Arquivo mensal março 2018

porCCDIBC

CCDIBC lança nova plataforma de associação e acesso à China

Associados terão tratamento diferenciado e ações serão focadas na geração de resultados

A China tornou-se um dos mais importantes players mundiais. E a cada ano essa importância aumenta MAIS. Essa nova demanda também impacta no trabalho da CCDIBC.

A partir de abril, a CCDIBC, que reúne cerca de dois mil associados na China, passará a atender, de forma preferencial, seus associados no Brasil.

Aqui no Brasil, a CCDIBC tem parcerias com autoridades das três esferas de poder, além de amplos contatos com associações e empresas dos mais variados setores.

Promovendo missões, eventos, reuniões, acordos de cooperação e muitos negócios.

Para ter acesso a esta estrutura, a CCDIBC oferece a seus associados um apoio estratégico para realizar seu negócio ou satisfazer seu objetivo de parcerias com a China.

“Em função da grande procura, a Câmara precisa focar em seus associados ou em quem deseja se associar”, explica Hu, que preside a CCDIBC.

 

NOVA POLITICA DE SÓCIOS  

A partir de abril, a CCDIBC aceitará novos associados no Brasil. Para se associar as empresas precisam conhecer os serviços oferecidos e fazer inscrição de filiação. A taxa anual semestral é de R$ 500,00. E a anual de R$ 700,00.

Para quem não for associado e deseja apenas uma primeira reunião, a CCDIBC cobrará R$ 200,00 (até uma hora de encontro).

“A grande demanda da China por novos negócios exige um novo formato de trabalho. Precisamos focar nas empresas que querem, de fato, fazer negócios, que possuem projetos ou que queiram novas parcerias para seus negócios”, conclui Hu.

A secretaria da CCDIBC está à disposição para esclarecer dúvidas.

Para representação ou abertura de escritório os interessados devem entrar em contato com a CCDIBC

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China investirá US$ 330 mi na produção de energia solar em Chapada e deve gerar 300 empregos

Mais um empreendimento chinês demonstrou pretensões de investimentos em Mato Grosso. Na terça-feira (30) a CED Prometheus assinou o protocolo de intenções para a instalação de uma usina de energia de solar avaliada em US$ 330 milhões, na região de Chapada dos Guimarães (64 km de Cuiabá). Com capital 100% privado e participação da empresa da China, a obra deve gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos somente no período de construção, de acordo com as previsões iniciais.

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o documento também leva a chancela do governador Pedro Taques (PSDB), da prefeita do município, Thelma de Oliveira, e de empresários que farão parte do projeto. “Escolheram Chapada, porque a incidência solar lá é muito boa. Com isto mostraremos o nosso compromisso e do Governo do Estado em investir no turismo, mas também preocupado com o desenvolvimento sustentável”, disse a gestora.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento, aquisição, engenharia e construção do centro de produção de energia fotovoltaica de 300MWp na região do Manso, a 129 quilômetros da Capital. A eletricidade produzida ali atenderá as indústrias do Estado reduzindo os custos com o produto. “Temos a certeza que vamos ser beneficiados e as indústrias poderão fazer o aluguel dessas unidades solares”, disse o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Jandir Milan.

O governador Pedro Taques durante assinatura do protocolo de interesse. 

O presidente da empresa FAAD, Fernando Augusto Filho, explica que a principal vantagem é ter uma energia 25 a 30% mais barata, o que tornará o cenário mais competitivo, criando novos empregos e estimulando a circulação de mercadorias no Estado. Ele também lembra do recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS) que será pago por todos os setores envolvidos na obra . “Vem para dentro do governo do estado e do município uma boa quantia”, conclui.

A Sedec informou ainda que o empreendimento seguirá os mesmos moldes do condomínio fotovoltaico que está sendo desenvolvido em Palmira, em Paraná, onde mais de 150.000 m² em painéis solares atenderão exclusivamente as indústrias da região. “O investimento em energia fotovoltaica nos chamou a atenção, justamente, pela questão ambiental e pela deficiência energética que o país pode ter no caso do crescimento”, ressaltou o prefeito de Palmeira, Edir Havrechaki.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, é fundamental ter um Estado que tenha autossuficiência energética e garantir isto as gerações futuras. “Quando temos uma matriz de energia diversificada oferecemos mais garantia aos investidores. A Fiemt vai fazer uma reunião apresentando aos empresários este projeto. Então, tudo isto barateia o custo para Mato Grosso, gera mais empregos e atrai investidores dando condições para que eles se instalem no Estado”.

Série de investimentos

Nos últimos meses, empresários do país oriental apresentaram interesse em investir em diversos segmentos em Mato Grosso. É o caso da Zhuhai Yuren Agricultural Aviation, que, recentemente visitou 10 municípios do Estado em busca do melhor local para instalação de uma fábrica de drones agrícolas avaliada U$ 22 milhões. Os produtos devem custar R$ 19 mil.

Além dela, há ainda a Corona Energy Technology, que  pode instalar uma fábrica de placas solares no Estado e a COFCO International, maior indúsitria do setor alimentício chinês, que também assinou um protocolo de intenções para ampliar seus investimentos por aqui.

Em novembro de 2017 a Câmara de Comércio do Governo Chinês,  China International Eletronic Commerce Center, aprovou a apresentação do Programa de Incentivo a Projetos de Interesse Social (PIPS-MT), para Barra dos Bugres (175 km de Cuiabá). O município pode receber até R$ 90 milhões em recursos que devem resolver os problemas de infraestrutura locais.

A sequência de anúncios destas pretensões decorre, segundo o Governo do Estado, da visita de uma comitiva mato-grossense ao país no último ano. A missão de negócios foi realizada em 2017.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/agro/noticias/exibir.asp?id=25981&noticia=china-investira-us-330-mi-na-producao-de-energia-solar-em-chapada-e-deve-gerar-300-empregos

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Chineses vão investir R$ 5 bilhões em Mato Grosso

Capital será empregado principalmente em empreendimentos para geração de energia fotovoltaica e biocombustível

Empresas chinesas irão investir cerca de R$ 5 bilhões no setor de energia renovável nos próximos cinco anos em Mato Grosso. O dinheiro será aplicado nas áreas de biocombustível e usinas fotovoltaicas, sendo que dois projetos estão em andamento e um deles está em fase de elaboração. A expectativa do governo do Estado é que mais de dois mil empregos diretos e indiretos sejam gerados por estes empreendimentos.

A empresa Sepco1 Construções do Brasil Ltda, consorciada da empresa estatal Powerchina, se reuniu na quinta-feira (08.03) com o governador Pedro Taques e apresentou o projeto de construção de usinas fotovoltaicas no estado. Atualmente, a empresa, que tem unidade administrativa em Vera (460 km ao norte de Cuiabá), é responsável pela construção da linha de transmissão entre Cláudia e Paranatinga e executa outras obras similares no Brasil.

O diretor executivo adjunto da Sepco1, Shi Shixiao, explicou que a China está em processo de abertura para o capitalismo e existe um posicionamento governamental para investimento em empreendimentos fora do país. O objetivo desta ação é exportar capital para evitar acúmulo e assim, controlar a inflação.

Primeiro, vamos atuar com a solar porque tem menos impacto ao meio ambiente, maior facilidade para instalação e ainda tem a captação favorecida pelo relevo de Mato Grosso

Por meio do incentivo governamental Belt and Road (uma espécie de cinturão viário ou rota), a Sepco 1 pretende investir mais de R$ 1 bilhão em Mato Grosso para a construção da usina fotovoltaica. Dentro desta linha estratégica, em andamento em países da África, os chineses querem desenvolver novas rotas comerciais e promoção econômica.

Conforme o coordenador administrativo da Sepco1, Bernardo Nien, técnicos estão fazendo a captação de informações sobre demanda energética  em Mato Grosso para definir o local de instalação e o sistema de comercialização do produto.  Ele acrescenta que o objetivo principal é o desenvolvimento de energia solar e eólica.

“Primeiro, vamos atuar com a solar porque tem menos impacto ao meio ambiente, maior facilidade para instalação e ainda tem a captação favorecida pelo relevo de Mato Grosso. Porém, estudamos a possibilidade de expandir para a segunda forma de captação”.

A Sepco1 foi uma das 11 empresas que procuraram o governo, após a promoção do Mato Grosso Investment Forum, na China, em novembro do ano passado. O evento teve o objetivo de apresentar o Estado para investidores asiáticos.

Além de atuar com produção de energia solar, eólica e nuclear, a empresa aplica nos setores de construção, logística, investimentos, linhas de crédito e infraestrutura.

 

Celeridade no licenciamento e segurança jurídica

Durante a reunião com a Sepco 1, o governador Pedro Taques apresentou as potencialidades de Mato Grosso e disse que o estado está preparado para receber as empresas internacionais, oferecendo transparência nos processos, de forma a impulsionar os negócios com sustentabilidade. “Investimentos como estes são bem-vindos, porque não apenas vão gerar empregos, conhecimento e tecnologia, mas também reforçar o potencial produtivo e competitivo de Mato Grosso em todo o mundo”, destacou Taques.

A assessora de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Rita Chiletto, explica que o número de empresas chinesas que procuram o Estado em busca de parceria e suporte para investir foi grande após o Mato Grosso Investment Forum. “Tivemos a visita de 11 empresas, sendo que uma delas marcou a visita um mês após o evento na China”.

Conforme Chiletto, muitas já tentaram entrar no mercado brasileiro em outras ocasiões, mas acabaram tendo as iniciativas frustradas pelo excesso de burocracia e falta de expertise em atuar de acordo com as legislações vigentes no país tanto para a abertura de empreendimentos, como participação de processos licitatórios.

A técnica relata que uma das estratégias utilizadas atualmente é se consorciar com empresas brasileiras que estão nas áreas de interesse.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, informou que o tempo para a liberação das licenças ambientais foi reduzido em Mato Grosso após um trabalho de modernização de processo, sem comprometer o cumprimento da legislação.

Baby assegura que hoje, o processo demora 180 dias nos casos mais complexos. Porém, existem demandas que são liberadas em até 90 dias. O período é inferior a média nacional, que gira em torno de 270 dias.

Mais setores

Entre as empresas chinesas que anunciaram investimentos no Estado está a Zhuhai Yuren Agricultural, especialista em drones para a agricultura. Ela pretende instalar uma montadora no município de Sorriso.

Também está na lista a COFCO que manifestou interesse na construção de silos e na ampliação dos negócios. A empresa comprou 4 milhões de toneladas de grãos, orçadas em aproximadamente R$ 15 milhões, e até 2022, a quantidade será ampliada para 7 milhões de toneladas.

No setor de comércio está prevista a construção de uma filial comercial da empresa XCMG, especializada em maquinários para a construção civil.

Fonte: http://midianews.com.br/politica/chineses-vao-investir-r-5-bilhoes-em-mato-grosso/320033

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Lançada pedra fundamental do Porto São Luís

O presidente internacional da China Communications Construction Company (CCCC), Chen Zhong, afirmou que o Porto São Luís será um dos principais portos de produtos a granel do Brasil.

SÃO LUÍS – Em uma cerimônia com a presença do governador Flávio Dino, entre outras autoridades políticas, e do segmento empresarial, foi lançada hoje (16) a Pedra Fundamental do Porto São Luís, marcando o início das obras. O presidente internacional da China Communications Construction Company (CCCC), sócia majoritária do empreendimento, Chen Zhong, destacou o novo modelo de parceria entre os dois países e afirmou que o Porto São Luís será um dos principais portos de produtos a granel do Brasil.

Além do governador e do presidente da CCCC, foram convidados para compôr a mesa de abertura do evento o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, o vice-governador do Maranhão Carlos Brandão, a cônsul da China no Recife, Li Feiyue, o presidente da CCCC para as Américas, Chang Yunbo, os representantes das empresas brasileiras sócias do Porto, Walter Torre Júnior, da WPR, e Paulo Remy, da Lyon Capital, o presidente do Conselho do grupo Herun, Yu Songbo, e o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez.

O presidente Chen Zhong citou os pontos relevantes do projeto, entre eles a geração de quatro mil empregos. “Vamos respeitar as leis locais e trabalhar para preservar o meio ambiente com a sociedade. Que os talentos façam parte desse projeto que é ambicioso e pode ser um grande modelo para o país”.

Com capacidade de movimentação inicial de dez milhões de toneladas ao ano, Chen Zhong ressaltou que o escoamento da produção via Porto São Luís beneficiará sete estados brasileiros, por meio da integração com a Ferrovia Carajás.

O sócio da WPR, Walter Torre, falou da escolha da cidade para a construção do projeto, que além da potencialidade local a motivação está no desenvolvimento do Estado.

“Escolhemos São Luís não apenas pelas suas características naturais e geográficas únicas com vocação natural para a atividade portuária, mas também para trazer um novo patamar de desenvolvimento para o Maranhão, pois além de geração de emprego e capacitação da mão de obra local, estão previstas várias obras de infraestrutura na região limítrofe com o projeto, como saneamento, pavimentação, legalização fundiária, construção de escolas, implantação de posto de saúde entre outros”.

O governador Flávio Dino destacou o incremento da produção e a geração de empregos. “Temos hoje três portos no Maranhão, dois privados e um público, movimentando 200 milhões de toneladas ao ano. O Porto São Luís não divide, não compete, ele soma. Haverá abertura de milhares de oportunidades de trabalho e negócios”, disse. “Todas as leis brasileiras estão sendo rigorosamente seguidas para segurança jurídica e eficiência. Temos certeza que será um grande sucesso”, completou.

Para formalizar o empreendimento, houve a assinatura do contrato de condições particulares de engenharia entre a empresa Concremat e o CEO do Porto São Luís, Lin Le. Também foi assinada a carta mandato para financiamento com a indústria comercial da China (ICBC), entre o vice-presidente da ICBC Brasil, Zhou Yun Peng, e os diretores do Porto São Luís, Paulo Remy e Walter Torre.

O embaixador Li Jinzhang disse que este é um “momento histórico entre China e Brasil”, citando a importância de um porto para o desenvolvimento econômico do Estado. “É um condutor para o crescimento regional e atrairá mais empresas para se instalarem aqui”. O presidente da Fiema, Edilson Baldez, seguiu o mesmo raciocínio do desenvolvimento econômico. “É um projeto muito importante para o Maranhão e para o Brasil”, frisou.

Sobre o porto

O Porto São Luís é um terminal de uso privado, cuja primeira fase da obra está orçada em R$ 800 milhões e deve ser concluída dentro de quatro anos – com a geração estimada de quatro mil empregos diretos.

A capacidade de movimentação do novo terminal é de cerca de dez milhões de toneladas por ano – sendo sete milhões de soja e milho, 1,5 milhão de fertilizantes, 1,5 milhão de carga geral e 1, 8 milhão metros cúbicos de derivados de petróleo.

A obra compreende uma área de 200 hectares onde serão construídos seis berços, sendo quatro na primeira fase de construção e dois na segunda, mais ponte de acesso, acesso rodoferroviário e pera ferroviária.

Sobre os investidores

CCCC- A China Communications Construction Company (CCCC) é a maior empresa de insfraestrutura da China e a quinta maior do mundo. Entre as obras com a assinatura da empresa estão a maior ponte do mundo, que liga Macau e Zhuai, com 55 quilômetros de extensão. A CCCC está listada na Bolsa de Hong Kong

WPR- Empresa paulista de infraestrutura do empresário Walter Torre Júnior

LYON CAPITAL – A Lyon Capital, empresa de private equity independente, que prospecta oportunidades de negócios, especialmente na área de infraestrutura em toda a América Latina, tendo Paulo Remy Gillet Neto, Nilton Bertuchi e Roberto Ferrari, como principais acionistas.

 

Fonte : http://imirante.com/sao-luis/noticias/2018/03/16/lancada-pedra-fundamental-do-porto-sao-luis.shtml

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Investimento em infraestrutura elétrica injeta dinâmica à iniciativa de “Um Cinturão e Uma Rota”

O presidente da corporação da China State Grid, Shu Yinbiao, disse nesta quinta-feira (15) que o investimento em infraestrutura elétrica se tornou uma das áreas mais ativas para a construção de “Um Cinturão e Uma Rota”, e que a cooperação no setor terá uma expectativa ampla. A afirmação foi feita em uma “passagem de entrevista”, durante a primeira sessão do 13º Comitê Nacional da Conferência Consultiva do Povo Chinês (CCPPCh).

Segundo Shu Yinbiao, o investimento global previsto para a energia renovável alcançará US$ 2,6 trilhões, até 2025, mas ainda existe um bilhão de pessoas no mundo sem acesso à eletricidade. Com o desenvolvimento inovador do setor, a China tem vantagens visíveis e forte competitividade internacional nas áreas técnica e administrativa. São pontos que contribuem a favor da transformação energética e da solução da carência de eletricidade no mundo.

Shu Yinbiao lembrou que, até o momento, a State Grid investiu US$ 65 bilhões na operação da principal rede energética de sete países e regiões. O valor de contrato dos projetos no exterior da empresa acumula US$ 40 bilhões, impulsionando a exportação de equipamentos chineses a mais de 80 países e regiões. Ele ressaltou que é mais importante colocar em prática o conceito de “comunidade de destino comum da humanidade” para todos os projetos, persistir na operação com mercantilização, localização e de longo prazo. Dessa forma, o desenvolvimento econômico e a vida da população são beneficiados, assim como o ganho mútuo é concretizado.

Tradução: Virgília Han

Revisão: Diego Goulart

Fonte: http://portuguese.cri.cn/news/china/407/20180315/103400.html

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A origem operária do 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher

Para muitos, o 8 de Março é apenas um dia para dar flores e fazer homenagens às mulheres. Mas diferentemente de diversas outras datas comemorativas, esta não foi criada pelo comércio.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher era celebrado muito tempo antes, desde o início do século 20. E se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente de uma raiz trabalhista.

Foram as mulheres das fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa que começaram uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar seus direitos – as condições de trabalho delas eram ainda piores do que as dos homens à época.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus).

No entanto, há registros anteriores a essa data que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho – na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher”.

Enquanto isso, na Europa também crescia o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

“Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres”, explicou à BBC Brasil a socióloga Eva Blay, uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país.

“A situação da mulher era muito diferente e pior do que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, disse ela, que é coordenadora da USP Mulheres.

A proposta de Zetkin, segundo os registros que se têm hoje, propunha uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo – 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Após a revolução bolchevique, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da “mulher heroica e trabalhadora”.

Oficialização

O chamado “Dia Internacional da Mulher” só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

“Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou Eva Blay.

“Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental.”

No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto “comercial” em muitos lugares.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.

Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomentado pelo governo – mas nem todas as empresas seguem essa prática.

Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.

No Brasil, a data também é “comemorada” com protestos em todas as principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra o aborto e a violência contra a mulher.

“Certamente o 8 de Março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial”, observou Blay.

Segundo ela, mesmo passadas décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de Março, a evolução ainda foi muito pequena.

“Acho que o que evoluiu é que hoje a gente consegue falar sobre os problemas. Antes, se escondia isso. Tudo ficava entre quatro paredes. Antes, esses problemas eram mais aceitos, hoje não.”

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43324887

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É assim que a China quer dominar o mundo

O presidente chinês, Xi Jinping, deseja que Pequim ocupe o vácuo geopolítico deixado pelos EUA. Seus investimentos em diplomacia, armamentos e inteligência artificial são prova disso

“Esconder a força e aguardar o momento.” Deng Xiaoping, o grande protagonista da abertura econômica chinesa, recomendava manter a China em segundo plano no cenário global, enquanto o país lutava para sair da pobreza e deixar para trás o marasmo de 10 anos de Revolução Cultural. Mas essa etapa ficou no passado. Na “nova era” proclamada pelo presidente Xi Jinping, o gigante asiático está decidido a ocupar o papel de protagonista da arena global, que, aos seus olhos, a história lhe deve. Através de Xi, o líder mais poderoso do país em décadas e que continuará no poder além dos 10 anos inicialmente previstos, a nação quer moldar a ordem mundial para se consolidar como referente e criar oportunidades estratégicas para si e suas empresas, além de legitimar seu sistema de governo. E já não hesita em divulgar esses planos.

“Nunca o mundo teve tanto interesse na China, nem precisou tanto dela”, declarava solenemente no mês passado o Jornal do Povo, o mais oficial das publicações oficiais de Pequim. E o atual momento – em que os Estados Unidospresididos por Donald Trump abrem mão de seu papel de líder global, a Europa está presa em suas próprias divisões e o mundo ainda arrasta as consequências da crise financeira de 2008 – apresenta uma “oportunidade histórica” que, segundo o comentário, “abre-nos um enorme espaço estratégico para manter a paz e o desenvolvimento e ganhar vantagem”. A assinatura como “Manifesto” indicava que o texto representava a opinião dos mais altos dirigentes do Partido.

Essa ambição não é nova: a catástrofe que significou o Grande Salto Adiante(1958-1962) foi provocada, no fim das contas, pela vontade de Mão Tsé-Tung de transformar a China numa potência industrial em tempo recorde. A novidade, de fato, é que isso seja agora proclamado – e cada vez mais alto. Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista, em outubro, quando renovou seu mandato por outros cinco anos, Xi anunciou a meta de transformar o país “num líder global em termos de fortaleza nacional e a influência internacional” até 2050. A data não é casual: até lá, a China já terá esgotado seu dividendo demográfico (hoje a estrutura etária de sua mão de obra, ainda relativamente jovem, é benéfica para o crescimento econômico do país).

Aos olhos de Pequim, a China nunca teve esse objetivo tão ao seu alcance. A diferença não é pautada apenas pelas circunstâncias geopolíticas ou por seu auge econômico, mas também por sua situação interna. Nunca, desde os tempos de Mao, um líder chinês havia contado com tanto poder, nem tinha se sentido tão seguro no cargo.

Xi não deixa de acumular postos e títulos, oficiais e extraoficiais. Secretário-geral do Partido, presidente da Comissão Militar Central, chefe de Estado, “núcleo” do Partido e agora lingxiu, o líder, um tratamento que só havia sido concedido a Mão e ao seu sucessor imediato, Hua Guofeng. Universidades do país inteiro abrem centros de estudo dedicados ao seu pensamento; as ruas de qualquer cidade estão cheias de cartazes pedindo que a população aplique suas ideias. De uma forma marcante, não vista em décadas, a lealdade ao Partido, e em consequência a Xi, é a condição essencial para se ter sucesso em qualquer atividade que tenha a ver com o onipotente Estado.

Xi se apresentou como o grande defensor da luta contra as mudanças climáticas, a globalização e os tratados de livre comércio

A consolidação do poder de Xi vai ser coroada na sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês, que será inaugurada na próxima semana no Grande Palácio do Povo de Pequim. Os deputados aprovarão, entre outras coisas, a eliminação do limite temporário de dois mandatos que a Constituição impõe ao presidente, abrindo caminho para que o mandatário continue à frente do país por tempo indefinido.

A China multiplicou sua expansão internacional já durante o primeiro mandato de Xi. Seu Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura completará três anos concedendo empréstimos equivalentes a mais de 13,4 bilhões de reais. Sua nova Rota da Seda – um plano para construir uma rede de infraestrutura ao redor do mundo – acaba de incorporar oficialmente a América Latina, mira o Ártico e se dispõe e realizar sua segunda reunião internacional em 2019. Seus investimentos em diplomacia têm sido vastos. Em 2017, o país destinou a essa área o equivalente a 25,5 bilhões de reais, um aumento de 60% em relação a 2013. Já os EUA propuseram cortar 30% das despesas com o serviço exterior.

Enquanto Washington abandona seus compromissos internacionais, a China está disposta a preencher esse vazio. Xi Jinping se apresentou como o grande defensor da globalização, da luta contra a mudança climática, dos tratados de comércio internacionais. Pequim já mantém acordos de livre comércio com 21 países – um a mais que Washington – e, segundo suas autoridades, negocia ou planeja incluir outros 10.

Os investimentos do Governo e das empresas da China e no exterior são um dos principais pilares dessa estratégia. Na América Latina, o país já concedeu mais créditos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ano passado, investiu o equivalente a 390 bilhões de reais em 6.236 empresas de 174 países, segundo seu Ministério do Comércio. Como parte do plano de se tornar um país líder em tecnologia e fazer com que esse setor seja uma das principais fontes de seu PIB, a China comprou empresas fundamentais em áreas estratégicas, como a líder alemã em robótica Kuka e a fabricante de chips britânica Imagination. Já é um referente em inteligência artificial.

Mas sua presença no exterior não se limita ao terreno diplomático e comercial. Ser uma potência global requer não apenas ter acesso aos recursos e conexões com o resto do mundo, mas também defendê-los e se defender. E a China, com o equivalente a 490 bilhões de reais, é o segundo país com maior gasto militar, atrás dos EUA, e moderniza rapidamente seu Exército. Já conta com sua primeira base militar no exterior, em Djibuti, e, segundo o Afeganistão, estuda construir uma segunda base num canto remoto desse país.

Mas se a China hoje inspira mais simpatia que os EUA em diversos países – incluindo aliados tradicionais de Washington, como México e Holanda, segundo informou o Pew Research Center em 2017 –, seu auge também gera desconfiança. O Eurasia Group descreveu a influência chinesa em meio a um vazio de liderança global como o primeiro risco geopolítico para este ano. “[A China] está fixando padrões internacionais com a menor resistência já vista”, afirma a consultoria. “O único valor político que a China exporta é o princípio de não ingerência nos assuntos internos de outros países. Isso é atrativo para os Governos, acostumados às exigências ocidentais de reformas políticas e econômicas em troca de ajuda financeira.” Menção especial, entre outras coisas, merece o investimento chinês em inteligência artificial. “[Esse investimento] procede do Estado, que se alinha com as instituições e companhias mais poderosas do país e trabalha para garantir que a população se comporte como o Estado deseja. É uma força estabilizadora para o Governo autoritário e capitalista do Estado chinês. Outros Governos acharão esse modelo sedutor.”

Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista.
Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista. NICOLAS ASFOURI (AFP / GETTY )

Outras vozes também demonstram alarme. O primeiro-ministro australiano, Malcom Turnbull, denunciou em dezembro a influência da China nos assuntos políticos de seu país, mediante lobbies e doações, e apresentou um projeto de lei que busca frear isso. O diretor do FBI, a polícia federal dos EUA, Christopher Wray, também advertiu que Pequim pode ter infiltrado agentes até mesmo nas universidades. Um relatório do think tank alemão MERICS e do Global Public Policy Institute alerta para a crescente penetração da influência política da China na Europa, especialmente nos países do Leste. E um grupo de acadêmicos conseguiu, graças aos protestos do ano passado, que a editora Cambridge University Press restabelecesse artigos censurados por não coincidirem com a visão do governo chinês em assuntos como Tiananmen e Tibete.

A crescente assertividade de Pequim pode beirar a arrogância ou o desdém pelas normas internacionais. No mar do Sul da China, onde suas reivindicações de soberania enfrentam as de outras cinco nações, o país tem construído ilhas artificiais em áreas em disputa, apesar dos protestos dos Estados vizinhos e dos EUA. Recentemente, a imprensa recriminou a Suécia por suas pressões pela libertação de Gui Minhai, o livreiro sueco detido no mês passado quando viajava a Pequim escoltado por dois diplomatas.

Além dos alarmes, começam a soar também – de modo ainda muito incipiente – propostas para contra-atacar essa pujança ou os aspectos menos benevolentes dela. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a unidade dos 27 parceiros da União Europeia para não perderem terreno para a China. A Casa Branca começou a impor tarifas a alguns produtos para frear o que considera concorrência desleal da China no intercâmbio comercial. Japão, Índia, Austrália e EUA estudam apresentar um plano internacional alternativo ao da Rota da Seda.

Claro que nem sequer o todo-poderoso Xi pode considerar tudo como garantido, e a China da nova era padece de fraquezas importantes. No momento, o apoio popular ao presidente e sua gestão parece sólido. Mas mantê-lo, em uma sociedade de fortes desigualdades sociais, pode ser uma tarefa complicada. As jovens classes médias, nascidas e criadas depois da Revolução Cultural e de Mao, não conheceram o sofrimento de seus progenitores e demandam um bem-estar econômico que dão como certo, assim como padrões de vida semelhantes aos do Ocidente.

Isto inclui a poluição, um dos grandes males da China. Depois de medidas como um plano de urgência para o inverno, padrões de emissões para veículos e fechamento de fábricas com elevados níveis de poluição, este ano a qualidade do ar em Pequim melhorou notavelmente. Mas organizações como o Greenpeaceenfatizam que essa melhora se deu, em parte, ao custo de transferir a poluição para regiões mais pobres e menos visíveis.

Garantir padrões de vida cada vez melhores – a China se comprometeu a acabar até 2020 com a pobreza rural, que em 2015 afetava 55 milhões de pessoas – obriga também a uma reforma econômica. Ao chegar ao poder, há cinco anos, Xi prometeu deixar que o mercado seguisse seu ritmo. É uma aspiração que se mostrou complicada. Em 2015, a revista Caixin indicava que, entre as 113 áreas suscetíveis de reforma, somente 23 avançavam a bom ritmo, os progressos eram lentos em 84 e nada se conseguira em 16.

O que está por fazer é o mais difícil: as empresas de propriedade estatal, gigantescas e ineficientes, mas básicas no sistema socioeconômico chinês atual; o excesso de crédito e de capacidade de produção; a completa liberalização do yuan. Reformas necessárias, mas que vão requerer enorme habilidade para que não prejudiquem o índice de desemprego ou a estabilidade social, a grande prioridade do Governo.

Em prol dessa estabilidade social, a China de Xi Jinping pôs em prática ambiciosos programas de controle e vigilância dos cidadãos, ajudada pela inteligência artificial. O fluxo das informações e as redes sociais são ferreamente supervisionados. Todas as empresas, incluindo as multinacionais estrangeiras, precisam contar com uma unidade do Partido Comunista em sua estrutura. Os meios de comunicação estatais – os principais  – receberam instruções da boca do próprio presidente: “Vocês devem se nomear Partido”.

A tendência é a de redução da tolerância a qualquer manifestação cultural que não reforce o papel dominante do Partido Comunista nem se ponha a serviço de seus objetivos. E isso inclui o tratamento às minorias e a prática da religião, sobre a qual recentemente foram impostos novos regulamentos. As pessoas incômodas – sejam dissidentes políticos, advogados de direitos humanos ou ativistas de causas sociais– são presas e, às vezes, condenadas a longas penas de prisão. No ano passado, o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu de câncer de fígado enquanto cumpria uma pena de 11 anos.

Mas o tempo corre, para Xi, para Pequim e para implementar as reformas. Um dos grandes obstáculos que o país enfrenta é precisamente seu rápido envelhecimento. A desastrosa política do filho único faz com que o dividendo demográfico esteja se esgotando. Apesar do fim da proibição em 2015, a natalidade não dá mostras de aumentar. Em 2020, 42 milhões de idosos não poderão cuidar de si mesmos e 29 milhões superarão os 80 anos. Um grande desafio para sistemas de previdência social e de saúde ainda muito frágeis.

Para 2050, quando o país espera ter se tornado uma grande potência, contará com 400 milhões de aposentados. Por essa época, terá completado seus ambiciosos planos de reforma militar e econômica; a prioridade será atender a esse grande segmento de população envelhecida. O prazo de “oportunidade estratégica” terá expirado.

A nova era de Xi tem, portanto, pressa. Hoje pode mobilizar a população em busca do sonho chinês; amanhã poderá ser tarde. Dentro de alguns anos, esta nova era pode ter ficado velha demais.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/02/internacional/1519993755_786257.html

porCCDIBC

China se torna primeira potência comercial mundial

O ministro chinês do Comércio, Zhongshan, destacou hoje (5) no Grande Palácio do Povo a determinação do país de ser uma potência no comércio exterior com melhor qualidade e sua marca própria. Anunciou que tem o prazer de informar que, no ano passado, a China se tornou o maior país comercial do mundo. Isso mostra que a posição do país como uma potência comercial foi consolidada.

fonte: http://portuguese.cri.cn