Categoria Mundo

porCCDIBC

China lança com sucesso satélite Gaofen-5 de monitoramento ambiental

Pontualmente às 2h28 do dia 9 (horário de Beijing), a China lançou com sucesso o satélite Gaofen-5, um equipamento de imagem hiperespectral, como parte de seu projeto de observação da Terra de alta resolução. O satélite Gaofen-5 foi lançado por um foguete Longa Marcha 4C, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na Província de Shanxi, no norte do país. O satélite será usado para monitoramento ambiental abrangente, exploração de recursos de terrenos e detecção de elementos meteorológicos, entre outras áreas. Ele ajudará a reduzir a dependência da China dos dados de satélites hiperespectrais estrangeiros.

O projetista-chefe da série Gaofen, Tong Xudong, afirmou que o Gaofen-5 é equipado com seis itens de observação avançadas, como câmera hiperespectral infravermelho de onda curta e um detector de gases de efeito estufa.

“É o primeiro satélite hiperespectral de espectro total do mundo para observação abrangente da atmosfera e da Terra. Tem a maior resolução espectral entre os satélites de sensoriamento remoto da China.”

Segundo informações, o satélite é capaz de obter dados espectrais de radiação infravermelha ultravioleta a onda longa, e detectar de forma abrangente os elementos ambientais e meteorológicos, como gases de poluição atmosférica e gases de efeito estufa, entre outros.

O oficial do Ministério de Ecologia e Meio Ambiente, Wang Qiao, disse que o Gaofen-5 consiste em um símbolo importante da capacidade de observação da Terra de alta resolução da China.

“O lançamento deste satélite é de grande importância para o monitoramento dinâmico da poluição atmosférica na China, e também pode desempenhar um papel importante no controle da poluição da água e na supervisão ambiental.”

Segundo informações divulgadas pelo governo, os dados dos satélites do projeto da China têm sido amplamente aplicados em mais de 20 indústrias e 30 províncias (regiões autônomas e municípios), tornando-se um meio indispensável para a execução dos trabalhos dos departamentos relacionados.

Em relação à cooperação internacional, o projeto também se tornou uma importante ligação para intercâmbios e cooperações.

“O projeto promoveu efetivamente a assinatura e implementação de acordos de cooperação e memorandos de entendimento entre a China e a Rússia, China e o Brasil, além China e o Egipto e entre a China e a Índia. No Dia Aeroespacial deste ano, foi divulgado ao mundo o plano de cooperação internacional do satélite Gaofen-5. O país também convidou organizações e instituições internacionais para realizar cooperação internacional com o satélite Gaofen-5”.

Tradução: Cecília Ma

Revisão: Rafael Fontana

Fonte: http://portuguese.cri.cn

porCCDIBC

A origem operária do 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher

Para muitos, o 8 de Março é apenas um dia para dar flores e fazer homenagens às mulheres. Mas diferentemente de diversas outras datas comemorativas, esta não foi criada pelo comércio.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher era celebrado muito tempo antes, desde o início do século 20. E se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente de uma raiz trabalhista.

Foram as mulheres das fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa que começaram uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar seus direitos – as condições de trabalho delas eram ainda piores do que as dos homens à época.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus).

No entanto, há registros anteriores a essa data que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho – na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher”.

Enquanto isso, na Europa também crescia o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

“Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres”, explicou à BBC Brasil a socióloga Eva Blay, uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país.

“A situação da mulher era muito diferente e pior do que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, disse ela, que é coordenadora da USP Mulheres.

A proposta de Zetkin, segundo os registros que se têm hoje, propunha uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo – 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Após a revolução bolchevique, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da “mulher heroica e trabalhadora”.

Oficialização

O chamado “Dia Internacional da Mulher” só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

“Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou Eva Blay.

“Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental.”

No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto “comercial” em muitos lugares.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.

Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomentado pelo governo – mas nem todas as empresas seguem essa prática.

Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.

No Brasil, a data também é “comemorada” com protestos em todas as principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra o aborto e a violência contra a mulher.

“Certamente o 8 de Março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial”, observou Blay.

Segundo ela, mesmo passadas décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de Março, a evolução ainda foi muito pequena.

“Acho que o que evoluiu é que hoje a gente consegue falar sobre os problemas. Antes, se escondia isso. Tudo ficava entre quatro paredes. Antes, esses problemas eram mais aceitos, hoje não.”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43324887

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Ministro das Finanças chinês se reúne com presidente da Argentina

O ministro das Finanças da China, Xiao Jie, se reuniu com o presidente da   Argentina, Mauricio Macri, na capital Buenos Aires. Ele transmitiu as saudações   do presidente chinês, Xi Jinping, e expressou a disposição chinesa de promover a   parceria estratégica abrangente com o país sul americano.

Xiao apontou que os dois presidentes se reuniram por três vezes em dois anos,   refletindo a importância das relações entre os países. Indicou que a China e a   Argentina promovem liberalização e facilitação do comércio e investimento, bem   como têm vários aspectos em comum no conceito de desenvolvimento. Nesse sentido,   as cooperações bilaterais tem sua perspectiva ampliada.

O ministro chinês ressaltou a disposição chinesa de praticar cooperação em   projetos importantes, como em energia nuclear. Xiao Jie afirmou que os dois   países devem reforçar cooperações na área financeira e econômica, trabalhando   para formar um bom ambiente de desenvolvimento conjunto.

A China apoia a Argentina a desempenhar um papel importante como presidente   do G20. Segundo Xiao, manterão diálogo e coordenação íntima com a Argentina para   promover a realização sucedida da Cúpula, em Buenos Aires. O governo chinês   deseja obter mais êxitos em cooperar sob a iniciativa de “Uma Rota e Um   Cinturão”.

O presidente argentino, Mauricio Macri, expressou as boas-vindas à visita de   Xiao Jie. Segundo ele, Argentina está disposta a reforçar a relação cooperativa   com a China, aprofundando as colaborações em finanças, impostos, comércio,   economia e os projetos importantes.

Tradução: Lucas Xu

Revisão: Diego Goulart

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Encerrada a 30ª Cúpula da União Africana

Foi encerrada nesta segunda-feira (29) a 30ª Cúpula da União Africana (UA) na sua sede em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Durante a cúpula, os estados-membros conversaram sobre a corrupção no continente e as medidas para lutar contra essa situação. Foi inaugurado, na ocasião, o único mercado de transporte aéreo. Os participantes da reunião reiteram também a importância de combate junto contra terrorismo.

Na cerimônia de encerramento da Cúpula, o novo presidente rotativo da UA e presidente da Ruanda, Paul Kagame, apontou que as decisões feitas na Cúpula são importantes, e que beneficiam a realização das metas de desenvolvimento da África em curto, médio e longo prazo, promovendo a prosperidade do continente. Kagame indicou que os países africanos devem suportar um ao outro e falar em uma única voz.

O presidente da Comissão da UA, Moussa Faki, sublinhou, por outra vez, a importância da anticorrupção no seu discurso de fechamento, apontando que o assunto deve ser preocupação de todos. De acordo com Faki, a 30ª Cúpula da UA negociou em foco as questões sobre a zona de comércio livre da África, livre migração dos africanos, e livre fluxo de mercadorias.

A 30ª Cúpula da UA durou do dia 22 de janeiro ao dia 29, com o tema “Vencendo a luta contra a corrupção: Um caminho sustentável de transformação para África”.

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CS rejeita proposta de prorrogar investigação sobre ataque de armas químicas da Síria

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou nesta quinta-feira (16) uma reunião para votar dois esboços de resolução propostas pelos Estados Unidos e pela Rússia. Os documentos tem o objetivo de determinar a possibilidade de prorrogar a missão de investigação conjunta sobre o ataque com o uso das armas químicas dentro do território sírio. Contudo, ambas as propostas com um ano de prorrogação foram rejeitadas.

O diferencial dos dois esboços consiste em que o da Rússia criticou a maneira de funcionamento do mecanismo, salientando recolhimento e análise das informações sobre o uso das armas químicas dos atores não estatais. Já a proposta dos EUA pedia para mudar o período de prorrogação de 24 meses para 12 meses.

Tradução: Luana Xing

Revisão: Diego Goulart

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Trump nomeia Jerome Powell como novo presidente da Reserva Federal

O presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou nesta quinta-feira (2) o conselheiro da Reserva Federal, Jerome Powell, de 64 anos, como o novo presidente da entidade. A indicação passará, ainda, por aprovação do Senado.

Na cerimônia de nomeação na Casa Branca, Trump disse que, desde maio de 2012 quando Jerome Powell assumiu o cargo do conselheiro da Reserva Federal, ele provou ser um oficial financeiro que busca consenso na estabilização monetária e na política financeira. Trump acredita que ele tem plena inteligência e liderança para tratar qualquer desafio econômico e contará com o apoio do parlamento. Trump acrescentou que caso for aprovada a nomeação, Jerome Powell envidará todo seu esforço para realizar os objetivos de estabilização do preço e da empregabilidade.

Powell assumirá o cargo em fevereiro de 2018 quando a indicação for aprovada pelo Senado. Nascido em Washington, em fevereiro de 1953, Jerome Powell se licenciou em política pela Universidade Princeton e recebeu seu doutoramento em Direito pela Universidade Georgetown.

Tradução: Xia Ren

Revisão: Diego Goulart

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Arte moderna portuguesa ganha exposição em Beijing

O Museu de Arte Minsheng, em Beijing, inaugurou na quarta-feira (1) a exposição de arte moderna portuguesa “Uma Brisa Sussurra”, (tradução livre do título original em inglês “A Possible Breeze Whispers”). A mostra, organizada pela Associação Internacional de Cultura da China e pela Fundação Oriente de Portugal, reúne obras de cinco artistas portugueses que mostram a relação entre as pessoas e a natureza. A assistente do secretário-geral da Associação, Shi Jiandong, e a representante dos artistas portugueses, Anabela Reigadas, discursaram na abertura da exposição.

Segundo Shi Jiandong, em setembro deste ano, uma parte dos artistas da exposição foi convidada a participar da 2ª Exposição Cultural Internacional de Dunhuang, que foi acolhida pelo público e chamou a atenção da mídia local. Para ela, a exposição em Beijing também será um sucesso.

A Associação e a Fundação têm quase duas décadas de cooperação. Segundo os organizadores da mostra, o intercâmbio cultural é a melhor maneira para fortalecer a compreensão e o entendimento mútuo entre os povos de dois países. A exposição estará aberta até o dia 15 de novembro.

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Jornalista portuguesa diz que a abertura da China traz oportunidades a Portugal

A repórter da emissora portuguesa IRIS FM Marta Carvallhal afirmou à Rádio Internacional da China (CRI, sigla em inglês) que o alto grau de abertura da China cria oportunidades para o desenvolvimento da parceria entre China e Portugal.

Marta Carvalhal afirmou que a iniciativa “Cinturão e Rota”, do governo chinês, está sendo bem implementada e reforça as relações com os outros países através das transações comerciais. Os laços entre Portugal e China estão mais fortes, disse Carvalhal. A repórter afirmou que com a evolução da parceria, aumenta o investimento mútuo, “Não se limita à China investir em Portugal, mas também os portugueses a investirem na China, e levarem produtos portugueses para a China. Os nossos produtos característicos e tradicionais também podem ter um lugar de destaque na China porque os chineses estão muito abertos aos produtos que vêm do estrangeiro.”

Marta Carvalhal, que participou da atividade de entrevista “China em Tempo Real”, em agosto deste ano, disse estar impressionada com o rápido desenvolvimento socioeconômico da China. “A China, tecnologicamente, está muito mais avançada. A informática e os equipamentos eletrônicos estão muito mais acessíveis a qualquer pessoa. A China tem evoluído notavelmente desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder,” disse Carvalhal.

Tradução: Florbela Guo

Edição: Rafael Fontana

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Rússia e China ameaçam liderança dos EUA no espaço

Vice-presidente norte-americano, Mike Pence, acredita que a Rússia e China são ameaça à liderança dos EUA na exploração espacial.

“Os Estados Unidos pagam para Rússia mais de

76 milhões de dólares (cerca de 228 milhões de reais) pelo transporte de cada astronauta norte-americano para Estação Espacial Internacional, porque não temos veículo capaz de realizar esta função. As forças especiais dizem que a Rússia e a China estão elaborando um grande leque de tecnologias antissatélite que representam ameaça à efetividade do nosso exército. São apenas dois exemplos do abandono da liderança dos EUA no espaço”, escreve Mike Pence em artigo para Wall Street Jornal.

O artigo coincide com a primeira reunião do Conselho Espacial norte-americano, cujo presidente será Mike Pence e tem o título Os EUA vão voltar à Lua e vai se mover para frente.

Inauguração dos exercícios táticos conjuntos das forças especiais da Guarda Nacional russa e da Polícia Armada Popular chinesa “Cooperação-2016”

Mídia: Rússia e China matam Nova Ordem Mundial dos EUA

Em seu artigo, o vice-presidente pede ações que impossibilitariam o atraso de Washington em comparação com os concorrentes nas elaborações espaciais. Para realizar tal tarefa, o Conselho deverá restaurar trabalhos que foram suspendidos por 25 anos. Pence conta que o órgão vá ajudar a política dos EUA a atingir mais harmonia e coerência na esfera espacial.

Pence também falou sobre o programa dos EUA na exploração do espaço. Ele prevê o lançamento de astronautas para fora da órbita terrestre, primeiramente para a Lua, e depois para Marte, tal como a organização de voos comerciais para a órbita terrestre. Além disso, planeja-se aperfeiçoar as tecnologias de defesa para enfrentar ciberataques.