Categoria China

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Mais de 2.800 empresas participarão da Exposição Internacional de Importação da China

A primeira edição da Exposição Internacional de Importação da China será realizada em novembro em Shanghai. Até o momento, mais de 2.800 empresas de 130 países e regiões já confirmaram presença. Além disso, 80 países e 3 organizações internacionais também participarão da exibição.

Segundo o vice-ministro do Comércio chinês, Wang Bingnan, o evento conta com duas partes, incluindo a feira de negócios corporativos e as exposições nacionais de comércio e investimento. A área de estandes comerciais de empresas atingirá 270 mil metros quadrados, mostrando ao público mais de 100 novos produtos e tecnologias. Na zona de exposições nacionais, serão destacadas as apresentações sobre o comércio de bens e serviços, desenvolvimento industrial, investimento e o turismo.

Além disso, também será criado um Pavilhão da China durante a exposição, com o objetivo de mostrar o papel positivo das importações na reforma e abertura da China.

Tradução: Zhao Yan

Edição: Layanna Azevedo

Fonte: CRI

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China diz que reagirá após nova ameaça de tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões

A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira (11) de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira (10).

A alíquota de 10% entraria em vigor em pelo menos dois meses e inclui uma série de bens, entre eles soja, aço, alumínio, produtos químicos e alimentícios.

Pequim afirma que vai responder mais uma vez contra as medidas tarifárias de Washington, inclusive por “medidas qualitativas”. Empresas norte-americanas na China temem que essa ameaça possa significar inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Na sexta-feira (6), a China apresentou uma ação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela imposição de taxas de importação, informou seu Ministério do Comércio.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como “intimidação típica” e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses.

“Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta.

Lista de produtos

Na terça-feira (10), autoridades dos EUA divulgaram a lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas. A medida provocou críticas de alguns grupos industriais dos EUA.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

A nova lista de produtos sobretaxados da China inclui:

  • centenas de produtos alimentícios
  • soja e milho
  • tabaco
  • peixes
  • produtos químicos
  • carvão
  • algodão
  • aço e alumínio

Reação dos mercados

Os mercados acionários da China caíram nesta quarta, após três dias seguidos de ganhos, e o iuan enfraqueceu depois que os Estados Unidos ameaçaram com mais tarifas de importação sobre produtos chineses, intensificando o conflito entre as duas maiores economias do mundo.

As bolsas de valores europeias também operavam em queda nesta quarta com a escalada na disputa comercial entre os EUA e a China, após ganhos seguidos de seis sessões.

O dólar sobe frente ao real, também refletindo o agravamento do cenário internacional depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China.

Entenda a tensão entre EUA e China

Há anos, os EUA reclamam de um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países) com a China. A meta de Trump era reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China.

Os EUA defendem que o país asiático rouba propriedade intelectual, especialmente no setor de tecnologia, além de violar segredos comerciais de empresas americanas, gerando uma concorrência desleal com o resto do mundo.

O tiro inicial foi dado em abril, quando os EUA anunciaram tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Em resposta, a China impôs tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

Desde então, os dois países não pararam de trocar novas ameaças e agravaram a guerra comercial. Guerras comerciais começam quando um país impõe tarifas comerciais à importação de outro, que responde sobretaxando os produtos do concorrente.

Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, somando 818 produtos. As taxas miram em produtos chineses que, para o governo de Trump, são comercializados de forma injusta, como veículos de passageiros, transmissores de rádio, peças para aviões e discos rígidos para computadores.

Uma segunda parte dos bens, avaliada em US$ 16 bilhões, será analisada após um processo de revisão e observação do público.

Veja abaixo a cronologia da tensão entre EUA e China:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretária do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia “semi-aberta” por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

2 de abril de 2018: em resposta, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou “chantagem” e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

6 de julho de 2018: começa a cobrança de tarifas sobre 818 produtos chineses, no valor de R$ 34 bilhões.

6 de julho de 2018: China apresenta ação na OMC contra os EUA contra as tarifas.

10 de julho de 2018: EUA anunciam nova lista com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

11 de julho de 2018: China acusa os EUA de intimidação e alerta que vai responder às novas tarifas.

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Empresas de Jinjiang se expandem para o exterior e viram marca internacional

A cidade de Jinjiang, província de Fujian, foi uma importante cidade na antiga rota da seda marítima da China, em que o comércio exterior viveu um momento de grande prosperidade. Hoje em dia, a cidade se situa na vanguarda da aplicação da reforma e abertura do país, testemunhando a penetração de empresas locais no mercado exterior, criando um modelo internacional.

A cidade passou gradualmente da condição de “cidade industrial” chinesa para uma “cidade de grife internacional”. O caminho de transformação de Jinjiang teve início no estilo de vida de sua população, incluindo hábitos como o modo de se vestir e a gastronomia local.

O Grupo de Alimentos Panpan, uma das corporações mais conhecidas em Jinjiang, já exporta seus produtos para mais de 40 países e regiões. Em 2017, o volume de venda no exterior ultrapassou 7 bilhões de yuans. O presidente do Grupo, Cai Jinan, afirma que a Panpan estabelecerá fábricas em alguns países do Sudeste Asiático e da Europa.

“Já estabelecemos uma empresa nas Filipinas. No passado, nossa matéria-prima vinha da Indonésia, Tailândia, Canadá e Austrália, entre outros países. Agora instalamos primeiramente a empresa e vendemos nossos produtos. Se a venda for abundante, podemos abrir uma fábrica no local, avançar rumo à tendência internacional.”

Para criar um modelo internacional para a Panpan, a empresa cooperou de forma ampla com algumas instituições e universidades chinesas. Ele fundou um laboratório de estudo, conjuntamente com os institutos de estudo sobre alimentos e bebidas do Japão, Estados Unidos, Alemanha e Itália, realizando a cooperação estratégica nessa área. A empresa também enviou regularmente funcionários para os países do BRICS, além de outros países e regiões, para estudar e buscar oportunidades de colaboração.

A Empresa de Vestuário de Qipai é outra empresa que se concentra no mercado externo. O valor da marca Qipai ultrapassa 42,5 bilhões de yuans, ficando na linha de frente entre as marcas de vestuário.

A empresa foi fundada em 1979, quase ao mesmo momento de aplicação da reforma e abertura da China. Nesses quase 40 anos de desenvolvimento, mais de 3,5 mil lojas especializadas foram abertas em cidades por toda a China. O presidente da empresa, Hong Zhaoshe, conta que a empresa está planejando ampliar seu trabalho no mercado internacional.

“Se a nossa empresa puder sair para o exterior, isso representará um grande salto para o nosso desenvolvimento. Portanto, ampliamos agora o mercado externo e alguns trabalhos já são executados. Por exemplo, atividades relacionadas com o comércio eletrônico e a criação de nossas filiais no exterior. Tudo isso é o que planejamos agora.”

O Grupo de Hengan é o maior fabricante de lenço de papel e produtos de higiene para maternidade. Fundado em 1985, ele já acumula 30 bilhões de yuans em ativos fixos.

O gerente-geral de relações públicas da empresa, Chen Fapei, afirma que, graças à aplicação da iniciativa do Cinturão e Rota, a empresa tem acelerado o passo para estender ainda mais a cadeia industrial e se instalar no mercado internacional.

“Desde 2016, aceleramos o ritmo para planejar nosso trabalho no exterior. De 2016 a 2017, adquirimos uma companhia da Malásia que produz fraldas. E investimos na Indonésia e na Rússia para abrir fábricas. Em abril deste ano, investimos em uma planta de polpa biológica da Finlândia. Tudo isso representa nosso trabalho no exterior. No contexto do Cinturão e Rota, acredito que nossa empresa encontrará uma condição para desenvolvimento rápido.”

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Trem de carga China-Ásia Central

Há um trem de carga China-Ásia Central que é chamado pelo nome da cidade Qingdao. O trem parte de Qingdao para cinco países da Ásia Central. Desde 2015, mais de três mil trens carregando produtos feitos pela China, Japão e Coreia do Sul têm percorrido em esta ferrovia. A Cúpula da Organização de Cooperação de Shanghai será realizada em breve, em Qingdao. Aproveitando esta ocasião, o trem, carregando muita esperança, será conduzido rumo à Ásia Central.

Fonte: http://portuguese.cri.cn/videos/list/469/20180605/140689.html

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China lança com sucesso satélite Gaofen-5 de monitoramento ambiental

Pontualmente às 2h28 do dia 9 (horário de Beijing), a China lançou com sucesso o satélite Gaofen-5, um equipamento de imagem hiperespectral, como parte de seu projeto de observação da Terra de alta resolução. O satélite Gaofen-5 foi lançado por um foguete Longa Marcha 4C, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na Província de Shanxi, no norte do país. O satélite será usado para monitoramento ambiental abrangente, exploração de recursos de terrenos e detecção de elementos meteorológicos, entre outras áreas. Ele ajudará a reduzir a dependência da China dos dados de satélites hiperespectrais estrangeiros.

O projetista-chefe da série Gaofen, Tong Xudong, afirmou que o Gaofen-5 é equipado com seis itens de observação avançadas, como câmera hiperespectral infravermelho de onda curta e um detector de gases de efeito estufa.

“É o primeiro satélite hiperespectral de espectro total do mundo para observação abrangente da atmosfera e da Terra. Tem a maior resolução espectral entre os satélites de sensoriamento remoto da China.”

Segundo informações, o satélite é capaz de obter dados espectrais de radiação infravermelha ultravioleta a onda longa, e detectar de forma abrangente os elementos ambientais e meteorológicos, como gases de poluição atmosférica e gases de efeito estufa, entre outros.

O oficial do Ministério de Ecologia e Meio Ambiente, Wang Qiao, disse que o Gaofen-5 consiste em um símbolo importante da capacidade de observação da Terra de alta resolução da China.

“O lançamento deste satélite é de grande importância para o monitoramento dinâmico da poluição atmosférica na China, e também pode desempenhar um papel importante no controle da poluição da água e na supervisão ambiental.”

Segundo informações divulgadas pelo governo, os dados dos satélites do projeto da China têm sido amplamente aplicados em mais de 20 indústrias e 30 províncias (regiões autônomas e municípios), tornando-se um meio indispensável para a execução dos trabalhos dos departamentos relacionados.

Em relação à cooperação internacional, o projeto também se tornou uma importante ligação para intercâmbios e cooperações.

“O projeto promoveu efetivamente a assinatura e implementação de acordos de cooperação e memorandos de entendimento entre a China e a Rússia, China e o Brasil, além China e o Egipto e entre a China e a Índia. No Dia Aeroespacial deste ano, foi divulgado ao mundo o plano de cooperação internacional do satélite Gaofen-5. O país também convidou organizações e instituições internacionais para realizar cooperação internacional com o satélite Gaofen-5”.

Tradução: Cecília Ma

Revisão: Rafael Fontana

Fonte: http://portuguese.cri.cn

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Comércio exterior da China torna-se mais equilibrado em abril

Dados divulgados no dia 8 de Maio pela Administração Geral das Alfândegas (AGA) da China mostram que, em abril, o valor total das importações e exportações da China totalizaram 2,36 trilhões de yuans, um aumento de 7,2%. O superávit comercial foi de 182,8 bilhões de yuans. Especialistas afirmaram que o comércio internacional da China se tornou mais equilibrado.

Em abril, o valor total das importações e exportações da China continuou a crescer. As exportações aumentaram 1,27 trilhão de yuans, um aumento de 3,7%, enquanto as importações alcançaram 1,09 trilhão de yuans, um aumento de 11,6%. O vice-diretor do Instituto de Mercados Internacionais da Academia de Comércio Internacional e Cooperação Econômica da China, Bai Ming, disse que os resultados conquistados demandaram esforços profundos.

“Em abril, o crescimento do comércio internacional se manteve dentro de um intervalo moderado. O crescimento das exportações foi um pouco mais lento, em contraste com o crescimento mais rápido das importações. A economia mundial está se recuperando gradualmente, mas ao mesmo tempo o protecionismo comercial está muito acentuado, nossas exportações estão realmente sob pressão. Neste ano, o renminbi se valorizou significativamente em comparação com o mesmo período do ano passado, por isso não é fácil para as exportações alcançarem esse crescimento”.

Os dados também mostram que as importações e exportações da China para os principais parceiros comerciais continuam a crescer. Entre eles, as taxas de crescimento das importações e exportações com alguns países ao longo do Cinturão e Rota são mais rápidos. Nos primeiros quatro meses deste ano, a União Europeia, os Estados Unidos e a ASEAN continuam sendo os três principais parceiros comerciais da China. O diretor da Divisão de Estatísticas Integradas da Administração Geral das Alfândegas da China, Huang Songping, abordou essa dinâmica.

“Desde que a iniciativa do Cinturão e Rota foi apresentada, a cooperação econômica e comercial entre a China e os países ao longo das rotas continuou a se aprofundar. Este ano, sua taxa de crescimento comercial é maior do que o nível geral de importações e exportações da China”.

Nos últimos meses, o superávit comercial da China continuou a mostrar uma tendência de estreitamento. O vice-diretor do Instituto de Comércio Exterior da Academia de Comércio Internacional e Cooperação Econômica da China, Liang Ming, afirmou que o movimento mostra que as importações e as exportações da China priorizaram o desenvolvimento equilibrado.

“Atualmente, estamos dando mais atenção ao desenvolvimento equilibrado das importações e exportações. No ano passado, aumentamos nossos esforços na importação. E ao mesmo tempo, estamos preparando a exposição de importadora, que será realizada em novembro. A reunião do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China propôs no mês passado medidas para expandir a demanda doméstica, solicitando maior expansão da escala de importações. Acho que o superávit tende a ficar menor”.

Tradução: Cecília Ma

Revisão: Rafael Fontana
Font: http://portuguese.cri.cn

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CCDIBC lança nova plataforma de associação e acesso à China

Associados terão tratamento diferenciado e ações serão focadas na geração de resultados

A China tornou-se um dos mais importantes players mundiais. E a cada ano essa importância aumenta MAIS. Essa nova demanda também impacta no trabalho da CCDIBC.

A partir de abril, a CCDIBC, que reúne cerca de dois mil associados na China, passará a atender, de forma preferencial, seus associados no Brasil.

Aqui no Brasil, a CCDIBC tem parcerias com autoridades das três esferas de poder, além de amplos contatos com associações e empresas dos mais variados setores.

Promovendo missões, eventos, reuniões, acordos de cooperação e muitos negócios.

Para ter acesso a esta estrutura, a CCDIBC oferece a seus associados um apoio estratégico para realizar seu negócio ou satisfazer seu objetivo de parcerias com a China.

“Em função da grande procura, a Câmara precisa focar em seus associados ou em quem deseja se associar”, explica Hu, que preside a CCDIBC.

 

NOVA POLITICA DE SÓCIOS  

A partir de abril, a CCDIBC aceitará novos associados no Brasil. Para se associar as empresas precisam conhecer os serviços oferecidos e fazer inscrição de filiação. A taxa anual semestral é de R$ 500,00. E a anual de R$ 700,00.

Para quem não for associado e deseja apenas uma primeira reunião, a CCDIBC cobrará R$ 200,00 (até uma hora de encontro).

“A grande demanda da China por novos negócios exige um novo formato de trabalho. Precisamos focar nas empresas que querem, de fato, fazer negócios, que possuem projetos ou que queiram novas parcerias para seus negócios”, conclui Hu.

A secretaria da CCDIBC está à disposição para esclarecer dúvidas.

Para representação ou abertura de escritório os interessados devem entrar em contato com a CCDIBC

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Investimento em infraestrutura elétrica injeta dinâmica à iniciativa de “Um Cinturão e Uma Rota”

O presidente da corporação da China State Grid, Shu Yinbiao, disse nesta quinta-feira (15) que o investimento em infraestrutura elétrica se tornou uma das áreas mais ativas para a construção de “Um Cinturão e Uma Rota”, e que a cooperação no setor terá uma expectativa ampla. A afirmação foi feita em uma “passagem de entrevista”, durante a primeira sessão do 13º Comitê Nacional da Conferência Consultiva do Povo Chinês (CCPPCh).

Segundo Shu Yinbiao, o investimento global previsto para a energia renovável alcançará US$ 2,6 trilhões, até 2025, mas ainda existe um bilhão de pessoas no mundo sem acesso à eletricidade. Com o desenvolvimento inovador do setor, a China tem vantagens visíveis e forte competitividade internacional nas áreas técnica e administrativa. São pontos que contribuem a favor da transformação energética e da solução da carência de eletricidade no mundo.

Shu Yinbiao lembrou que, até o momento, a State Grid investiu US$ 65 bilhões na operação da principal rede energética de sete países e regiões. O valor de contrato dos projetos no exterior da empresa acumula US$ 40 bilhões, impulsionando a exportação de equipamentos chineses a mais de 80 países e regiões. Ele ressaltou que é mais importante colocar em prática o conceito de “comunidade de destino comum da humanidade” para todos os projetos, persistir na operação com mercantilização, localização e de longo prazo. Dessa forma, o desenvolvimento econômico e a vida da população são beneficiados, assim como o ganho mútuo é concretizado.

Tradução: Virgília Han

Revisão: Diego Goulart

Fonte: http://portuguese.cri.cn/news/china/407/20180315/103400.html

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É assim que a China quer dominar o mundo

O presidente chinês, Xi Jinping, deseja que Pequim ocupe o vácuo geopolítico deixado pelos EUA. Seus investimentos em diplomacia, armamentos e inteligência artificial são prova disso

“Esconder a força e aguardar o momento.” Deng Xiaoping, o grande protagonista da abertura econômica chinesa, recomendava manter a China em segundo plano no cenário global, enquanto o país lutava para sair da pobreza e deixar para trás o marasmo de 10 anos de Revolução Cultural. Mas essa etapa ficou no passado. Na “nova era” proclamada pelo presidente Xi Jinping, o gigante asiático está decidido a ocupar o papel de protagonista da arena global, que, aos seus olhos, a história lhe deve. Através de Xi, o líder mais poderoso do país em décadas e que continuará no poder além dos 10 anos inicialmente previstos, a nação quer moldar a ordem mundial para se consolidar como referente e criar oportunidades estratégicas para si e suas empresas, além de legitimar seu sistema de governo. E já não hesita em divulgar esses planos.

“Nunca o mundo teve tanto interesse na China, nem precisou tanto dela”, declarava solenemente no mês passado o Jornal do Povo, o mais oficial das publicações oficiais de Pequim. E o atual momento – em que os Estados Unidospresididos por Donald Trump abrem mão de seu papel de líder global, a Europa está presa em suas próprias divisões e o mundo ainda arrasta as consequências da crise financeira de 2008 – apresenta uma “oportunidade histórica” que, segundo o comentário, “abre-nos um enorme espaço estratégico para manter a paz e o desenvolvimento e ganhar vantagem”. A assinatura como “Manifesto” indicava que o texto representava a opinião dos mais altos dirigentes do Partido.

Essa ambição não é nova: a catástrofe que significou o Grande Salto Adiante(1958-1962) foi provocada, no fim das contas, pela vontade de Mão Tsé-Tung de transformar a China numa potência industrial em tempo recorde. A novidade, de fato, é que isso seja agora proclamado – e cada vez mais alto. Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista, em outubro, quando renovou seu mandato por outros cinco anos, Xi anunciou a meta de transformar o país “num líder global em termos de fortaleza nacional e a influência internacional” até 2050. A data não é casual: até lá, a China já terá esgotado seu dividendo demográfico (hoje a estrutura etária de sua mão de obra, ainda relativamente jovem, é benéfica para o crescimento econômico do país).

Aos olhos de Pequim, a China nunca teve esse objetivo tão ao seu alcance. A diferença não é pautada apenas pelas circunstâncias geopolíticas ou por seu auge econômico, mas também por sua situação interna. Nunca, desde os tempos de Mao, um líder chinês havia contado com tanto poder, nem tinha se sentido tão seguro no cargo.

Xi não deixa de acumular postos e títulos, oficiais e extraoficiais. Secretário-geral do Partido, presidente da Comissão Militar Central, chefe de Estado, “núcleo” do Partido e agora lingxiu, o líder, um tratamento que só havia sido concedido a Mão e ao seu sucessor imediato, Hua Guofeng. Universidades do país inteiro abrem centros de estudo dedicados ao seu pensamento; as ruas de qualquer cidade estão cheias de cartazes pedindo que a população aplique suas ideias. De uma forma marcante, não vista em décadas, a lealdade ao Partido, e em consequência a Xi, é a condição essencial para se ter sucesso em qualquer atividade que tenha a ver com o onipotente Estado.

Xi se apresentou como o grande defensor da luta contra as mudanças climáticas, a globalização e os tratados de livre comércio

A consolidação do poder de Xi vai ser coroada na sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês, que será inaugurada na próxima semana no Grande Palácio do Povo de Pequim. Os deputados aprovarão, entre outras coisas, a eliminação do limite temporário de dois mandatos que a Constituição impõe ao presidente, abrindo caminho para que o mandatário continue à frente do país por tempo indefinido.

A China multiplicou sua expansão internacional já durante o primeiro mandato de Xi. Seu Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura completará três anos concedendo empréstimos equivalentes a mais de 13,4 bilhões de reais. Sua nova Rota da Seda – um plano para construir uma rede de infraestrutura ao redor do mundo – acaba de incorporar oficialmente a América Latina, mira o Ártico e se dispõe e realizar sua segunda reunião internacional em 2019. Seus investimentos em diplomacia têm sido vastos. Em 2017, o país destinou a essa área o equivalente a 25,5 bilhões de reais, um aumento de 60% em relação a 2013. Já os EUA propuseram cortar 30% das despesas com o serviço exterior.

Enquanto Washington abandona seus compromissos internacionais, a China está disposta a preencher esse vazio. Xi Jinping se apresentou como o grande defensor da globalização, da luta contra a mudança climática, dos tratados de comércio internacionais. Pequim já mantém acordos de livre comércio com 21 países – um a mais que Washington – e, segundo suas autoridades, negocia ou planeja incluir outros 10.

Os investimentos do Governo e das empresas da China e no exterior são um dos principais pilares dessa estratégia. Na América Latina, o país já concedeu mais créditos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ano passado, investiu o equivalente a 390 bilhões de reais em 6.236 empresas de 174 países, segundo seu Ministério do Comércio. Como parte do plano de se tornar um país líder em tecnologia e fazer com que esse setor seja uma das principais fontes de seu PIB, a China comprou empresas fundamentais em áreas estratégicas, como a líder alemã em robótica Kuka e a fabricante de chips britânica Imagination. Já é um referente em inteligência artificial.

Mas sua presença no exterior não se limita ao terreno diplomático e comercial. Ser uma potência global requer não apenas ter acesso aos recursos e conexões com o resto do mundo, mas também defendê-los e se defender. E a China, com o equivalente a 490 bilhões de reais, é o segundo país com maior gasto militar, atrás dos EUA, e moderniza rapidamente seu Exército. Já conta com sua primeira base militar no exterior, em Djibuti, e, segundo o Afeganistão, estuda construir uma segunda base num canto remoto desse país.

Mas se a China hoje inspira mais simpatia que os EUA em diversos países – incluindo aliados tradicionais de Washington, como México e Holanda, segundo informou o Pew Research Center em 2017 –, seu auge também gera desconfiança. O Eurasia Group descreveu a influência chinesa em meio a um vazio de liderança global como o primeiro risco geopolítico para este ano. “[A China] está fixando padrões internacionais com a menor resistência já vista”, afirma a consultoria. “O único valor político que a China exporta é o princípio de não ingerência nos assuntos internos de outros países. Isso é atrativo para os Governos, acostumados às exigências ocidentais de reformas políticas e econômicas em troca de ajuda financeira.” Menção especial, entre outras coisas, merece o investimento chinês em inteligência artificial. “[Esse investimento] procede do Estado, que se alinha com as instituições e companhias mais poderosas do país e trabalha para garantir que a população se comporte como o Estado deseja. É uma força estabilizadora para o Governo autoritário e capitalista do Estado chinês. Outros Governos acharão esse modelo sedutor.”

Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista.
Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista. NICOLAS ASFOURI (AFP / GETTY )

Outras vozes também demonstram alarme. O primeiro-ministro australiano, Malcom Turnbull, denunciou em dezembro a influência da China nos assuntos políticos de seu país, mediante lobbies e doações, e apresentou um projeto de lei que busca frear isso. O diretor do FBI, a polícia federal dos EUA, Christopher Wray, também advertiu que Pequim pode ter infiltrado agentes até mesmo nas universidades. Um relatório do think tank alemão MERICS e do Global Public Policy Institute alerta para a crescente penetração da influência política da China na Europa, especialmente nos países do Leste. E um grupo de acadêmicos conseguiu, graças aos protestos do ano passado, que a editora Cambridge University Press restabelecesse artigos censurados por não coincidirem com a visão do governo chinês em assuntos como Tiananmen e Tibete.

A crescente assertividade de Pequim pode beirar a arrogância ou o desdém pelas normas internacionais. No mar do Sul da China, onde suas reivindicações de soberania enfrentam as de outras cinco nações, o país tem construído ilhas artificiais em áreas em disputa, apesar dos protestos dos Estados vizinhos e dos EUA. Recentemente, a imprensa recriminou a Suécia por suas pressões pela libertação de Gui Minhai, o livreiro sueco detido no mês passado quando viajava a Pequim escoltado por dois diplomatas.

Além dos alarmes, começam a soar também – de modo ainda muito incipiente – propostas para contra-atacar essa pujança ou os aspectos menos benevolentes dela. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a unidade dos 27 parceiros da União Europeia para não perderem terreno para a China. A Casa Branca começou a impor tarifas a alguns produtos para frear o que considera concorrência desleal da China no intercâmbio comercial. Japão, Índia, Austrália e EUA estudam apresentar um plano internacional alternativo ao da Rota da Seda.

Claro que nem sequer o todo-poderoso Xi pode considerar tudo como garantido, e a China da nova era padece de fraquezas importantes. No momento, o apoio popular ao presidente e sua gestão parece sólido. Mas mantê-lo, em uma sociedade de fortes desigualdades sociais, pode ser uma tarefa complicada. As jovens classes médias, nascidas e criadas depois da Revolução Cultural e de Mao, não conheceram o sofrimento de seus progenitores e demandam um bem-estar econômico que dão como certo, assim como padrões de vida semelhantes aos do Ocidente.

Isto inclui a poluição, um dos grandes males da China. Depois de medidas como um plano de urgência para o inverno, padrões de emissões para veículos e fechamento de fábricas com elevados níveis de poluição, este ano a qualidade do ar em Pequim melhorou notavelmente. Mas organizações como o Greenpeaceenfatizam que essa melhora se deu, em parte, ao custo de transferir a poluição para regiões mais pobres e menos visíveis.

Garantir padrões de vida cada vez melhores – a China se comprometeu a acabar até 2020 com a pobreza rural, que em 2015 afetava 55 milhões de pessoas – obriga também a uma reforma econômica. Ao chegar ao poder, há cinco anos, Xi prometeu deixar que o mercado seguisse seu ritmo. É uma aspiração que se mostrou complicada. Em 2015, a revista Caixin indicava que, entre as 113 áreas suscetíveis de reforma, somente 23 avançavam a bom ritmo, os progressos eram lentos em 84 e nada se conseguira em 16.

O que está por fazer é o mais difícil: as empresas de propriedade estatal, gigantescas e ineficientes, mas básicas no sistema socioeconômico chinês atual; o excesso de crédito e de capacidade de produção; a completa liberalização do yuan. Reformas necessárias, mas que vão requerer enorme habilidade para que não prejudiquem o índice de desemprego ou a estabilidade social, a grande prioridade do Governo.

Em prol dessa estabilidade social, a China de Xi Jinping pôs em prática ambiciosos programas de controle e vigilância dos cidadãos, ajudada pela inteligência artificial. O fluxo das informações e as redes sociais são ferreamente supervisionados. Todas as empresas, incluindo as multinacionais estrangeiras, precisam contar com uma unidade do Partido Comunista em sua estrutura. Os meios de comunicação estatais – os principais  – receberam instruções da boca do próprio presidente: “Vocês devem se nomear Partido”.

A tendência é a de redução da tolerância a qualquer manifestação cultural que não reforce o papel dominante do Partido Comunista nem se ponha a serviço de seus objetivos. E isso inclui o tratamento às minorias e a prática da religião, sobre a qual recentemente foram impostos novos regulamentos. As pessoas incômodas – sejam dissidentes políticos, advogados de direitos humanos ou ativistas de causas sociais– são presas e, às vezes, condenadas a longas penas de prisão. No ano passado, o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu de câncer de fígado enquanto cumpria uma pena de 11 anos.

Mas o tempo corre, para Xi, para Pequim e para implementar as reformas. Um dos grandes obstáculos que o país enfrenta é precisamente seu rápido envelhecimento. A desastrosa política do filho único faz com que o dividendo demográfico esteja se esgotando. Apesar do fim da proibição em 2015, a natalidade não dá mostras de aumentar. Em 2020, 42 milhões de idosos não poderão cuidar de si mesmos e 29 milhões superarão os 80 anos. Um grande desafio para sistemas de previdência social e de saúde ainda muito frágeis.

Para 2050, quando o país espera ter se tornado uma grande potência, contará com 400 milhões de aposentados. Por essa época, terá completado seus ambiciosos planos de reforma militar e econômica; a prioridade será atender a esse grande segmento de população envelhecida. O prazo de “oportunidade estratégica” terá expirado.

A nova era de Xi tem, portanto, pressa. Hoje pode mobilizar a população em busca do sonho chinês; amanhã poderá ser tarde. Dentro de alguns anos, esta nova era pode ter ficado velha demais.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/02/internacional/1519993755_786257.html