição com resquícios de democracia. Chegou a hora de sabermos se é verdade que Lula só fez bons governos porque recebeu o país “arrumado”. Vamos lhe entregar o país destroçado e esperar o resultado.

Esse desejo e tentativas de impedir a candidatura de Lula são inaceitáveis. Seria a ruptura total da democracia brasileira. O julgamento de Lula foi uma fraude. Portanto, Lula impedido de disputar a eleição seria uma fraude. Isso é muito injusto com o nosso povo e com a nossa nação. Há candidatos eleitos e pré-candidatos de partidos da direita para a eleição de 2018 que têm os nomes envolvidos em escândalos durante anos, porém, magicamente nunca se tornam alvo de processos rumorosos, nunca são investigados. Dos que “milagrosamente são investigados”, em 99% dos casos a investigação empaca, some, é arquivada. Curioso notar que nesses casos seria facilmente comprovado o crime e com fartas provas. E lhes é permitido disputar as eleições, são eleitos, assumem e cumprem seus mandatos. Por isso não admitimos falso moralismo quando se trata de Lula. No meio político não significa nada dizer que nunca foi alvo de denúncias e de processos. Ciro Gomes deveria saber disso.

Lembramos que foi justamente no governo de Lula que a PF e demais Instituições do Judiciário ganharam autonomia e expressivos investimentos. Lula depositou confiança nas Instituições e lhes promoveu incentivos e fortalecimento. E está aí, a PF e todo o judiciário decididos em investigar Lula e todos do PT numa constante perseguição, sempre com promessas de que não irão parar, pois servem aos que querem ter apenas governos de direita neoliberais. Enquanto se fazem de cegos e são lerdos quando é PSDB, PMDB, DEM ou outros partidos. Até mesmo quando são empresários e empresas não relacionados aos governos do PT e ao Lula. Só investigam quem pensam que pode ter algo que incrimine o PT e suas lideranças. Isso é um absurdo sem parâmetros. Toda essa crise criada pela direita deixou essa realidade mais do que clara e absorvida pela maioria do povo brasileiro e é percebida no mundo inteiro.

Desde o Mensalão, quando espantaram o mundo com a condenação sem provas, mas porque a literatura jurídica permitia, sofremos com o pior desrespeitos e ódio da direita que não sabe fazer oposição e não tem no DNA a democracia. Lideranças do PT foram injustiçadas pela Justiça e por uma parcela da sociedade. São até hoje. De nós essas lideranças continuam tendo a consideração e apreço que merecem. Na continuação das intenções iniciadas no Mensalão, investimento da Rede Globo que desde então, faz tudo para se “livrar” de Lula e do PT, Lula enfrenta perseguições midiáticas e jurídicas as quais foram indiscutivelmente intensificadas, apesar de Lula ser investigado faz uns 40 anos ou mais. O objetivo é acabar com Lula e com o PT. A campanha midiática e jurídica, com o apoio dos partidos golpistas é tão descarada que negaram ouvir uma testemunha que mostrou ter provas sobre ilícitos na Lava Jato. Ora! Onde foi parar o bordão que ninguém está acima da Lei? Lemos nos periódicos sobre falsificação de provas, sobre cerceamento de defesa, centenas de juristas respeitáveis denunciam desde o princípio os erros e lawfare nos processos contra Lula. Se com Lula é assim, imaginamos quando for contra nós, simples cidadãos. Mas porque essa determinação de prejudicar um político que fez tanto por esse país, pelo povo, e até por eles mesmos? Porque prejudicar e querer se livrar de um partido político tão necessário que abriga milhões de brasileiros, em sua imensa maioria gentes simples? Um partido super importante para a democracia. O que seria da democracia e do mundo sem partidos como o PT e os demais partidos de esquerda? Destruir o PT e Lula? Enfraquecer a esquerda? Não! Não podemos aceitar. É melhor morrer, não concordariam todos os que têm brios?

Portanto, se as demais Instituições falham, que o STF, STJ e o TSE façam agora o seu papel no resgate ao Estado de Direito e início do retorno da democracia. Se essas três instituições falharam até aqui, por favor! Não falhem mais!

Temos consciência de que a eleição não será democrática porque hoje vivemos num Estado de exceção, não temos democracia. Temos uma presidenta golpeada que deveria ter sido reconduzida ao seu cargo quando ficou claro que foi golpe. Teria sido justiça. Agora está difícil de acertarem mais ou menos o passo, como era antes, já que são conservadores. Não vamos aqui entrar na questão de luta de classes e do patriarcado. Que é exatamente o ponto central de toda a nossa luta progressista. Prosseguimos destacando neste manifesto que a eleição será a única tentativa que ainda temos de dar um passo para iniciar a restituição da democracia. Na verdade as eleições nunca foram democráticas no Brasil. Enquanto o oligopólio da comunicação bater nos candidatos e proteger um preferido, não serão eleições democráticas. A mídia baterá dia e noite nos candidatos de esquerda, distorcendo a realidade, publicando mentiras raramente desmentidas e quando são desmentidas é com notinhas de rodapé, muito raramente ocorre a leitura de uma nota em emissora de TV. Enquanto isso, o candidato que a Globo quiser ver eleito contará com apoio em todos os veículos de comunicação, das empresas mais poderosas e das Instituições.

Candidatos como Lula contam com as ruas, as redes sociais e as mídias progressistas, as quais também são criminalizadas e injustamente perseguidas pela direita, tendo seu trabalho extremante prejudicado. A união entre a grande mídia acaudilhada pela Globo, membros do Judiciário, partidos políticos, governo ilegítimo, outras Instituições, meios da sociedade e os poderosos do grande capital nacional e internacional, apóiam a fraude nos processos contra Lula e o golpe de Estado de 2016, determinados em manter Lula e o PT longe do Governo Federal, porque os governos petistas não permitiriam a destruição do Estado Social, não seriam entreguistas de riquezas naturais e protegeriam a soberania nacional. Onde estaria a democracia nessa correlação de forças? Por tudo isso, iremos lutar muito pela restituição do Estado de Direito antes do pleito e para Lula ter assegurado o direito de ser candidato. Por todos esses motivos, Ciro Gomes não precisa mais pedir para Lula desistir de ser candidato.

Soubemos através da mídia que no documento assinado por fundações e partidos que se situam no campo da esquerda para que se faça uma ampla frente de combate à direita, nada consta sobre o direito de Lula ser candidato, se esse direito não for defendido, não será defendida a democracia por essa frente. O pleito não será democrático, nos fazendo crer que a frente não estará lutando pelo retorno da democracia e fim do Estado de exceção no Brasil imposto por uma Ditadura Jurídica. Seja como for, a nossa militância é composta por milhares de cidadãos e reafirmamos não só apoio à candidatura de Lula, mas um combate sem trégua a quem se soma à direita repulsiva, para excluir Lula do direito de ser candidato e do direito do povo em votar na liderança de esquerda que reconhece ser o melhor para o Brasil.

Ressaltamos que Lula vem sendo reconhecido pelo direito de ser candidato e como o maior representante da esquerda deste país pelos pré-candidatos Manuela D’Ávila do PCdoB e Boulos do PSOL, por ambos empenhamos nosso respeito e simpatia.

A constante criminalização do PT, de Lula e da militância, dos Movimentos Sociais, da mídia progressista, da ideologia de esquerda, dos progressistas, disseminando mentiras e moralismo, encorajaram o desrespeito e a humilhação da direita contra a esquerda, plantando a discórdia e afastamento entre familiares, amigos, colegas de trabalho, nas relações sociais e comerciais. Na internet proliferam montagens, difamações e conceitos absurdos sobre a ideologia progressista e de esquerda, contra o PT, contra Dilma e Lula, contra várias lideranças e partidos de esquerda. As mídias como a Globo e principais revistas não fazem diferente do que tem na internet. É a indústria da difamação. É a injustiça e a intolerância instalada entre o povo brasileiro. E pessoas, como inclusive o Ciro Gomes, mentem descaradamente dizendo que Lula e o PT dividem o povo brasileiro. Mesmo assim, o PT e sua valorosa militância seguem na luta que continua por uma Brasil mais justo e igualitário.

A nossa determinação é sempre conquistar os objetivos pacificamente, independente do auto custo que pagamos com prejuízos emocionais e materiais. O desespero do desemprego, da fome, de golpes e fraudes que querem nos tirar da discussão e decisões sobre o Brasil que merecemos e pelo qual trabalhamos duramente para ter, automaticamente tomam conta e destroem nossas esperanças. O que vem depois disso, a história registra fartamente. A vida sempre nos exigiu a aplicação da lei da sobrevivência. Não iremos padecer sem lutar muito.

Ressalvamos a iniciativa desse manifesto pela importância de estarmos em alerta sobre mais esse instrumento de desqualificação de Lula como candidato, observado nas declarações do pré-candidato Ciro Gomes. Combateremos firmemente essas atitudes em Ciro e em todos que por ventura fizerem o mesmo. Encerramos com a convocação de todos os militantes das redes sociais e das ruas, dos partidos de esquerda, movimentos sociais e populares, professores, artistas, juízes pela democracia, médicos pela democracia e demais segmentos da sociedade, todas e todos, a apoiar este manifesto e lutarmos por uma eleição com princípios de democracia e pelo direito de Lula ser candidato, dando início na reconstrução da democracia e do Brasil.

21 de fevereiro de 2018.
O presente manifesto foi idealizado pelos 13 amigos militantes e eleitores de Lula, petistas filiados e não filiados que a resistência uniu e que assinam o manifesto e por ele são responsáveis: Inês Duarte Fernandes, Cleusa Slaviero, Eglê Kohlrausch, Rosa Maria Zucca de Aguiar, Amália Maria Queiroga, Fabiana Agra, Maria Olimpia Junqueira Mancini Netto, Maura Bezerra Vilar, Vanessa Goulart, Sonia Peres Naranjo, Ricardo Martins, Ívano Jorge de Castro Corrêa e Wilian Oliveira.
Inês Duarte Fernandes
Eletrotécnica – Escola Técnica Federal – Fortaleza-CE
Cleusa Slaviero 
Jornalista e Editora – Curitiba-PR
Eglê Kohlrausch 
Professora de Ensino Superior – Porto Alegre-RS
Rosa Maria Zucca de Aguiar 
Cozinheira profissional e Pensionista – Recife-PE
Fabiana Agra 
Advogada e Escritora – Picuí-PB
Amália Maria Queiroga 
Professora e Artesã – Brasília-DF
Maria Olimpia Junqueira Mancini Netto 
Economista aposentada – Marília-SP
Maura Bezerra Vilar 
Psicóloga – João Pessoa-PB
Vanessa Goulart Assistente Social – Porto Alegre-RS
Sonia Maria Peres Naranjo 
Terapeuta Holística – São Paulo-SP
Ricardo Martins 
Engenheiro Mecânico – Salvador-BA
Ívano Jorge de Castro Corrêa 
Empresário e Diretor Sindical de Eletrônica e Informática – Porto Alegre-RS
Wilian Oliveira Autônomo – Hemel Hempstead – Reino Unido
Atenção!
Quem desejar assinar o manifesto envia nome, profissão, cidade e estado para o e-mail: manifestodemocracia13@outlook.com
Maria Esther Torinho
Professora aposentada – Vila Velha-ES
Cleusa Maria Lima Martins 
Autônoma – Moro em Itaperuna-RJ
Alex da Silva Damaceno
Militar da Marinha – Cabo Frio – RJ
Gledir Martins
Química – Florianópolis-SC
Nelson Sabbagh Delegado de Polícia – Curitiba-PR
Giuditta Ribeiro
Pesquisadora – Verona- Itália
Cristina Couto Musicista – Niteroi-RJ
Sandra Maria da Silva Matos
Autônoma – Torres-RS
José Renato Uchoa Professor – Site renatuchoa.com
Maria da Graça Carpenedo
Autônoma – Roma – Itália
Odete Maria Pottmaier Professora – Florianópolis-SC
Maria Áurea Ursulino
Bancária aposentada – Fortaleza-CE

Rita Maria de Medeiros Castro 
Economista. Funcionária Pública – Salvador-BA

Laerte Alberto Junior
Professor Público Estadual disciplina de Sociologia – São Paulo-SP

Fernando Cezar Toledo Martins
Administrador – Curitiba-PR

Maria José de Oliveira.
Música . Aposentada – Curitiba-PR

Liane Fronza
Pedagoga aposentada – Canoas-RS

Sergio Athayde Silva
Aposentado – Curitiba-PR

Ofélia Cerinéia Brochado 
Valinhos-SP

Walter Gadelha Ferreira
Corretor de Seguros – Teresina-PI

Flavia Pires de Melo Aposentada – Maceió-AL
Neiva Maria Rogieri Caffaro Médica pediatra com formação em Saúde Pública e Homeopatia – São Paulo-SP
Liane Egg
Psicóloga – Curitiba-PR
Paulo Saba Arbache Psicólogo clínico e psicoterapeuta – Juiz de Fora-MG
Delza Maria Frare Chamma Supervisora de Ensino aposentada – Campinas-SP
Maria Antônia Calobrizi
Aposentada – Pederneiras-SP
Selen Alves Barreto
Secretária Executiva – Salvador-BA

Roberto Carlos da Rocha 
Frentista – Santo Amaro da Imperatriz- S-C
Armando Rodrigues Coelho Neto
Delegado da Polícia Federal aposentado.
Rep. Associação Até. 5º – Delegados da PF pela Democracia

Fábio José Vieira
Ex-Bancário BB, Aposentado – Itanhomi-MG

Sheila Grecco Historiadora, jornalista e empresária – São Paulo-SP.
Maria Antônia Calobrizi
Aposentada – Pederneiras-SP
Vera Nilce Cordeiro Correa
Economista – Rio de Janeiro-RJ
Marita Brilhante Jornalista e estudante de Medicina – UFPB – João Pessoa-PB
Francisca Simone de Castro Alves Nepomuceno.
Professora/Especializada Gestão Escolar – Fortaleza-CE
Maria de Nazaré Coelho Antero 
Pedagoga – Fortaleza-CE
Glay Canedo Arigoni Artesã – Porto Alegre-RS.
Edna Maria Melo de Pontes
Jornalista – Fortaleza-CE
Maria Jose dos Santos Rego 
Aposentada – Justiça Federal de Goiás
Maria do Carmo Rodrigues 
Aposentada do MS – Catarina-CE
Mary Simonette M. da Silva
Arquiteta e Analista de Sistemas – Rio de Janeiro-RJ
Ritacy de Azevedo Teles
Professora – Fortaleza-CE
Rosângela Paula Lima 
Funcionária Pública – Iraí-RS
Cláudia Santiago Alves Carvalhais Autônoma – Governador Valadares-MG
Iara Marisa de Lima
Funcionária Pública – Panambi-RS
José Júlio Valente Médico Veterinário – Porto Alegre-RS
Milton Junqueira da Silva
Aposentado – Santos-SP

Reinaldo Bordon Carletti Fomentador de negócios – São Paulo-SP
Angela Maria Kimico Kinzu
Bancária aposentada – Praia Grande-SP

Silvia A. Raposo
Psicóloga e pedagoga – Bauru-SP

William Lima
Engenheiro Eletrônico – Fortaleza-CE

Terezinha Dulce dos Santos Silva
Assistente Social – Bauru-SP

Antonio Carlos Pedro Gestor cultural – São Paulo-SP
Marli Moreira Heleno Dutra Professora de História – Santana dos Montes-MG
Wilton Darleans dos Santos Cunha
Professor Doutor da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer – Rio de Janeiro-RJ

Maria Marta de Castro Guerra Advogada – Natal-RN
Denise Ap. Refundini Castellani
Professora – Santo André-SP

Ricardo Simões Gonçalves
Químico – São Paulo-SP

Rosana Margarete Felipe
Psicóloga – Araraquara-SP

Maria do Carmo Lourenço
Jader Martins Engenheiro e professor – PhD
Eliza Faganello Adm. do lar – Florianópolis-SC
Diego Machado da Silva Produtor Audiovisual – São Paulo-SP
Mateus Silva Ferreira
Professor aposentado – Vitória-ES
Júlio Bartzen Técnico em Química – Taquara-RS
Zora Motta Arquiteta – Rio de Janeiro-RJ
Maria Brezensky Atriz e professora – Niterói-RJ

Vânia Grossi
advogada – araçatuba-SP
Priscila Niccoli Presotto 
Professora primária e Decoração – São Paulo-SP
Cláudia Mortari Schmidt Professora – Curitiba-PR
Jurandy Rodrigues Professor aposentado – Laguna-SC
Elson Almeida Stecher
Analista de Sistemas – São Paulo-SP
Eugênio Maria dos Santos Teixeira Servidor Público Federal – Natal-RN
Helena Bezerra de Sousa Lee
Hotelaria – Paraty-RJ

Simon Christopher Lee
Músico – Paraty-RJ

Maria Augusta de Mattos
Funcionária Pública Federal aposentada – Porto Alegre-RS

Katia Lucia Vieira
Médica aposentada – Florianópolis –SC

Tereza Maria de Lourdes Andrade
Publisher – Rio de Janeiro-RJ

Sebastiana Diniz
Paulo Cesar da Silva Funcionário Público Estadual – Tremembé-SP
Marcelo dos Santos Ribeiro Professor de Educação Física – Goiânia- GO
Maria da Piedade “dadinha” P. dos Santos Aposentada da UNESP – Guaratinguetá-SP
Carlos Cruz da Silva
Professor – Rio de Janeiro-RJ

Guilherme Coutinho – Jornalista
Vera Pereira Socióloga – IFCS-UFRJ – Rio de Janeiro-RJ
Monica Fernandes
Sandra Maura Sampaio Ribeiro
Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Camaquã/RS
Comerciária – Camaquã-RS

Claudio Calmo Ativista da Livre Comunicação Alternativa – Porto Alegre-RS
Lya Edson Aposentada – Rio de Janeiro-RJ
Elane F Souza Gonçales
Psicanalista – Campinas-SP

Shyrley Hübner Jornalista – Rio de Janeiro-RJ

Wagner Marins
Gerente Administrativo – São Paulo-SP

Ailton Francisco da Silva
Aposentado – Recife-PE

Maria das Graças Piccolo Zuany
Professora Universitária aposentada – Vila Velha-ES

Danielle Tristão
Publicitária – Rio de Janeiro-RJ

Eide Isabel Zerbeto Socióloga e professora – São Bernardo do Campo-SP
Désirée Oberst Professora – Curitiba-PR
Daniela Marques Andrade
Professora – Salvador-BA

porCCDIBC

Império Serrano volta ao Grupo Especial homenageando China e Arlindo Cruz

Sambista que se recupera de um AVC foi lembrado pela escola, que abriu o carnaval do Rio na Sapucaí neste domingo (11) após sete anos longe da elite.

Império Serrano retornou ao Grupo Especial após sete anos longe da elite. A escola de Madureira e de Oswaldo Cruz abriu o carnaval do Rio neste domingo (11).

Mesmo com enredo que homenageia a China, a escola verde e branca também lembrou Arlindo Cruz, sambista que se recupera de um AVC e é muito identificado à Império.

  • Uma ala com 180 membros, incluindo Maria Rita e Regina Casé, usou camisas com as frases “Força, Arlindo” e “O show tem que continuar”, além de uma ilustração com o rosto do cantor. A mulher dele, Babi Cruz, e o filho Arlindinho participaram da homenagem
  • A comissão de frente mostrou guerreiros com bambus e rostos pintados de branco, representando guardiões dos templos dourados
  • O tripé “Leques imperiais e o rouxinol imperador” teve problemas de deslocamento, provocou buracos no desfile e a escola pode perder pontos por isso

Império Serrano 2018 – Desfile completo

 

Os 3500 integrantes vieram em 28 alas com uma viagem pela cultura chinesa. A escola nove vezes campeã da elite apresentou imagens identificadas à China como os dragões imperiais, em tripés próximos do carro abre-alas.

Símbolos chineses clássicos como a Muralha da China (no quarto carro) conviveram com outros mais lúdicos, como o personagem Kung Fu Panda, na ala das crianças.

As doutrinas chinesas também foram lembradas: alas mostraram o confucionismo, o taoísmo e o budismo. O segundo carro deu destaque a uma flor de lótus, símbolo de pureza.

A culinária deu o tom em fantasias que fizeram lembrar o macarrão e o chá. Mas foi a celebração do ano novo chinês, com início daqui a cinco dias, que foi tema do último carro.

Como os intépretes cantaram, o objetivo era “matar a saudade do Império Serrano”. E a união dos Impérios (Serrano e Chinês) tenta manter a escola na elite do carnaval do Rio.

porCCDIBC

Diplomata chinês instiga empresários brasileiros a conquistar a Ásia

O empresariado brasileiro precisa sair do comodismo e investir agressivamente no mercado chinês, que está de portas abertas. Essa é a opinião do ministro da Embaixada da China no Brasil, Song Yang, 50 – o termo “ministro”, neste caso, equivale a ser o segundo no comando da representação diplomática chinesa. Em entrevista ao UOL, ele questionou por que os brasileiros não “conquistam” o mercado de turismo, não aproveitam os novos movimentos econômicos no sudeste asiático nem fazem publicidade de marcas de seus produtos já vendidos e bem aceitos na China, como o café.

“O Brasil está olhando para o mercado asiático. Qual é o esforço que está fazendo para conquistar o mercado asiático?”, questionou Yang, que já trabalhou na embaixada em Angola e foi cônsul em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Espero que os empresários brasileiros abram seus olhos.”

Os chineses projetam que vão importar US$ 10 trilhões (cerca de R$ 31 trilhões) nos próximos cinco anos. Para impulsionar isso, no fim deste ano, vão fazer uma feira internacional com mais de cem países focada na importação. Do Brasil, querem não só produtos de baixo valor agregado –alimentos, minérios, soja, ferro

Como está a dinâmica da economia da China?

Estamos desenvolvendo a integração da economia regional. As empresas chinesas estão investindo nos países vizinhos. Esses ciclo de prosperidade dos outros países tem ações de mercado, porque é uma escolha de custo-benefício. São condições favoráveis para as empresas chinesas.

A iniciativa de “um cinturão, uma rota” [programa para investir na infraestrutura de cerca de 70 países, de três continentes, com os quais os chineses têm relações comerciais] vai beneficiar os nossos vizinhos bem como os países da América Latina. É uma iniciativa com a qual queremos compartilhar nossas visões, construir conjuntamente e usufruir os benefícios conjuntamente sem a intenção de impor. A nossa cooperação é benéfica mutuamente.

O senhor afirma que a renda per capita do chinês passou de US$ 2.000 para US$ 8.000 em dez anos. Esse aumento do custo da mão-de-obra da China é uma das causas que move as indústrias para outros países?

Realmente é uma das causas. As empresas chinesas estão transferindo suas fábricas para outros países à procura de renda adequada para controlar o custo mão-de-obra. A China está numa fase de fazer uma reestruturação de sua economia, mais tecnologia de ponta. Essa é uma opção natural. É uma ação de mercado, não incentivada pelo Estado.

São empresas nesses setores de maior valor agregado que estão indo para lá?

Isso. A China investe nos países estrangeiros e recebe investimentos estrangeiros. Estamos oferecendo tratamentos iguais para investimentos estrangeiros e fazendo mais aberturas para setores financeiros e de manufatura de tecnologias avançadas.

Hoje em dia, a economia chinesa é integralmente ligada a todo o mundo. É natural termos mais investimentos fora. Fico muito feliz que a renda per capita da China aumentou muito, um crescimento idêntico do nosso crescimento econômico. Esse processo vai continuar.  A renda per capita chegou a US$ 8.000 e, dentro de poucos anos, vai passar para US$ 10 mil.

Então, naturalmente temos de pensar em fazer reformas em nossa economia, para uma produtividade mais eficiente, com valor mais agregado, e menos em fábricas com uso intensivo de mão-de-obra. Estamos incentivando o setor de serviços, que é metade da economia chinesa. O consumo doméstico contribui com 65% do PIB [Produto Interno Bruto] chinês. É um dos maiores mercados no mundo.

Esse crescimento da renda do trabalhador chinês vai se repetir nesses países asiáticos que recebem as fábricas chinesas?

Creio que sim. Queremos participar do desenvolvimento dos países estrangeiros para juntos crescermos mutuamente, a benefício dessa união, para elevar a vida do povo e o poder de compra.

Esse aumento da renda nos países asiáticos ao redor da China vai exigir mais consumo de alimentos, materiais de construção, ferro, ou seja, produtos vendidos pelo Brasil? É uma oportunidade?

Sempre é uma oportunidade com o crescimento socioeconômico do país. Mereceria uma notícia feliz para todo mundo. A China contribui com 30% do crescimento mundial. Queremos ter a nossa boa vizinhança e ter um crescimento conjunto.

Essa oportunidade para o Brasil é realista ou excessivamente otimista?

O Brasil está olhando para o mercado asiático. Qual é o esforço que está fazendo para conquistar o mercado asiático? O crescimento rápido de um país muda a fisionomia e a vida do povo. Aumenta a capacidade de consumo de cada país. Isso cria oportunidades para países como o Brasil, que pode oferecer produtos alimentares, minérios, mas também produtos industriais, produtos de maior valor agregado.

Produtos de maior valor agregado?

A China está aberta para produtos de ótima qualidade do Brasil. Seja para alimentos, produtos agrícolas, minérios, automobilísticos e também outros de maior valor agregado. O mercado chinês é enorme, e o Brasil é bem-vindo.

 

Como?

Queremos abrir as nossas portas a produtos de maior valor. A China não quer, de maneira nenhuma, tornar o Brasil um país de commodities. Estamos investindo em áreas de tecnologia de ponta, como painéis fotovoltaicos em Campinas (SP).
Estamos investindo em fábricas, ferrovias, rodovias, portos, telecomunicações. Não é só investir em minérios.

Como vê a ação dos empresários brasileiros?

Espero que os empresários brasileiros abram seus olhos para o mercado chinês, o mercado asiático, porque ele representa crescimento, oportunidades de mercado.
Tem que investir, divulgar os seus produtos com mais força para maior conhecimento do povo, seus consumidores.

Hoje em dia, o café é muito consumido lá no mercado chinês. Em todos os shoppings têm vários cafés, mas não tem a marca brasileira. O Brasil está produzindo um bom café, e muito café, e tem que realmente pensar em ocupar e conquistar o mercado chinês.

Na conversa com a gente o senhor mencionou que o empresário brasileiro é ‘acomodado’ ou mesmo tem um pouco de ‘preguiça’. O senhor deu o exemplo da propaganda das marcas de café. Poderia dar outro exemplo do comodismo ou preguiça dos empresários brasileiros em incrementar seus negócios com a China?

Espero que os empresários brasileiros visitem a China para conhecer melhor o mercado chinês e o gosto dos consumidores chineses que querem o Brasil, sua gente, sua cultura e também seus produtos, incluído o café.

Como estão as viagens entre Brasil e China?

No ano passado conseguimos um acordo para incentivar os turistas, os vistos. Agora, podemos oferecer vistos múltiplos de cinco anos para turistas [Brasil e China aumentaram de três meses para cinco anos o prazo do visto para turismo em ambos os países, com entradas múltiplas de 90 dias, renováveis por mais 90 a cada 12 meses. Ou seja, um chinês, com um único visto, pode vir ao Brasil cinco vezes durante seis meses a cada visita, com intervalo de seis meses entre cada viagem].

“A China ‘exportou’ 129 milhões de chineses, que fizeram turismo por todo o mundo no ano passado. Só houve 60 mil para o Brasil

Entre os EUA e a China temos uma troca muito grande. Foram 4 milhões. Temos mais de 350 mil estudantes lá nos EUA. Muitos chineses adoram o Brasil, querem conhecer o país e precisam de facilidades, estruturas e serviços para isso.

porCCDIBC

Brasil tem tudo para se dar bem com a nova China, diz economista

Helen Qiao, economista-chefe para a China do Bank of America Merrill Lynch, diz que o país asiático passa por uma transição

Ao longo dos últimos 15 anos, a economista Helen Qiao fez carreira em bancos de investimento em Hong Kong, acompanhando o mercado chinês. Hoje, ela lidera uma equipe de 12 analistas no banco americano Bank of America Merrill Lynch e é responsável pelos relatórios sobre a China. Numa passagem por São Paulo, ela falou a EXAME sobre a nova fase da economia chinesa e os impactos para o Brasil.

A China é vista como a fábrica do mundo. Isso vai mudar?

Sim. Existem duas tendências importantes na China. A primeira é que a economia está cada vez mais baseada no setor de serviços. Esse setor está crescendo num ritmo mais rápido do que o industrial, e isso já vem ocorrendo há vários anos. A segunda tendência é que a indústria chinesa se atualizou. O tipo de produto que a China exporta é cada vez mais sofisticado.

Qual é a fatia desses produtos sofisticados?

Máquinas e equipamentos já são a categoria de maior participação na indústria, incluindo as exportações. A China não é mais um país que exporta brinquedos, guarda-chuvas, vestuário, sapatos etc. Essa não é mais a China de hoje. A nova China produz computadores, celulares, máquinas. Estamos vendo uma transição. A China está deixando que os outros países emergentes fabriquem os produtos de baixo valor que ela fazia. A China, em si, está buscando o próximo degrau na cadeia de valor global.

Qual é o impacto dessa transição para os demais países?

Haverá vencedores e perdedores. A China vai se tornar cada vez mais um competidor à altura de Coreia do Sul, Taiwan e Japão, países que serviram de modelo para ela. A China possivelmente assumirá o lugar deles. Os países desenvolvidos vão se sentir mais ameaçados pela China do que os emergentes.

De que lado o Brasil está?

O Brasil está muito bem posicionado para se beneficiar dessa transição. O Brasil tem uma economia que é igualmente influenciada pelo aumento do consumo interno chinês e pelo investimento em infraestrutura. A China vai precisar importar mais produtos do que o Brasil fornece.

Que tipo de produto?

Aqueles ligados à agricultura, como grãos de soja. A China ainda importa mais soja dos Estados Unidos do que do Brasil, mas há potencial para inverter essa situação. Também vemos potencial para um aumento na exportação de aves e carne bovina para a China. Água potável e área cultivável são recursos escassos por lá. E esse é o tipo de recurso em que o Brasil é rico. Basicamente, a China está importando luz solar, água potável e terra cultivável ao importar produtos do campo.

Há espaço para o Brasil exportar produtos industriais à China?

Não muito. A China é muito dominante nessa área. Mas provavelmente investidores chineses virão ao Brasil para começar a exportar manufaturados do Brasil, seja para países da América do Sul, seja para a América do Norte.

A economia brasileira se beneficiou do crescimento chinês na década de 2000 e no início de 2010. Isso voltará a acontecer?

Sim. Se olharmos para os preços de commodities, já estamos vivendo outro boom agora. Mas há uma diferença desta vez. A China está dando ênfase à proteção ambiental. O governo está pressionando as empresas para se tornarem mais limpas. Como isso influencia o Brasil? Há um aumento da demanda por matérias-primas de qualidade superior e menos poluentes, como minério de ferro. Brasil e Austrália levam vantagem nisso.

porCCDIBC

Iniciativas inovadoras do governo vão provocar revolução no meio ambiente, diz Temer

Segundo o presidente da República, cerca de R$ 4,5 bilhões devidos aos cofres públicos serão diretamente aplicados em ações de recuperação de áreas degradadas

Inovadora e revolucionária. Esta é avaliação do presidente da República, Michel Temer, sobre a decisão do governo em transformar multas ambientais em ações de recuperação de áreas degradadas. Em artigo no jornal Folha de S. Paulo, publicado nesta segunda-feira (23), o presidente afirmou que, com a iniciativa, cerca de R$ 4,5 bilhões devidos aos cofres públicos irão para o setor.

“Tal volume de recursos, que não dependerá do Tesouro Nacional, é uma verdadeira revolução para o setor”, afirmou Temer. Para ele, a conversão de multas em serviços de recuperação é “a maior e mais inovadora iniciativa ambiental do governo”. “Já temos parceiros — a começar por órgãos públicos e estatais — interessados em aplicar cerca de R$ 1 bilhão em projetos nas bacias do São Francisco, Iguaçu e Alto Paraguai”, disse.

Durante a cerimônia de assinatura do decreto que autoriza a conversão, a Petrobras e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) assinaram o protocolo de adesão junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para Temer, a política ambiental brasileira passou, recentemente, por importantes conquistas. “Como nos demais setores, também no meio ambiente adotamos ao longo desses 16 meses de governo um conjunto de medidas modernizantes, sempre em diálogo com a sociedade, governos locais e organismos internacionais”, declarou o presidente.

A lista de realizações na política ambiental, segundo Temer, é extensa. Ele cita a ampliação de reservas e parques nacionais, a redução do desmatamento na Amazônia Legal, o fechamento da maior termelétrica a carvão do País, em Candiota (RS), e o incentivo à produção de energia limpa. “Também exigimos a reparação dos danos do desastre de 2015 em Mariana (MG) e investimos mais de R$ 50 milhões em ações de controle na Amazônia”, pontua.

Economia ambiental

Por meio de políticas públicas, o Brasil honra compromissos firmados no Acordo de Paris, e essa fidelidade garantirá investimentos bilionários do Fundo Global para o Meio Ambiente em biomas como Pantanal, Caatinga e Pampa. “O potencial ambiental do Brasil é inegável e precisa ser sustentavelmente manejado”, declarou no artigo o presidente.

No último sábado (21), quando assinou o decreto que permite a conversão de multas, Temer sancionou também um projeto de lei que cria o Produto Interno Verde (PIV). “Agora, nós poderemos calcular e dimensionar, frente aos demais países, o nosso patrimônio ecológico. Uma riqueza que certamente nos destacará e que é vital não só para nós, mas também para o futuro do planeta.”