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Alckmin recebe comitiva chinesa em agenda organizada pela CCDIBC

Missão da área de saúde quer expandir o uso da medicina tradicional chinesal. Na agenda a CCDIBC apresentou o projeto de construção de um complexo de saúde chinês em São Paulo

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin recebeu hoje (30) uma missão liderada pelo vice-ministro Wang Guoqiang, da Comissão Nacional de Planejamento de Saúde Familiar, administração Central do governo da China.

A agenda foi organizada pela Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), liderada pelo presidente Fabio Hu, com a participação do diretor Roberto Liao (Relações Internacionais), de Felipe Zhuo, Secretário Geral e de Daniel Castro, diretor de Comunicação.

Parceria Brasil China em Saúde

O vice-ministro Guoqiang agradeceu a recepção do governador e fez uma breve explanação sobre a iniciativa do governo da China em promover a Medicina Tradicional Chinesa no mundo. Inclusive, ele citou que já ocorreram reuniões com a presença dos ministros da saúde dos países que compõe os BRICS, para que as parcerias sejam feitas. Ressaltou que a visita ao Brasil, em São Paulo, busca estreitar esse contato e tentar fechar parcerias.

O governador, que é médico, lembrou que estudou acupuntura durante três anos e que acha fundamental esta parceria e apoia esta iniciativa.

Por parte do governador também estive na reunião a sra. Ana Paula Fava, assessora especial da área internacional, que articulou a reunião junto com a CCDIBC.

Hospital Chinês

Liderado pela CCDIBC, o governador e o secretário de Saúde, David Uip, conheceram o projeto básico de construção de um hospital chinês no estado, antigo sonho da comunidade chinesa em São Paulo, a maior do Brasil, com cerca de 300 mil pessoas.

O governador e o secretário apoiaram a ideia e se colocaram a disposição para dar as condições necessárias para o projeto avançar.

Em linhas gerais o projeto prevê um complexo que reunirá Hospital, shopping, área de medicina chinesa e ocidental, com 250 leitos, 50 de UTI e 7 centros cirúrgicos, com espaços para praticas orientais, entre outros.

E pretende revitalizar uma área degradada no centro ou em outro espaço indicado pelo governo.

Para o presidente da CCDIBC, Fabio Hu o projeto “nasce como um grande sonho que pode virar realidade. E conta com o apoio da comunidade chinesa, de médicos chineses e da associação de acupuntura”, destacou.

Reunião

O encontro contou com a participação da Cônsul-geral em São Paulo, sra. Chen Peijie. E da sra. Hui Qing, presidente da Associação de Acupuntura do Brasil.

A delegação chinesa é composta:

Yu Jingjin, Director General, Disease Control Bureau, National Health and Family Planning Commission of the People‘s Republic of China; Wang Xiaopin, Director General, International Cooperation Department, State Administration of Traditional Chinese Medicine; Nie Jiangang, Deputy Director General , International Cooperation Department, National Health and Family Planning Commission of the People‘s Republic of China; Lu Ming, Director, European an American Office,International Cooperation Department, National Health and Family Planning Commission of the People‘s Republic of China; e Ren Hengqin, Secretary, General  Office, National Health and Family Planning Commission.

Após reunião, o grupo fez troca de presentes com as autoridades e uma sessão de fotos oficiais com o governador e conheceu o Palácio dos Bandeirantes, seu acervo histórico de arte.

Medicina chinesa em alta

Desde a chegada dos chineses em São Paulo muita coisas evoluíram e a China, hoje, é um dos países que mais crescem no mundo. Mas boa parte deste avanço ainda está vinculada à indústria de setores como energia, construção e agronegócio. Uma parte importante desta nova indústria chinesa é a área de Medicina Tradicional Chinesa (MCT).

 

Com abundantes fontes de material de ervas terapêuticas chinesas (12.807 tipos) e mais de 100.000 fórmulas patenteadas, há grande espaço de desenvolvimento para novas drogas ou produtos de cuidado com a saúde, com potencial aumento de mercado. As drogas naturais representadas pelos produtos médicos chineses têm começado a se tornar popular no mundo.

 

O volume de negócios anuais ultrapassa 80 bilhões de dólares. A estimativa é que o mercado dobre nos próximos anos. É também uma nova tendência a substituir drogas químicas por drogas naturais, e isto também será um importante valor da MTC no desenvolvimento moderno.

 

Alckmin recebe comitiva chinesa em agenda organizada pela CCDIBC

 

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Uma nova China, uma nova Câmara

 

 

Fabio Hu
Empresário, Presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Brasil-China

O Brasil tem uma relação com a China que muitos brasileiros desconhecem. Muitos pensam ainda no Brasil que a China não é um bom parceiro e que o Brasil compra produtos de baixa qualidade e vende soja e minério de ferro.

Muito deste pensamento decorre de uma realidade nacional, que não tem nada a ver com a China, ou com qualquer país que tenha negócios com o Brasil.

O Brasil vende seus produtos e os países compram. É uma máxima comercial milenar.

Poucos brasileiros sabem que as relações Brasil-China são boas para ambos. Vamos imaginar quem no mundo poderia absorver as vendas do Brasil em minério de soja, por exemplo? Quantos empregos geram esta cadeia produtiva? O que elas representam para a balança de pagamento?

A China é a maior compradora e investidora do Brasil, na atualidade. E já atua no Brasil com várias de suas empresas, em vários setores, gerando emprego aqui e mais renda para o país. E não se limita a soja e minério. Há muitas parcerias tecnológicas.

Por isso um desafio prioritário é aproximar mais ainda os brasileiros e chineses. E para esta tarefa é necessária uma nova postura no relacionamento entre os dois países.

Dessa forma, a Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), da qual sou o presidente, e que atua desde 2002, com vários serviços prestados para o desenvolvimento dos negócios, entra numa nova fase e planejamento.

Nosso objetivo é criar um grupo forte de empresas dos dois países, com foco claro em projetos. Em auxiliar nas tratativas para novos negócios.

Nossa nova missão:

Promover uma Nova Rota Brasil-China com foco na inovação e na tecnologia para o desenvolvimento mútuo, geração de emprego e renda. E na aproximação das culturas e de seus povos. Buscar intercâmbios com base em projetos e resultados concretos. Nas esferas públicas e privadas. Ser uma nova Estrada, dentro de um novo Cinturão que engloba uma nova estrutura de progresso, crescimento e desenvolvimento”.

Nossa visão:

O Brasil e a China são parceiros estratégicos e possuem complementariedades nas suas relações comerciais e culturais. Podem e devem aumentar essa aproximação para o bem de seus povos”.

Nossos valores:

Criar um ambiente de negócios que tenha como premissas a sustentabilidade, a atenção para o meio ambiente, a troca de experiências, a parceria mútua, a geração de resultados práticos, a consolidação de uma nova forma de desenvolvimento, com bons resultados para ambos, dentro de um contexto de inovação e empreendedorismo, com planejamento e metas.”

Com esta nova Missão, novos Valores e Visão, a CCDIBC inaugura esta nova fase, pois tem claro que a conjunta favorece um novo patamar para as relações Brasil-China.

Nosso objetivo é envolver estes parceiros e dar a estrutura necessária para que esse patamar seja alcançado.

Então convido a todos os empresários, as autoridades dos dois países para participar desta nova era e rota dos negócios.

Viva o Brasil! Viva a China!

 

 

Empresário, Presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China

Empresário, Presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China