A suspensão das exportações de fertilizantes por China e Rússia amplia a pressão sobre o agronegócio brasileiro, que já enfrenta custos mais altos, entraves logísticos e atraso nas compras, em um cenário que eleva o risco de desabastecimento e aperta a conta do produtor.
A escalada da guerra no Oriente Médio e a restrição nas exportações de fertilizantes por grandes produtores internacionais aumentaram a preocupação no agronegócio brasileiro com o abastecimento do insumo. Ao mesmo tempo, o produtor enfrenta alta de custos, entraves logísticos e queda nos preços internos de grãos, o que tem levado ao adiamento das compras.
⚠️ Avaliação de mercado: O mercado brasileiro de fertilizantes entrou em um momento de forte incerteza. Além da guerra, o fechamento do estreito de Ormuz e a decisão de China e Rússia de priorizarem o próprio abastecimento pressionaram ainda mais o setor.
📉 Dependência externa e restrição de oferta
O Brasil compra fertilizantes e matérias-primas de vários países relevantes nesse mercado, entre eles Irã, Omã, Canadá, Rússia e China. Parte desses produtos é misturada no país, mas a produção nacional ainda é apontada como dependente do mercado internacional.
- Com a guerra no Oriente Médio, fornecedores da região deixaram de embarcar fertilizantes ao Brasil por causa do fechamento do estreito de Ormuz.
- A alternativa vista por analistas era ampliar as compras da China, mas esse caminho ficou mais difícil depois da suspensão das exportações chinesas.
- A Rússia também restringiu as exportações, em meio a um período considerado decisivo de plantio nesses países.
🔺 Consequência: Dois dos grandes produtores mundiais reduziram a oferta externa, o que elevou os preços dos fertilizantes.
⚖️ Relação de troca piora e produtor adia compras
Apesar da pressão no mercado, o produtor brasileiro ainda não precisa comprar fertilizantes imediatamente, porque a safra principal ocorre no segundo semestre. Essa possibilidade de esperar é tratada como uma vantagem momentânea, mas não resolve o problema de custo.
Segundo a análise apresentada, o produtor tem evitado travar esse gasto porque a relação de troca ficou mais desfavorável. No campo, a compra de insumos costuma ser feita com base em sacas de soja ou milho, que funcionam como referência de valor para várias negociações.
📊 Dados comparativos:
| Produto | Ano Passado | Atual | Variação |
|---|---|---|---|
| Soja | 24 sacas/ton fertilizante | 26 sacas/ton fertilizante | +2 sacas |
| Milho | 43 sacas/ton fertilizante | 61 sacas/ton fertilizante | +18 sacas |
📌 A análise destaca que o milho exige mais fertilizante, o que amplia a pressão sobre o custo. Diante desse cenário, o produtor não está vendendo nem travando esse gasto, e a decisão está sendo empurrada para frente.
🚚 Logística pressiona preços no Brasil
Além da alta dos insumos, o produtor enfrenta queda nos preços internos de soja e milho no Brasil. A explicação apresentada é que há hoje um gargalo logístico que reduz o valor pago ao produtor, mesmo com referências externas sustentadas.
- O preço de Chicago e o dólar seguem como base de formação, mas o frete e os custos logísticos passaram a retirar competitividade.
- O diesel mais caro, a alta do frete e a situação dos portos, em meio à incerteza provocada pelo estreito de Ormuz, têm pesado sobre o mercado interno.
Foi explicado que, em certas épocas do ano, o exportador costuma oferecer um prêmio para estimular a venda da soja. Neste momento, porém, o que existe é um deságio nesse prêmio, ou seja, um desconto motivado pela logística.
🔻 Consequência direta: Esse deságio faz com que o preço da soja no Brasil fique abaixo da referência internacional. Assim, enquanto os fertilizantes sobem, o valor recebido pelo produtor pelos grãos cai no mercado interno.
⚠️ Risco de desabastecimento preocupa indústria
O adiamento das compras cria outro problema para os próximos meses. Quando o produtor decidir comprar, o fertilizante precisará chegar ao país em um período possivelmente mais concentrado de demanda, o que pode gerar nova sobrecarga logística.
- A indústria já considera a possibilidade de desabastecimento.
- Também foi citado que existem alternativas para buscar produto em outras fontes e que a produção nacional está crescendo, embora ainda represente pouco.
⏸️ Situação atual: O mercado, segundo a análise apresentada, está travado tanto para o produtor quanto para a indústria. O quadro é de espera, sem definição clara sobre preços, oferta e logística.
🌍 Efeito também atinge outros mercados
Nos Estados Unidos, a situação também é apontada como preocupante, mas por uma razão diferente. Lá, este é o período de plantio, o que torna a necessidade de fertilizantes mais imediata.
- Foi informado que mais de 60 entidades de produtores norte-americanos pedem ao governo isenção de tarifas sobre fertilizantes vindos do Marrocos.
- A medida é tratada como uma tentativa de contornar os problemas logísticos e de oferta.
Também foi citado que esse cenário se soma às tarifas adotadas anteriormente pelo governo Trump. A combinação de guerra, restrição comercial e dificuldades logísticas foi descrita como um ambiente de absoluta imprevisibilidade.
⚗️ Gás natural entra no centro da preocupação
Na análise apresentada, Omã foi citado não apenas como participante dessa cadeia, mas também como produtor de gás natural. O insumo é apontado como essencial para a produção de fertilizantes, especialmente os nitrogenados.
- A ureia foi mencionada como exemplo desse tipo de produto, com referência ao Irã.
- Também foi explicado que o gás natural passa por liquefação para transporte e, ao chegar ao Brasil, é utilizado na transformação em fertilizantes.
🤝 Possível solução: Ao final, foi mencionada a possibilidade de cooperação entre Brasil e Bolívia para ampliar o fornecimento de gás natural ao país. A avaliação, porém, é que a principal dúvida está no tempo necessário para que essa alternativa se viabilize de fato.
📌 Conclusão
Nesse cenário, a preocupação central permanece sobre o abastecimento de fertilizantes, a alta dos custos e o impacto da logística sobre a renda do produtor. A avaliação apresentada é que o setor segue à espera de uma definição mais clara sobre oferta, preços e capacidade de entrega.
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fonte: clickpetroleoegas.com.br

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