Arquivo mensal fevereiro 2018

porCCDIBC

Troca e cooperação com a CCCC TDC TRAFFIC CONSTRUCTION CO., LTD

No dia 6 de setembro de 2017, a delegação brasileira liderada pela CCDIBC fez uma visita a CCCC TEC (FUJIAN) Communications Construction LTD, durante a visita, ambos os lados expressaram a vontade de reforçar o intercâmbio e a cooperação. Participaram da reunião, o presidente da CCDIBC, Sr. Fabio Hu, o presidente da CCCC TEC (FUJIAN), o Sr. Zhong Wenwei e o  diretor do Centro de serviços de Xiame, Sr.Xie Fulin.

O presidente da CCCC TEC (FUJIAN), Sr. Zhong Wenwei, agradeceu primeiro a visita da delegação liderada pelo presidente da CCDIBC, Sr. Fabio Hu. Durante seu discurso e breve introdução sobre a história da CCCC TEC (FUJIAN), o Sr. Zhong Wenwei disse que a entidade foi fundada em 1897, sendo uma empresa chinesa com 120 anos de história. Hoje a empresa possui 85 navios de cortador de draga de sucção, draga de sucção e estacas flutuantes, rebocadores, e outros tipos de embarcações de dragagem com tecnologia mais avançada no mundo. É uma empresa ligada ao governo central e uma das mais poderosas empresas na China, na ásia e Europa. Possui vários projetos de investimento com instalação de sede e escritório regional. É também um dos maiores investidores em empresas nacionais no exterior.

O Sr. Zhong Wenwei ressaltou que nos últimos anos, em resposta a estratégia chinesa de transformação e modernização do estado os serviços de engenharia ambiental, a dessalinização da água do mar e a instalação da estação de tratamento de esgoto, vem sendo implementados. Durante os últimos anos no sudeste asiático, oriente médio e na rússia, através de investimentos em portos, estradas e infraestrutura municipal, promoveram e estimularam o desenvolvimento da economia local. O Sr. Zhong Wenwei expressou a vontade de possibilitar a realização de negócios no Brasil, através da plataforma comercial estabelecida pela CCDIBC.

O Presidente da CCDIBC, Sr. Fabio Hu , durante a breve introdução sobre a câmara, ressaltou que a Câmara teve grande suporte e incentivo dos ex-presidentes do Brasil Lula e Dilma.  Sendo que o ex-presidente Luiz inácio Lula da Silva como presidente honorário da CCDIBC,  ajudou a Câmara a estabelecer boas relações com os governos em todos os níveis, a fim de promover os estreitamento de boas relações econômicas e comerciais entre os dois países. Antes da partida da delegação, a CCDIBC recebeu 46 representantes e delegações do Rio de Janeiro, do estado de São Paulo, Maranhão, Foz do Iguaçu, Paraná, e vários municípios em favor de atrair investidores chineses para o Brasil.

Participaram da reunião, o diretor do centro de serviço de Xiamen, Sr. Xie Fulin; assistente de gerente, gerente-geral de investimento no mercado estrangeiro, Sr. Xie Fulin; Sr. Li Hanjiang; Sr. Xu Bai; Sr. Liu Qiang; Sr. He Shijiang; Sr.Liu Wei; o presidente da CCDIBC – Sr. Fabio Hu, a secretária da CCDIBC – Wang Ying; o diretor de  comunicação da CCDIBC – Sr. Daniel Castro; a Sra. Teresa Jesus; o Sr. Barbosa; e o representante dos 17 prefeitos do Brasil, Sr. Claudio Henrique.

porCCDIBC

China repreende EUA por criticarem sua estratégia na América Latina

Secretário de Estado norte-americano afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais”

A China não gostou nada das advertências feitas por Washington a vários países latino-americanos sobre a influência cada vez maior de Pequim na região. O gigante asiático considera que as palavras do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, sobre os riscos de uma dependência excessiva da segunda economia mundial, são uma falta de respeito à política exterior dessas nações.

Tillerson – antes de iniciar uma viagem com paradas no México, Argentina, Peru e Colômbia – afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais” e advertiu sobre a estratégia de se apoiar excessivamente na China, “que significa ganhos no curto prazo em troca de uma dependência no longo prazo”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês considerou que essa premissa é falsa e que o intercâmbio com a América Latina se baseia “em interesses comuns e necessidades mútuas”.

O aumento da influência chinesa na América Latina, pelo menos em termos quantificáveis, como o comércio e o investimento, é inquestionável. O intercâmbio de mercadorias se multiplicou na última década, superando os 200 bilhões de dólares (640 bilhões de reais) por ano, sobretudo graças à compra e venda de matérias primas. A China já é o principal parceiro comercial de países como Argentina, Brasil, Chile e Peru.

Pequim também se tornou uma fonte de empréstimos vital para nações da região, especialmente Brasil, Venezuela e Equador. As autoridades chinesas – como costumam repetir sempre que há suspeitas de que haja mais interesse próprio do que altruísmo por trás desses créditos – dizem que a cooperação se baseia em “igualdade, reciprocidade, abertura e inclusão”.

“Esperamos que este país (em referência aos EUA) abandone o conceito antiquado dos jogos de soma zero e veja o desenvolvimento das relações entre a China e a América Latina de forma aberta e inclusiva”, afirma o comunicado.

A China reforçou recentemente seus laços com a região durante o segundo fórum ministerial entre o gigante asiático e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizado há apenas duas semanas em Santiago, no Chile. O bloco decidiu apoiar, numa declaração oficial, a iniciativa chinesa da nova Rota da Seda – o megaprojeto de interconexão mundial idealizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que colocou sobre a mesa bilhões de dólares para investi-los em obras de infraestrutura que melhorem a conectividade. Os críticos veem nessa iniciativa o desejo de Pequim de aumentar sua influência sobre outros países em desenvolvimento. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse no encontro que seu país quer se transformar no “parceiro mais confiável” da região.

Em seu discurso antes de iniciar a viagem latino-americana, Tillerson declarou que as ofertas da China na forma de investimento “quase sempre exigem a importação de força de trabalho chinesa, grandes empréstimos e uma dívida insustentável, ignorando os direitos humanos e de propriedade intelectual”, algo que comparou com o antigo colonialismo europeu.

Segundo a Xinhua, a agência oficial chinesa, a investida recente da administração Trump contra a diplomacia e a política exterior de Pequim é uma consequência da “perda de carisma” da primeira potência mundial na região: “Em vez de perder tempo criticando a China, talvez fosse uma boa ideia para Washington baixar o tom hostil de sua retórica, que provocou a ira na América Latina com propostas como endurecer a imigração, construir um muro e tentar influenciar os tratados comerciais em seu favor.”

porCCDIBC

Diplomata chinês instiga empresários brasileiros a conquistar a Ásia

O empresariado brasileiro precisa sair do comodismo e investir agressivamente no mercado chinês, que está de portas abertas. Essa é a opinião do ministro da Embaixada da China no Brasil, Song Yang, 50 – o termo “ministro”, neste caso, equivale a ser o segundo no comando da representação diplomática chinesa. Em entrevista ao UOL, ele questionou por que os brasileiros não “conquistam” o mercado de turismo, não aproveitam os novos movimentos econômicos no sudeste asiático nem fazem publicidade de marcas de seus produtos já vendidos e bem aceitos na China, como o café.

“O Brasil está olhando para o mercado asiático. Qual é o esforço que está fazendo para conquistar o mercado asiático?”, questionou Yang, que já trabalhou na embaixada em Angola e foi cônsul em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Espero que os empresários brasileiros abram seus olhos.”

Os chineses projetam que vão importar US$ 10 trilhões (cerca de R$ 31 trilhões) nos próximos cinco anos. Para impulsionar isso, no fim deste ano, vão fazer uma feira internacional com mais de cem países focada na importação. Do Brasil, querem não só produtos de baixo valor agregado –alimentos, minérios, soja, ferro

Como está a dinâmica da economia da China?

Estamos desenvolvendo a integração da economia regional. As empresas chinesas estão investindo nos países vizinhos. Esses ciclo de prosperidade dos outros países tem ações de mercado, porque é uma escolha de custo-benefício. São condições favoráveis para as empresas chinesas.

A iniciativa de “um cinturão, uma rota” [programa para investir na infraestrutura de cerca de 70 países, de três continentes, com os quais os chineses têm relações comerciais] vai beneficiar os nossos vizinhos bem como os países da América Latina. É uma iniciativa com a qual queremos compartilhar nossas visões, construir conjuntamente e usufruir os benefícios conjuntamente sem a intenção de impor. A nossa cooperação é benéfica mutuamente.

O senhor afirma que a renda per capita do chinês passou de US$ 2.000 para US$ 8.000 em dez anos. Esse aumento do custo da mão-de-obra da China é uma das causas que move as indústrias para outros países?

Realmente é uma das causas. As empresas chinesas estão transferindo suas fábricas para outros países à procura de renda adequada para controlar o custo mão-de-obra. A China está numa fase de fazer uma reestruturação de sua economia, mais tecnologia de ponta. Essa é uma opção natural. É uma ação de mercado, não incentivada pelo Estado.

São empresas nesses setores de maior valor agregado que estão indo para lá?

Isso. A China investe nos países estrangeiros e recebe investimentos estrangeiros. Estamos oferecendo tratamentos iguais para investimentos estrangeiros e fazendo mais aberturas para setores financeiros e de manufatura de tecnologias avançadas.

Hoje em dia, a economia chinesa é integralmente ligada a todo o mundo. É natural termos mais investimentos fora. Fico muito feliz que a renda per capita da China aumentou muito, um crescimento idêntico do nosso crescimento econômico. Esse processo vai continuar.  A renda per capita chegou a US$ 8.000 e, dentro de poucos anos, vai passar para US$ 10 mil.

Então, naturalmente temos de pensar em fazer reformas em nossa economia, para uma produtividade mais eficiente, com valor mais agregado, e menos em fábricas com uso intensivo de mão-de-obra. Estamos incentivando o setor de serviços, que é metade da economia chinesa. O consumo doméstico contribui com 65% do PIB [Produto Interno Bruto] chinês. É um dos maiores mercados no mundo.

Esse crescimento da renda do trabalhador chinês vai se repetir nesses países asiáticos que recebem as fábricas chinesas?

Creio que sim. Queremos participar do desenvolvimento dos países estrangeiros para juntos crescermos mutuamente, a benefício dessa união, para elevar a vida do povo e o poder de compra.

Esse aumento da renda nos países asiáticos ao redor da China vai exigir mais consumo de alimentos, materiais de construção, ferro, ou seja, produtos vendidos pelo Brasil? É uma oportunidade?

Sempre é uma oportunidade com o crescimento socioeconômico do país. Mereceria uma notícia feliz para todo mundo. A China contribui com 30% do crescimento mundial. Queremos ter a nossa boa vizinhança e ter um crescimento conjunto.

Essa oportunidade para o Brasil é realista ou excessivamente otimista?

O Brasil está olhando para o mercado asiático. Qual é o esforço que está fazendo para conquistar o mercado asiático? O crescimento rápido de um país muda a fisionomia e a vida do povo. Aumenta a capacidade de consumo de cada país. Isso cria oportunidades para países como o Brasil, que pode oferecer produtos alimentares, minérios, mas também produtos industriais, produtos de maior valor agregado.

Produtos de maior valor agregado?

A China está aberta para produtos de ótima qualidade do Brasil. Seja para alimentos, produtos agrícolas, minérios, automobilísticos e também outros de maior valor agregado. O mercado chinês é enorme, e o Brasil é bem-vindo.

 

Como?

Queremos abrir as nossas portas a produtos de maior valor. A China não quer, de maneira nenhuma, tornar o Brasil um país de commodities. Estamos investindo em áreas de tecnologia de ponta, como painéis fotovoltaicos em Campinas (SP).
Estamos investindo em fábricas, ferrovias, rodovias, portos, telecomunicações. Não é só investir em minérios.

Como vê a ação dos empresários brasileiros?

Espero que os empresários brasileiros abram seus olhos para o mercado chinês, o mercado asiático, porque ele representa crescimento, oportunidades de mercado.
Tem que investir, divulgar os seus produtos com mais força para maior conhecimento do povo, seus consumidores.

Hoje em dia, o café é muito consumido lá no mercado chinês. Em todos os shoppings têm vários cafés, mas não tem a marca brasileira. O Brasil está produzindo um bom café, e muito café, e tem que realmente pensar em ocupar e conquistar o mercado chinês.

Na conversa com a gente o senhor mencionou que o empresário brasileiro é ‘acomodado’ ou mesmo tem um pouco de ‘preguiça’. O senhor deu o exemplo da propaganda das marcas de café. Poderia dar outro exemplo do comodismo ou preguiça dos empresários brasileiros em incrementar seus negócios com a China?

Espero que os empresários brasileiros visitem a China para conhecer melhor o mercado chinês e o gosto dos consumidores chineses que querem o Brasil, sua gente, sua cultura e também seus produtos, incluído o café.

Como estão as viagens entre Brasil e China?

No ano passado conseguimos um acordo para incentivar os turistas, os vistos. Agora, podemos oferecer vistos múltiplos de cinco anos para turistas [Brasil e China aumentaram de três meses para cinco anos o prazo do visto para turismo em ambos os países, com entradas múltiplas de 90 dias, renováveis por mais 90 a cada 12 meses. Ou seja, um chinês, com um único visto, pode vir ao Brasil cinco vezes durante seis meses a cada visita, com intervalo de seis meses entre cada viagem].

“A China ‘exportou’ 129 milhões de chineses, que fizeram turismo por todo o mundo no ano passado. Só houve 60 mil para o Brasil

Entre os EUA e a China temos uma troca muito grande. Foram 4 milhões. Temos mais de 350 mil estudantes lá nos EUA. Muitos chineses adoram o Brasil, querem conhecer o país e precisam de facilidades, estruturas e serviços para isso.

porCCDIBC

Hong Kong é classificada como economia mais livre do mundo por 24 anos consecutivos

A Fundação Heritage dos Estados Unidos, um think tank conservador com sede em Washington, publicou nesta sexta-feira (2) um relatório, classificando Hong Kong como a economia mais livre do mundo. Este é o 24º ano consecutivo que a cidade recebe este título.

A pontuação total de Hong Kong aumentou 0,4 em relação ao ano anterior, atingindo 90,2 pontos. Trata-se da única economia com nota acima de 90 pontos, muito maior do que a média de 61,1. Quanto à saúde das finanças e liberdade comercial e financeira, a região também obteve a maior pontuação. Além disso, Hong Kong também tem melhor desempenho no sistema judicial, atmosfera social, transparência do governo, mecanismo regulatório e abertura ao comércio.

O secretário para as Finanças de Hong Kong, Paul Chan, declarou que o cumprimento do princípio de livre mercado tem sido a base para a prosperidade econômica da região. Diante da intensa competição global, o governo de Hong Kong continua se esforçando para incentivar a inovação tecnológica e cooperar com outras economias, de forma a consolidar a sua posição de liderança como centro financeiro internacional.

Tradução: Zhao Yan

Edição: Layanna Azevedo

porCCDIBC

CAMPOS ESTABILE TOMA POSSE COMO NOVO VICE-PRESIDENTE DA CCDIBC

Empresário, Bruno Lachis Campos Estabile lidera nova gestão da câmara chinesa com foco no Espírito Santo

Em cerimônia ocorrida hoje (02), em São Paulo, a CCDIBC deu posse ao seu mais novo vice-presidente, o jovem empresário Dr. Bruno Lachis Campos Estabile. O evento teve a presença da diretoria da Câmara, representada pelo seu vice-presidente, Roberto Liao, o secretário geral, Fepile Zhou e Daniel Castro, diretor de comunicação.

O objetivo é focar no estado do Espírito Santo, que para a CCDIBC conta com muitas oportunidades e que está em acordo com o planejamento da gestão Xi Jiping, presidente da China, em promover e regionalizar os negócios entre os dois países.

Para o presidente da CCDIBC, esta parceria é fundamental para dinamizar os negócios. “Esta nova vice-presidência terá um papel importante no desenvolvimento desta Câmara no Estado do Espírito Santo. E os resultados serão vistos brevemente, pois a China tem muito recursos e deseja bons projetos”, afirma Hu, que destaca ainda que o DR. CAMPOS ESTABILE é sócio especial da CCDIBC e tem todas as condições de promover projetos e oportunidades.

China-Cariacica

“Meu trabalho será buscar uma integração política e empresarial a fim de fomentar uma aproximação entre políticos e empresas do Estado, com empresários e políticos da China por meio da CCDIBC”, explica Dr. CAMPOS ESTABILE.

Na posse em sua sede, em São Paulo, foi destacado que o eixo central será a cidade de Cariacica, importante agregador e promotor das novas potencialidades do Estado, que recentemente recebeu uma missão da câmara, que atestou os diferenciais da região.

A CCDIBC também comunicou ações para realização de um workshop Brasil-China para o início de março. Além de reforçar o convite para missões de investidores e inovação, que ocorrerão neste primeiro semestre.

Vale destacar que a CCDIBC representa o fundo do grupo Huayang, um dos maiores conglomerados empresariais da China – que mereceu destaque em matéria no Jornal Valor Econômico.

A parceria envolve a CCDIBC representar o fundo no Brasil para apresentar projetos de empresas públicas e privadas. O grupo Huayang, como destaca a matéria, disponibilizou cerca US$ 3 bilhões para o Brasil.

 

Publicação Recomendada:

Parceria da CCDIBC com Fundo Chinês é destaque no Valor Econômico
http://brasilchina.org.br/2017/11/06/parceria-da-ccdibc-com-fundo-chines-e-destaque-no-valor-economico/

porCCDIBC

Brasil tem tudo para se dar bem com a nova China, diz economista

Helen Qiao, economista-chefe para a China do Bank of America Merrill Lynch, diz que o país asiático passa por uma transição

Ao longo dos últimos 15 anos, a economista Helen Qiao fez carreira em bancos de investimento em Hong Kong, acompanhando o mercado chinês. Hoje, ela lidera uma equipe de 12 analistas no banco americano Bank of America Merrill Lynch e é responsável pelos relatórios sobre a China. Numa passagem por São Paulo, ela falou a EXAME sobre a nova fase da economia chinesa e os impactos para o Brasil.

A China é vista como a fábrica do mundo. Isso vai mudar?

Sim. Existem duas tendências importantes na China. A primeira é que a economia está cada vez mais baseada no setor de serviços. Esse setor está crescendo num ritmo mais rápido do que o industrial, e isso já vem ocorrendo há vários anos. A segunda tendência é que a indústria chinesa se atualizou. O tipo de produto que a China exporta é cada vez mais sofisticado.

Qual é a fatia desses produtos sofisticados?

Máquinas e equipamentos já são a categoria de maior participação na indústria, incluindo as exportações. A China não é mais um país que exporta brinquedos, guarda-chuvas, vestuário, sapatos etc. Essa não é mais a China de hoje. A nova China produz computadores, celulares, máquinas. Estamos vendo uma transição. A China está deixando que os outros países emergentes fabriquem os produtos de baixo valor que ela fazia. A China, em si, está buscando o próximo degrau na cadeia de valor global.

Qual é o impacto dessa transição para os demais países?

Haverá vencedores e perdedores. A China vai se tornar cada vez mais um competidor à altura de Coreia do Sul, Taiwan e Japão, países que serviram de modelo para ela. A China possivelmente assumirá o lugar deles. Os países desenvolvidos vão se sentir mais ameaçados pela China do que os emergentes.

De que lado o Brasil está?

O Brasil está muito bem posicionado para se beneficiar dessa transição. O Brasil tem uma economia que é igualmente influenciada pelo aumento do consumo interno chinês e pelo investimento em infraestrutura. A China vai precisar importar mais produtos do que o Brasil fornece.

Que tipo de produto?

Aqueles ligados à agricultura, como grãos de soja. A China ainda importa mais soja dos Estados Unidos do que do Brasil, mas há potencial para inverter essa situação. Também vemos potencial para um aumento na exportação de aves e carne bovina para a China. Água potável e área cultivável são recursos escassos por lá. E esse é o tipo de recurso em que o Brasil é rico. Basicamente, a China está importando luz solar, água potável e terra cultivável ao importar produtos do campo.

Há espaço para o Brasil exportar produtos industriais à China?

Não muito. A China é muito dominante nessa área. Mas provavelmente investidores chineses virão ao Brasil para começar a exportar manufaturados do Brasil, seja para países da América do Sul, seja para a América do Norte.

A economia brasileira se beneficiou do crescimento chinês na década de 2000 e no início de 2010. Isso voltará a acontecer?

Sim. Se olharmos para os preços de commodities, já estamos vivendo outro boom agora. Mas há uma diferença desta vez. A China está dando ênfase à proteção ambiental. O governo está pressionando as empresas para se tornarem mais limpas. Como isso influencia o Brasil? Há um aumento da demanda por matérias-primas de qualidade superior e menos poluentes, como minério de ferro. Brasil e Austrália levam vantagem nisso.

porCCDIBC

Ministro das Finanças chinês se reúne com presidente da Argentina

O ministro das Finanças da China, Xiao Jie, se reuniu com o presidente da   Argentina, Mauricio Macri, na capital Buenos Aires. Ele transmitiu as saudações   do presidente chinês, Xi Jinping, e expressou a disposição chinesa de promover a   parceria estratégica abrangente com o país sul americano.

Xiao apontou que os dois presidentes se reuniram por três vezes em dois anos,   refletindo a importância das relações entre os países. Indicou que a China e a   Argentina promovem liberalização e facilitação do comércio e investimento, bem   como têm vários aspectos em comum no conceito de desenvolvimento. Nesse sentido,   as cooperações bilaterais tem sua perspectiva ampliada.

O ministro chinês ressaltou a disposição chinesa de praticar cooperação em   projetos importantes, como em energia nuclear. Xiao Jie afirmou que os dois   países devem reforçar cooperações na área financeira e econômica, trabalhando   para formar um bom ambiente de desenvolvimento conjunto.

A China apoia a Argentina a desempenhar um papel importante como presidente   do G20. Segundo Xiao, manterão diálogo e coordenação íntima com a Argentina para   promover a realização sucedida da Cúpula, em Buenos Aires. O governo chinês   deseja obter mais êxitos em cooperar sob a iniciativa de “Uma Rota e Um   Cinturão”.

O presidente argentino, Mauricio Macri, expressou as boas-vindas à visita de   Xiao Jie. Segundo ele, Argentina está disposta a reforçar a relação cooperativa   com a China, aprofundando as colaborações em finanças, impostos, comércio,   economia e os projetos importantes.

Tradução: Lucas Xu

Revisão: Diego Goulart