No dia 19 de maio de 2026, realizou-se em São Paulo um evento de grande repercussão voltado para a autonomia tecnológica do Sul Global e a integração digital sino-brasileira: a Conferência de Promoção Overseas das Empresas de Inteligência Artificial de Xuhui (Xangai).

Como plataforma de ponte que há mais de duas décadas atua na relação comercial entre China e Brasil, Fabio Hu, presidente da CCDIBC, foi convidado a participar do encontro, ao lado de mais de 150 representantes dos setores político, empresarial e acadêmico dos dois países, testemunhando este momento histórico.

🌍 Do BRICS ao Sul Global: um diálogo de IA com profundidade estratégica
Enquanto os gigantes do Vale do Silício ainda dominam a narrativa global sobre inteligência artificial, China e Brasil começam a escrever, juntos, um roteiro tecnológico alternativo.
Com o tema “Energia do BRICS, IA sem Fronteiras”, o evento foi organizado pelo Governo Popular do Distrito de Xuhui (Xangai) e contou com a presença ilustre de Fabio Hu, presidente da CCDIBC, como convidado especial. A conferência foi apresentada por Sun Lidong, e contou com discursos do deputado estadual paulista Paulo Fiorilo, do adido comercial do Consulado da China em São Paulo, Bai Chunhui, e do prefeito de Xuhui, Wang Hua, que juntos delinearam os rumos da cooperação sino-brasileira em IA.
Diferentemente de uma simples rodada de atração de investimentos, o eixo central da missão a São Paulo não foi “vender produtos”, mas sim “construir capacidades conjuntas”. Durante o evento, Jeff Xiong, secretário-geral do Fórum Acadêmico do Sul Global, fez uma declaração contundente: “Esperamos ajudar os países do Sul Global a construir suas próprias capacidades — capacidades tecnológicas, industriais e de formação de talentos.” Essa visão atravessou toda a conferência, marcando a transição da cooperação sino-brasileira em IA de um modelo unidirecional de transferência de tecnologia para uma construção bilateral de capacidades, injetando novas variáveis na governança tecnológica do Sul Global.
Em um momento em que uma ordem mundial multipolar está se consolidando, a China escolheu um caminho diferente do seguido pelo Vale do Silício: capacitar o Brasil e toda a América Latina a desenvolverem suas próprias capacidades em IA por meio de tecnologia aberta, cooperação industrial e formação de talentos. Como observou Jeff Xiong: “Os Estados Unidos não têm esse interesse.” As empresas chinesas de IA estão, assim, preenchendo, de forma mais inclusiva, o vazio digital dos países do Sul Global.

📊 Dados concretos: por que Xuhui representa a “exportação” da IA chinesa?
Como um dos grandes protagonistas do evento, o Distrito de Xuhui apresentou números que chamaram a atenção dos empresários brasileiros:
- Motor econômico: PIB de 2025 atingiu 415,308 bilhões de renminbi, classificando-se em primeiro lugar entre os distritos da região central de Xangai pelo segundo ano consecutivo.
- Aglomeração industrial: Abriga mais de 1.700 empresas de IA e mais de 100 mil profissionais qualificados. São 83 modelos de larga escala registrados, cerca de 60% do total municipal. O valor da produção do setor central de IA ultrapassou a marca de 100 bilhões de renminbi.
- Ambição para o futuro: Até 2030, a produção do setor central de IA no distrito deverá superar os 200 bilhões de renminbi, consolidando-se como um polo de “dois trilhões”.
O prefeito Wang Hua declarou em seu discurso: “Xuhui está empenhado em se tornar um polo nacional de inteligência artificial, ampliando a abertura de alto nível e praticando a cooperação Sul-Sul. Esperamos que este evento sirva de ponte para conectar os recursos científicos e tecnológicos da China e do Brasil, promovendo uma cooperação profunda em múltiplas áreas.”
Já o adido comercial Bai Chunhui adotou uma perspectiva mais ampla: a inteligência artificial está reconfigurando a economia global e o panorama industrial. China e Brasil mantêm um forte impulso de cooperação em inovação tecnológica, manufatura inteligente e outras áreas, e o Brasil representa um mercado de enorme potencial para as empresas chinesas de IA.

🤝 Três grandes acordos: construção de um ecossistema de serviços “chave na mão” para a internacionalização
Se os discursos transmitiram a visão da cooperação, a cerimônia de assinatura materializou as “soluções”. Durante o evento, foram assinados e lançados diversos acordos práticos, marcando a transição da cooperação sino-brasileira em IA de “avanços isolados” para uma “sinergia ecossistêmica” :
🔹 Acordo 1: Rede de Serviços do Centro China-BRICS de Cooperação e Desenvolvimento de IA no Brasil (Base de Serviços Overseas de Xuhui)
Este foi o principal resultado do evento. O Centro China-BRICS de IA firmou acordos de cooperação com as secretarias de Educação, Recursos Humanos e Segurança de Mercado de Xuhui para a construção conjunta de uma base de serviços overseas. Ao mesmo tempo, instituições como Xuhui Capital, Futeng Capital, Yonyou Brasil, Itaú BBA, Santander, IEST e Demarest Advogados passaram formalmente a integrar a lista de membros inaugurais da Rede de Serviços no Brasil.
Isso significa que as empresas chinesas de IA que desejam entrar no mercado brasileiro contarão com um sistema completo de serviços “chave na mão” , que cobre desde o matching de investimentos e financiamento até a conformidade regulatória e a expansão de mercado, reduzindo drasticamente as barreiras e os riscos da internacionalização.
🔹 Acordo 2: Kwai é credenciado e fortalecido como “ponte” para a localização
Como o primeiro centro de transferência de resultados do Centro China-BRICS de IA no exterior, o Kwai recebeu um credenciamento oficial durante o evento. A presença do Kwai no Brasil é um caso clássico de localização bem-sucedida de uma empresa chinesa: o Kwai ultrapassa 65 milhões de usuários ativos mensais no Brasil, com média diária de uso de 75 minutos, e conta com mais de 350 funcionários locais. Com essa plataforma consolidada, as empresas chinesas de IA terão suporte local “plug and play”.
🔹 Acordo 3: Cooperação financeira e industrial China-Brasil em plena expansão
Além das instituições mencionadas, diversos outros acordos de cooperação estratégica foram assinados no local, reunindo recursos de governos, empresas, universidades, institutos de pesquisa, investidores e prestadores de serviços especializados. Formou-se assim um sistema de suporte de cadeia completa que cobre investimentos, financiamento, conformidade e expansão de mercado, injetando novo dinamismo no aprofundamento da parceria estratégica abrangente sino-brasileira e na inovação cooperativa entre os países do BRICS.

💡 Demonstração empresarial: a “legião” da IA de Xuhui impressiona o Brasil
Nas sessões de pitch e nos painéis de debate, empresas de inovação da China e do Brasil apresentaram suas mais recentes tecnologias:
🇨🇳 Forças chinesas (do Distrito de Xuhui, Xangai)
- StepFun: Focada em IA de propósito geral, desenvolve modelos fundamentais para a era dos agentes inteligentes, com capacidades multimodais líderes do setor.
- Jiliu Technology: Especializada em sistemas de supercomputação inteligente, é referência nacional em clusters de dez mil placas. O custo de seu hardware proprietário é mais de 50% inferior ao de produtos importados, oferecendo uma “solução chinesa” de alta relação custo-benefício para a expansão da capacidade computacional brasileira.
- Gausium: Lícer em robôs aspiradores comerciais, com produtos exportados para diversos países.
- Wenzhun Intelligent, CNBM Digital Intelligence Institute: Com vasta experiência em manufatura inteligente e digitalização industrial.
🇧🇷 Representantes brasileiros
- V.Tal: Empresa líder em infraestrutura digital no Brasil, apresentou sua rede de datacenters e infraestrutura de conectividade local.
- Max AI Brasil: Principal empresa brasileira de IA, especializada no desenvolvimento local de aplicações de inteligência artificial.
Nos painéis de debate, representantes das empresas dos dois países trocaram ideias sobre inovação tecnológica, aplicações industriais e as perspectivas da cooperação em IA entre os países do BRICS, resultando em diversas intenções preliminares de colaboração. Ao final do evento, foi oferecido um coquetel de negócios, proporcionando uma plataforma descontraída e eficiente para o diálogo presencial entre autoridades e empresários.

💎 Voz da Câmara: a “ponte de ouro” entre China e Brasil
Como plataforma ponte de longa data e participante de destaque neste evento, Fabio Hu, presidente da Câmara de Comércio e Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), afirmou:
“O mecanismo BRICS oferece um palco amplo para a cooperação tecnológica entre a China e o Brasil. A CCDIBC atua como ponte econômica e comercial há mais de duas décadas e é, acima de tudo, um lar para as empresas chinesas que desembarcam na América do Sul. Com o apoio da nova base de serviços overseas, forneceremos o mais forte suporte para a operação e o desenvolvimento localizado das empresas chinesas de IA no Brasil.”
De fato, a CCDIBC tem se dedicado durante anos a aprofundar a cooperação prática entre os dois países nas áreas de economia, comércio, investimento e tecnologia, contando com mais de duas mil empresas associadas ativas. O convite para participar deste evento não apenas reforça a posição central da Câmara no ecossistema econômico e comercial sino-brasileiro, mas também sinaliza sua evolução — de um prestador de serviços comerciais tradicionais para uma plataforma abrangente que apoia a conformidade regulatória, a operação legal e a localização completa das empresas de IA que se internacionalizam.

🚀 Perspectivas: uma nova era da IA no Sul Global está começando
O evento coincidiu ainda com o segundo aniversário do Centro China-BRICS de Cooperação e Desenvolvimento de IA. O lançamento da Rede de Serviços no Brasil neste momento específico carrega um significado estratégico inegável: os países do BRICS estão, coletivamente, explorando um caminho para o desenvolvimento da IA diferente daquele dominado pelo Vale do Silício.
O sucesso desta conferência de promoção não apenas representa um marco na abertura de alto nível do Distrito de Xuhui, mas também um novo ponto de partida para a elevação da capacidade de serviços da CCDIBC. No futuro, a Câmara continuará a integrar recursos e ajudar as empresas chinesas a passarem de “dar os primeiros passos no exterior” para verdadeiramente “enraizar-se globalmente”. No âmbito do BRICS, a CCDIBC caminhará lado a lado com seus parceiros brasileiros para compartilhar os novos dividendos da economia digital.

🤝 A CCDIBC fornecerá consultoria de conformidade abrangente e orientação estratégica para as empresas dos dois países.
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