27/02/2026

🇧🇷 Parceria bilionária: SC importa R$ 60 bi da China e se torna o 2º maior comprador do país

Com sete portos ativos e incentivos fiscais, estado responde por 22% das importações da China no Brasil; volume só é superado por São Paulo

Santa Catarina foi responsável por 22% de todas as importações brasileiras de produtos vindos da China em 2023. As operações fizeram com que o estado movimentasse US$ 11,7 bilhões — cerca de R$ 60 bilhões na cotação atual — e consolidaram o território catarinense como o segundo maior importador brasileiro do país asiático.

Os dados são do Mapa Bilateral de Comércio e Investimento de 2023 e são os mais recentes compilados da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Segundo a pesquisa, apenas São Paulo movimentou mais compras nacionais com a China.


📈 Infraestrutura e atrativos nas importações da China

Entre as justificativas para o grande volume estão o crescimento médio de 10,2% ao ano das compras vindas da China para o Brasil e destaques atribuídos a Santa Catarina.

A infraestrutura, com sete portos ativos e malha rodoviária integrada, somada ao parque industrial com alta demanda por insumos de tecnologia, auxilia na relevância dos dados.


📦 Principais itens importados

Os itens de maior desembarque no estado incluem:

  • Válvulas, tubos termoiônicos, diodos e transistores (10,2%);
  • Equipamentos de telecomunicações, peças e acessórios (6%);
  • Compostos químicos (4,8%);
  • Insumos agrícolas, máquinas e equipamentos de conexão de circuitos elétricos;
  • Veículos automotores de passageiros e produtos de ferro ou aço.

💰 Diferencial competitivo e o impacto das importações da China

Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação da Axton Global, entende que o diferencial competitivo de Santa Catarina passa principalmente pelas condições de desoneração tributária.

“Algumas empresas têm impostos reduzidos para 3% a 1%, dependendo do ramo. No geral, o desembaraço aduaneiro é isento de ICMS, permitindo que o pagamento ocorra apenas no momento da venda, o que preserva o caixa da empresa”, afirmou.

Moro destaca que as condições são tão impactantes que empresários de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, preferem operar por aqui.

“A cidade de Itajaí, por exemplo, tornou-se um hub de tradings e agentes que oferecem custos operacionais mais baixos do que os portos paulistas”, concluiu.


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